Adansonia digitata
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Adansonia digitata
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| Adansonia digitata L. |
A Adansonia digitata, vulgo Imbondeiro, é a única espécie de Adansonia que ocorre no continente Africano. Pode ser encontrada nas savanas quentes e secas da África subsariana. Aparece também em zonas de cultivo e em áreas povoadas. O limite norte da sua distribuição no continente africano está associada aos padrões da chuva, restrita ao litoral Atlântico. No Sudão, ocorre naturalmente no Sahel, mas a sua ocorrência é muito limitada no resto da região saheliana da África Central. Na África oriental as árvores crescem em aglomerados e também no litoral. Em Angola, os Imbondeiros crescem em florestas e nas regiões costeiras e são comuns nas savanas, como também é o caso na Namíbia e no Botsuana e o resto da África Austral. Também se encontra em Dhofar na região de Omã e no Iêmen na Península Arábica. O nome digitata, surge do formato da folha que se parece com os cinco dedos da mão.
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Crescimento [editar]
Apesar de muita gente afirmar que os Imbondeiros podem viver milhares de anos, tal não pode ser comprovado, pois o seu crescimento não leva à formação de anéis anuais.
As flores são de cor brancas, muito grandes e pesadas. São vistosos pedúnculos com um grande número de estames. Têm um cheiro peculiar a carniça e são principalmente polinizadas por morcegos frugívoros. Os frutos, a Mukua, têm no interior uma pasta que quando seca, endurece e cai aos pedaços parecendo-se com pedaços de pó de pão seco 1 .
O Imbondeiro é tradicionalmente utilizado como fonte de alimento em África, mas esse potencial é pouco conhecido em outros lugares. Tem sido sugerido que pode ser usado para melhorar a nutrição e segurança alimentar, impulsionar e promover o desenvolvimento rural sustentável das regiões pobres e secas 2 .
Nomes comuns [editar]
A Adansonia digitata é conhecido por muitos nomes comuns, o mais comum dos quais é baobá. No entanto em Angola, Namíbia, Moçambique e Madagáscar, é conhecida por Imbondeiro. É também conhecida como árvore do rato morto (devido à forma como os frutos aparecem), árvore do macaco-pão (o fruto faz lembrar a pele do macaco e quando seco faz lembrar farinha de pão), árvore de cabeça para baixo (os ramos esparsos assemelham-se a raízes) e árvore de creme tártaro. Em francês, é conhecida como arbre de mille ans (árvore dos mil anos) e calebassier du Sénégal (daí na Guiné-Bissau, ser conhecida por Calabaceira). Em suaíli como Mbuyu, Mkuu hapingwa, Mkuu hafungwa e Muuyu3 . É conhecida por Momret na língua Tigrigna da Etiópia, onde surge privilegiadamente nas áreas de várzea húmida e com solos bem drenados, como o vale do rio Tekezé4 . É conhecida por Kuka pelos povos de língua Hausa da África Ocidental. No Sudão, a árvore é chamado de Tabaldi e o seu fruto é chamado de "Gongu laze". Na Nigéria, é uma árvore muito popular nas savanas do norte e as suas folhas são utilizadas para preparar a sopa local chamada de "Miyan kuka", no entanto em toda a África é conhecida como Árvore da Vida
Fruto [editar]
O fruto, conhecido em Angola por mukua ou máqua, pode ter até 25 centímetros de comprimento, tem no seu interior um miolo seco e comestível, desfaz-se facilmente na boca e o seu sabor é agridoce. Este fruto é rico em vitaminas e minerais.
Ao dissolver-se a mukua em água a ferver obtém-se o sumo de mukua que, depois de arrefecido, é tomado como uma bebida fresca com um sabor muito apreciado em determinados países.
A sua polpa branca, depois de seca, é utilizada para a alimentação, em tempos de escassez de comida; também é referida como cura para a malária5
Tem duas vezes mais cálcio que o leite e é rico em anti-oxidantes, ferro e potássio, e tem 6 vezes mais vitamina C do que uma laranja. As folhas podem ser comidas e as sementes produzem óleo comestível.
Em 2008, a União Europeia aprovou a utilização e consumo de fruto de Imbondeiro como ingrediente em barras de cereais6 .
Em 2009 a FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos da América, reconheceu como seguro o uso da polpa do fruto como ingrediente alimentar 7 .
Uma organização sem fins lucrativos, a PhytoTrade África, tem planos para comercializar o fruto para benefício de cerca de 2,5 milhões de famílias mais pobres na África Austral 8 9 .
A Baobab Fruit Co. do Senegal, comercializa o fruto na Europa e na América do Norte através do seu agente Conceptula LLC10 11
Ver [editar]
Referências [editar]
- Notas
- ↑ National Research Council. Lost Crops of Africa: Volume III: Fruits. [S.l.]: National Academies Press, January 25, 2008. vol. 3. ISBN 978-0-309-10596-5 Página visitada em July 15, 2008.
- ↑ National Research Council. Lost Crops of Africa: Volume II: Vegetables. [S.l.]: National Academies Press, October 27, 2006. vol. 2. ISBN 978-0-309-10333-6 Página visitada em July 15, 2008.
- ↑ Grubben, G. J. H. & O. A. Denton. Plant Resources of Tropical Africa 2. Vegetables. [S.l.]: PROTA Foundation, Wageningen; Backhuys, Leiden; CTA, Wageningen, 2004.
- ↑ "Wild Food Plants Attracting Additional Consumer Categories": Adansonia digitata (Famine Food Guide website)
- ↑ (ver a colecção Plantas Medicinais de Moçambique editada pelo Ministério da Saúde nos anos 1980).
- ↑ Baobab dried fruit pulp. Advisory Committee on Novel Foods and Processes (2008).
- ↑ Laura M. Tarantino (July 25, 2009). Agency Response Letter GRAS Notice No. GRN 000273. FDA.
- ↑ "Exotic fruit cleared for UK sale", Channel 4 News, July 15, 2008.
- ↑ "New exotic fruit to hit UK shops", BBC News, July 15, 2008.
- ↑ Baobab Fruit Co. Senegal
- ↑ Baobab-Fruit.com
Ligações externas [editar]
- Description and cultural information (em inglês)
- Structured description (em inglês)
- PROTAbase Adansonia digitata (em inglês)
- Adansonia digitata en Brunken, U., Schmidt, M., Dressler, S., Janssen, T., Thiombiano, A. & Zizka, G. 2008. West African plants - A Photo Guide. www.westafricanplants.senckenberg.de (em inglês)