Citroën 2CV

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Citroën 2Cv
Citroen2cvtff.jpg
Visão Geral
Produção 1948—1990
Produzidos
5 114 940
Fabricante Citroën
Modelos relacionados
Citroën Dyane
Citroën FAF
Citroën Méhari
Citroën Ami
Dimensões
Peso 560 kg
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O Citroën 2CV (deux chevaux -dois cavalos, em francês) é um automóvel de baixo custo da montadora Citroën. Produzido entre 1948 e 1990, foi um dos modelos mais populares da marca; mais de 5 milhões de unidades foram vendidos, nas versões sedã e caminhonete.[1]

A sigla CV, que faz parte da denominação desse modelo vem de "cheval fiscale" ou potência fiscal, uma unidade usada para taxar o veículo. Apesar de estar relacionada, entre outros fatores, à potência do motor, a sigla CV nesse caso, não expressa a potência real do motor.[2]

História[editar | editar código-fonte]

A criação do 2CV deve-se ao engenheiro francês Pierre Jules Boulanger,[3] que começou o desenvolvimento do TPV (acrônimo em francês de Toute Petite Voiture, em português Veículo muito pequeno), e foi presidente da Citroën até o final de 1934, quando a família Michelin tomou o controle da empresa.

Os criadores (que tinham trabalhado na criação do Traction Avant), sob a direção de André Lefèbvre e do italiano Flaminio Bertoni, responsável pelo desenho da carroceria, puseram mãos à obra no projeto TPV (Toute Petite Voiture) para desenvolver aquele "guarda-chuva com 4 rodas", forma irônica com a que se “batizaram” os primeiros 2 CV. É de destacar o trabalho do engenheiro Alphonse Forceau, designer da suspensão que constitui uma parte essencial na filosofia do "dois cavalos".

Em 1939 fabricaram-se 250 protótipos (naquele tempo ainda refrigerados a água) do TPV.

Durante a ocupação alemã da França na Segunda Guerra Mundial decidiu-se manter o projeto em segredo. Além disto, todos os galpões de produção desde o início da guerra foram destinados para a construção de carros de combate da marca Renault. Qualquer tentativa de continuar a produção de protótipos seria impossível, e mais, considerando o perigo de que os alemães utilizassem o projeto para seus próprios fins. Alguns protótipos foram escondidos, mas em sua maioria foram destruídos. Em 1994 três protótipos do TPV daquela época foram redescobertos num celeiro na França. Até  2004 tinham sido encontrados um total de cinco protótipos do TPV.[3]

Em 8 de outubro de 1948 no Salão do Automóvel de Paris mostrou-se finalmente pela primeira vez a versão do TPV tal como se conhece hoje em dia, com um motor bicilíndrico refrigerado a ar de 375 c.c. e uma potência de 9 CV. Já em seu primeiro aparecimento público, o automóvel causou ao mesmo tempo admiração e riso. Segundo parece, um jornalista estadounidense, ao ver pela primeira vez o Citroën 2CV, perguntou: "E onde está o abridor de latas?".

Os últimos modelos do 2CV foram produzidos em Mangualde, Portugal, no dia 27 de Julho de 1990.[4]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

O modelo era utilizado pelo pai da personagem de histórias em quadrinhos argentina Mafalda como carro familiar comprado a duras prestações/penas.

O 2CV teve também um lugar de destaque nas famosas Aventuras de Tintim de Hergé no livro O Caso Girassol ao ser conduzido pelos detectives Dupond e Dupont. O mais carismático a acarinhado modelo da Citroën de todos os tempos fez ainda parte de uma edição especial dos chocolates da Côte d'Or que juntava as personagens das Aventuras de Tintim a vários modelos da Citroën.

No filme Madeline, a freira Senhorita Clavel dirige um Citroën 2CV, e inclusive é com este automóvel que ela, no clímax do filme, enfrenta os vilões sobre uma ponte numa espécie de jogo da galinha entre veículos.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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