Bíblia de Estudos de Genebra

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Bíblia de Genebra
Nome: Bíblia de Genebra
Publicação do NT: 1557
Publicação da Bíblia completa: 1560
Base textual: Textus Receptus
Afiliação religiosa: Protestante

A Bíblia de Genebra é a segunda mais popular versão da Bíblia no idioma inglês, ficando atrás apenas da King James. Versões em outros idiomas, baseadas na edição inglesa, foram produzidas em países onde o calvinismo possui adeptos. Sua edição em português é publicada pela Editora Cultura Cristã, vínculada à Igreja Presbiteriana do Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

Durante o reinado da rainha Maria I de Inglaterra (1553 - 1558), um número de eruditos protestantes fugiram da Inglaterra para Genebra, na Suíça, que era então governada como uma república em que João Calvino e Theodore Beza exerciam a liderança secular e religiosa. Entre esses estudiosos foi William Whittingham, que viria a controlar o que se tornaria o esforço para criar a tradução agora conhecida como a Bíblia de Genebra, em colaboração com Myles Coverdale, Christopher Goodman, Gilby Anthony, Thomas Sampson, e Willian Cole. Whittingham foi diretamente responsável pelo Novo Testamento, que foi concluído e publicado em 1557, enquanto Gilby supervisionou o Antigo Testamento.

A primeira edição completa, com uma nova revisão do Novo Testamento, surgiu em 1560, mas não foi impressa na Inglaterra até 1575 (Novo Testamento) e 1576 (Bíblia completa). Mais de 150 edições foram emitidas, a última, provavelmente em 1644. A primeira Bíblia impressa na Escócia foi uma Bíblia de Genebra, em 1579.

Algumas edições de 1576 em diante incluiam revisões de Tomson do Novo Testamento. Algumas edições de 1599 em diante usavam notas para o Apocalipse traduzidas a partir de um novo comentário em latim pelo teólogo huguenote Franciscus Junius.

A transcrição para o Inglês foi substancialmente baseada nas traduções feitas por William Tyndale e Myles Coverdale (80-90% dos textos do Novo Testamento da Bíblia de Genebra são de Tyndale). No entanto, a Bíblia de Genebra foi a primeira versão Inglês em que todo o Antigo Testamento foi traduzido diretamente do hebraico (cf. Coverdale Bíblia, Bíblia de Mateus).

Calvinismo
John Calvin.jpg
João Calvino
Bases históricas:

Cristianismo
Agostinho de Hipona
Reforma

Marcos:

A Institutio Christianæ Religionis de Calvino
Os Cinco Solas
Cinco Pontos (TULIP)
Princípio regulador
Confissões de fé
Bíblia de Genebra

Influências:

Teodoro de Beza
John Knox
Ulrico Zuínglio
Jonathan Edwards
Teologia puritana

Igrejas:

Reformadas
Presbiterianas
Congregacionais
Batistas Reformadas

As anotações que são uma parte importante da Bíblia de Genebra são de caráter calvinista e puritana, e como tal eram detestados pelos protestantes anglicanos, assim como o rei James I, que encomendou a "Authorized Version ", ou Bíblia King James, a fim de substituí-la. A Bíblia de Genebra também motivou o início da produção da Bíblia dos Bispos durante o reinado de Elizabeth I, pela mesma razão, e a edição Rheims-Douai pela comunidade católica. A Bíblia Genebra manteve-se popular entre os puritanos e permaneceu em uso difundido até após a Guerra Civil Inglesa.

Versões Brasileiras da Bíblia de Estudo de Genebra[editar | editar código-fonte]

No Brasil a Bíblia de Estudo de Genebra é publicada conjuntamente pela Editora Cultura Cristã (antiga Casa Editora Presbiteriana) e a Sociedade Bíblica do Brasil. Ela adotou o texto da versão "Almeida Revista e Atualizada" (2ª Edição de 1993) que ainda é o mais utilizado no Brasil. A sua primeira edição brasileira é a tradução da "New Geneva Study Bible" de 1995, cujo editor é o R. C. Sproul. Essa versão americana vem com a versão "New King James Version".

Foi lançada em 2009 pela Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil a Bíblia de Estudo de Genebra Edição Revista e Ampliada. Esta, por sua vez, é a tradução da "Spirit of the Reformation Study Bible" de 2003, cujo editor geral é o Richard L. Pratt Jr., professor do Reformed Theological Seminary. Enquanto em inglês ela usa a NIV (New International Version), em português ela utiliza, como a sua versão anterior, a Almeida Revista e Atualizada, com a diferença de que o texto português foi completamente revisado e adequado a "Nova Reforma Ortográfica". Essa nova edição, além de ter sido revisada e conter mais notas explicativas que a anterior, contém dois novos recursos de auxílio ao leitor e estudante da bíblia: 1) O primeiro deles são as notas sobre a relação entre Cristo e cada livro do Antigo Testamento, encontradas nas introduções a cada livro. 2) O segundo recurso é a indexação do texto das notas com os Símbolos de Fé Reformados, que são as TRÊS FORMAS DE UNIDADE DAS IGREJAS REFORMADAS (Confissão Belga, Catecismo de Heidelberg, e os Cânones de Dort) e os TRÊS SIMBOLOS DE FÉ DE WESTMINSTER (Confissão de Fé Westminster, Catecismo Maior de Westminster, e Breve Catecismo de Westminster). Estes símbolos de fé estão compilados no final da Bíblia de Estudo de Genebra.

É importante destacar, diante das notas e documentos reformados anexos à Bíblia de Genebra, a seguinte observação na Introdução a esta Bíblia: "esperamos que nenhum leitor venha a confundir as notas falíveis e os documentos confessionais contidos nesta publicação com as próprias Escrituras. Tudo isso está publicado em um único livro para a comodidade do leitor, não para colocar as Escrituras e as interpretações humanas no mesmo nível". (Bíblia de Estudo de Genebra Edição Revista e Ampliada, p. ix) Esta é a atitude esperada de qualquer leitor diante de qualquer Bíblia de estudo, seja ela qual for.

Características da Bíblia de Genebra[editar | editar código-fonte]

A Bíblia de Genebra é fortemente usada por ministros, líderes e membros de denominações de teologia reformada - presbiterianos, congregacionais, anglicanos e batistas - por conter, além dos textos bíblicos propriamente ditos, uma série de recursos: quadros doutrinários, notas de rodapé explicando os textos bíblicos sob a ótica reformada, textos de introdução a cada livro bíblico e mapas das regiões onde teriam ocorrido os eventos narrados na Bíblia. Mas devido a sua qualidade e erudição o alcance e usa da Bíblia de Genebra acaba ultrapassando as fronteiras das igrejas e líderes reformados atingindo até os pentecostais e neo-pentecostais. É interessante notar a participação do conhecido batista Wayne A. Grudem, do Phoenx Seminary, entre os colaboradores da "Spirit of the Reformation Study Bible", nome original da versão em inglês da Bíblia de Estudo de Genebra (Edição Revista e Ampliada). Isso mostra a abrangência da teologia reformada e do uso da Bíblia de Estudo de Genebra.