Economia doméstica

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A ideia da criação de Cursos de Economia Doméstica, no Brasil, surge em 1945, por ocasião da III Conferência Interamericana de Agricultura, realizada em Caracas, com o tema A mulher e o fomento agrícola. Era necessário pessoal técnico para orientar o agricultor e sua família sobre as formas e os melhores métodos de administração doméstica e de aproveitamento de produtos rurais. Em 1952, foi implantada a primeira Escola Superior de Ciências Domésticas, na Universidade Rural do Estado de Minas Gerais, hoje Universidade Federal de Viçosa. A primeira coluna jornalística sobre Economia Doméstica foi lançada na década de 80 pelo Jornal do Brasil e seu comentarista era o professor da Fundação Getulio Vargas, Felicissimo Cardoso Neto. Na Carta Encíclica “Casti Connubii”, acerca do Matrimônio Cristão, publicada em 31 de Dezembro de 1930, o Papa Pio XI menciona o termo em 2 tópicos do documento: nos números 54 e 126.


Área de Atuação[editar | editar código-fonte]

A área de atuação do economista doméstico está diretamente ligada à responsabilidade de sua função: auxiliar no desenvolvimento social. Em outras palavras, quem se forma em Economia Doméstica lidará nas áreas de alimentação, higiene, saúde e vestuário familiares e de empresas e, ainda, com as leis do direito do consumidor, todas estas relacionadas ao desenvolvimento de pessoas e instituições.

Mercado de Trabalho[editar | editar código-fonte]

Atualmente, muitas donas-de-casa contratam uma espécie de “consultor em economia doméstica”, para que este as ajude a controlar melhor as despesas da família, a armazenar corretamente alimentos, roupas e outros objetos em casa, a preparar pratos que aproveitem melhor os ingredientes, entre outras funções. Esta é uma atividade que tende a crescer no setor de serviços já que a dona-de-casa moderna acaba deixando um pouco de lado a família para trabalhar e estudar fora.

Outras áreas em que o economista doméstico pode atuar são: Financeira, em bancos, casas de empréstimo e investimentos; ONG’s que trabalham com educação do consumidor e planejamento da renda familiar; em cozinhas de restaurantes e indústrias, controlando a qualidade das refeições e no serviço público.

Atividades[editar | editar código-fonte]

Atualmente, hospitais, creches, escolas e empresas necessitam de alguém que regule atividades diárias rotineiras que, às vezes, acabam prejudicando todo o funcionamento do estabelecimento quando mal feitas ou em maus hábitos. É aí que entra o economista doméstico, auxiliando no gerenciamento de tarefas simples como: - O controle de qualidade de produtos (antes e depois de lançadas no mercado pelas indústrias); - Administração do vestuário de uma empresa ou hospital (lavagem, conservação e renovação de peças de uniformes, lençóis e etc.); - Trabalho em parceria com nutricionistas, na preparação de cardápios, controle de qualidade de alimentos e conservação destes; - Auxílio na criação de programas de desenvolvimento infantil em creches e escolas; - Levar informações a locais mais afastados (na zona rural, por exemplo) ou menos abastadas sobre higiene, aproveitamento dos alimentos, roupas e saúde da família;

Graduação[editar | editar código-fonte]

O curso tem duração média de 4 anos formando profissionais com Bacharelado. Entre as disciplinas oferecidas estão: Economia Familiar, Noções de cálculo e bioquímica, Desenvolvimento da Criança, Administração, Princípios de Nutrição e Higiene.

Instituições de Ensino[editar | editar código-fonte]