Banco do Estado do Rio de Janeiro
| BANERJ Banco do Estado do Rio de Janeiro |
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|---|---|
| Fundação | 1975 |
| Sede | Rio de Janeiro, RJ |
| Produtos | Banco |
Banco do Estado do Rio de Janeiro mais conhecido como BANERJ foi um banco brasileiro fundado na década de 1960 e, posteriormente, mudada para Banco Banerj S/A em 1997. Foi incorporado em julho de 2004 pelo Grupo Itaú mudando o nome de todas as suas agências.
ANTIGOS PRESIDENTES DO BANERJ: Moreira Franco - Cesar Maia - Marco Aurelio Alencar - Sibillis Vianna - Marcelo Alencar - Israel Klabin - Marcio Fortes - Wilson Fadul.
Índice |
[editar] História
Originário do antigo Banco da Prefeitura do Distrito Federal que transformou-se em Banco do Estado da Guanabara quando da transferência da capital para Brasília e posteriormente fundido com o BERJ (1975) em decorrência da fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio, sempre foi um Banco presente em todas as cidades do Rio de Janeiro e manteve filiais em todas as capitais brasileiras. Chegou a contar com 250 agências e destas pouco mais de 60 sobraram na incorporação pelo Banco Itaú em 2004.
[editar] Administração conjunta (Banco Bozano-Simonsen e Governo do Estado)
Em dezembro de 1994 o BANERJ, por injunções políticas da época passa a ser administrado pelo Banco Bozano-Simonsen. Imediatamente os novos administradores demitem funcionários, introduzem altas taxas de manutenção de conta e fecham dezenas de agências deixando fora do estado do Rio apenas uma agência aberta em São Paulo e outra em Brasília, prenunciando o fim do BANERJ.
Apesar disso tudo, durante os anos de 1994-1997 o banco volta a dar lucro e grandes avanços se dão com a administração do Bozano-Simonsen como a troca dos caixas eletrônicos pelas primeiras máquinas com saída de dinheiro; integração à rede 24 horas; integração à rede Verde-Amarela de Bancos estaduais (rede existente até hoje); primeiro site da Internet e instalação de terminais eletrônicos nos principais pontos do estados (formando a Rede Caixa Verde). No final de 1997, o BANERJ não só volta a dar lucro mas também se moderniza, o que seria uma clara indicação contra sua venda, mas com o estado do Rio necessitando "fazer caixa", o governo Marcello Alencar resolve vendê-lo para pagar parte das dívidas existentes.
Para vender o BANERJ, o estado do Rio de Janeiro teve que adquirir o Previ-Banerj (Fundo Previdenciário dos funcionários do BANERJ) que tinha prejuízo de mais de 350 milhões de reais. Da venda em si o Estado do Rio só obteve 300 milhões, ou seja, para vender o BANERJ, o estado do Rio teve ainda que desenbolsar 50 milhões. No dia 26 de junho de 1997, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, o BANERJ foi leiloado. O patrimônio líquido do banco na data do leilão era de R$ 181 milhões, sendo vendido 99,97% do seu capital social por R$ 311 milhões. O grupo Itaú arrematou as 190 agências, 1.000.000 de clientes e imediatamente esse novo grupo toma posse das agências. O governador Marcello Alencar, juntamente com seu filho Marco Aurélio Alencar (Diretor Financeiro do BANERJ), articulam junto ao Governo Federal do Brasil, um empréstimo ponte, da ordem de R$ 1.100.000.000,00 (Um bilhão e cem milhões de reais), para cobrir um pseudo-rombo financeiro e quitar as dividas futuras do BANERJ, com a CAIXA-PREVI-BANERJ, e estes valores ficaram conhecidos como: Conta "A" de Aposentados a receber pensões e aposentadorias; e a CONTA "B" de credores a receber dívidas trabalhistas na justiça do trabalho.
[editar] A fase associativa (BANERJ e ITAÚ)
Desde o início o ITAÚ demonstrava que não tinha interesse em manter o BANERJ como um banco independente. Já na primeira semana de administração muda o nome do banco de Banco do Estado do Rio de Janeiro S/A para Banco BANERJ S/A, oficialmente em setembro de 1997 o estado do Rio de Janeiro se tornava o único estado da federação naquele momento a não ter independência bancária.
Já em dezembro de 1997, todas as operações com boleto bancário, fundos, previdência, seguros, cartões de crédito, número das agências, investimentos passavam a portar na pessoa jurídica do Banco Itaú transformando o BANERJ uma simples corretora de serviços bancários. É fechada toda rede de caixas eletrônicos Caixa Verde (avanço implantado nos tempos de administração do Banco Bozano-Simonsen) e os cartões BANERJ são aceitos a partir da rede de caixas eletrônicos ITAÚ evidenciando uma futura incorporação.
O grupo Itaú rompe com a REDE 24Horas e deixa os clientes presos somente ao REDESHOP e aos caixas eletrônicos do grupo ITAÚ.
No ano 2000, os principais municípios do estado do Rio de Janeiro orientam seus servidores a escolher qualquer outro banco para onde poderá ir seus salários, uma verdadeira debandada onde centenas de milhares de contas são fechadas esvaziando ainda mais o que foi um dia um dos principais bancos do estado do Rio de Janeiro.
Em 2002, mais agências são fechadas (inclusive a de São Paulo) e o banco não tem mais presidente próprio, sendo seu principal dirigente um gerente sem maiores poderes (a não ser um procurador) da presidência do ITAÚ em São Paulo. Ou melhor dizendo, o BANERJ só existia mesmo no papel e era apenas uma subsidiária de um grande grupo empresarial.
Mesmo condenado a ser incorporado, o BANERJ ainda salva o estado, como no passado, com um empréstimo de aproximadamente 600 milhões para pagar o 13º salário de 2002 já em dezembro de 2003. Mesmo assim, é fechada a agência de Brasilia e o banco conta com menos de 70 pontos de atendimento no estado do Rio, é iniciada a incorporação definitiva do BANERJ pelo ITAÚ.
[editar] A Incorporação
Pelo contrato de privatização de setembro de 1997, em sete anos o BANERJ teria exclusividade para ser o agente bancário do estado, ou seja, pagamento dos funcionários e movimentações financeiras do governo estadual e suas empresas estatais. Esse contrato terminaria em setembro de 2004, e o governo estadual decide fazer outro contrato onde a figura do BANERJ era dispensável.
Após a assinatura do acordo em julho de 2004, o Grupo Itaú anuncia imediatamente a incorporação do BANERJ em duas fases: a primeira com agências do interior em 13 de setembro de 2004 e na capital no dia 13 de dezembro de 2004.
e em 2011 O Bradesco levou por R$ 1.773.717,710 o Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) - R$ 1,025 bilhão somente pelo banco - e R$ 748 milhões pelo direito de operar as contas dos mais de 400 mil servidores do Estado no leilão que ocorreu na manhã desta sexta-feira no prédio da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O ágio sobre o valor mínimo foi de 99,78%. O Bradesco leva assim um crédito fiscal de R$ 3 bilhões. O Berj é o que restou do antigo Banerj, privatizado em 1997.