Complexo do Pão de Açúcar

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Enseada de Botafogo com o morro do Pão de Açúcar ao fundo, Rio de Janeiro, Brasil.

O complexo do Pão de Açúcar, localizado no bairro da Urca e composto pelo Morro do Pão de Açúcar (que dá nome ao complexo), morro da Urca e morro da Babilônia, é, juntamente com a estátua do Cristo Redentor, o maior cartão postal da cidade do Rio de Janeiro e um dos mais famosos do Brasil. Pelas características únicas, margeado pelas águas da baía de Guanabara, constitui-se em uma referência turística internacional para a cidade. Possui como atração complementar o passeio de teleférico, interligando a Praia Vermelha e o Morro da Urca ao Pão de Açúcar. Conhecido como Bondinho do Pão de Açúcar, o teleférico foi idealizado em 1908 e inaugurado em 1912, tornando-se o primeiro teleférico instalado no país e o terceiro do mundo. Nesses mais de noventa anos de existência, já transportou mais de trinta milhões de pessoas. Na última estação do bondinho tem-se a vista panorâmica das cidades do Rio de Janeiro e de Niterói.

Morro do Pão de Açúcar[editar | editar código-fonte]

O morro do Pão de Açúcar é constituído por um bloco único de gnaisse-granito com mais de seiscentos milhões de anos de idade, que surgiu da separação entre os continentes sul-americano e o africano, e que sofreu alterações por pressão e temperatura. Eleva-se a 395 metros acima do nível do mar. É rico em espécies de plantas rupícolas, estando presente em suas faces diversas espécies endêmicas de bromélias e orquídeas. A face sul é especialmente rica, praticamente toda tomada por um "tapete vegetal", contrastando enormemente com a face norte que apresenta pouca vegetação em suas vertentes. É circundado por um resquício de Mata Atlântica. Em seu topo localiza-se a última estação do teleférico. O seu nome é explicado por alguns autores pela semelhança aos blocos cônicos formados pelo açúcar na fase da purga em sua fabricação, à época colonial. É conhecido no mundo inteiro e considerado uma das mais belas paisagens naturais.

Prática de Montanhismo[editar | editar código-fonte]

Ao chegarem ao bairro da Urca, os adeptos do montanhismo têm uma surpresa. Já na primeira estação de embarque para o teleférico, pode-se avistar no morro da Babilônia, escaladores na rocha ascendo vias de escalada, como as conhecidas Ricardo Prado, M2, Roda Viva, IV Centenário e outras. No meio esportivo de escalada, internacionalmente é muito conhecido o complexo do Pão de Açúcar, tanto por se constituir em uma das maiores áreas de escalada urbana, quanto pela beleza das vias conquistadas nessa área. Ao todo são catalogadas mais de 270 vias de escaladas e boulders. No próprio morro do Pão de Açúcar todas as suas faces apresentam vias, como as clássicas chaminés Stop e Galotti, a via ferrata CEPI, além de vias de parede como a Pássaros de Fogo, Via dos Italianos e o Lagartão. As numerosas vias de escalada que gradativamente foram abertas, elevaram o nível de escalada na região, e em muito contribuiu para a melhoria técnica dos escaladores brasileiros. Algumas visitas notáveis foram registradas, como a do histórico escalador Wolfgang Güllich na segunda metade dos anos 80, que abriu a primeira via de décimo grau no Brasil (graduação brasileira), batizada por Southern Comfort, ou Via do Alemão, na Pedra do Urubu, situada junto ao mar e a pista de lazer Cláudio Coutinho, pista esta de 1250 metros de extensão, que margeia as faces sul dos morros da Urca e do Pão de Açúcar. Além disso, o Pão de Açúcar tem também relevância histórica para o montanhismo no Brasil. Consta que a sua primeira ascensão teria sido realizada em 1817 pela inglesa Enrieta Carstiers, pela sua Face leste, voltada para o Oceano Atlântico e de menor inclinação. Seria assim uma das primeiras manifestações diretas de cunho montanhístico no Brasil, onde a própria ascensão da montanha traduziu-se no objetivo maior.

Ver também[editar | editar código-fonte]