Ernesto Luís de Hesse

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Ernesto Luís I
Grão-Duque de Hesse e do Reno
Ernst Ludwig von Hessen 1905 Foto Jacob Hilsdorf.jpeg
Ernesto de Hesse em 1905
Governo
Consorte Príncesa Vitória Melita de Saxe-Coburgo e Gotha (1894 - divórcio em 1901)
Princesa Leonor de Solms-Hohensolms-Lich (1905-1937)
Casa Real Hesse-Darmstadt
Vida
Nascimento 25 de Novembro de 1868
Hesse-Darmstadt, Flag of the German Empire.svg Império Alemão
Morte 9 de Outubro de 1937 (68 anos)
Hesse,  Alemanha
Sepultamento Mausoléu Grão-Ducal, Rosenhöhe, Darmstadt, Alemanha
Filhos Princesa Isabel de Hesse
Jorge Donatus de Hesse e do Reno
Luís de Hesse e do Reno
Pai Grão-Duque Luís IV de Hesse e do Reno
Mãe Princesa Alice do Reino Unido

Ernesto Luís I de Hesse (nome completo: Ernst Ludwig Karl Albert Wilhelm; Hesse-Darmstadt, 25 de Novembro de 1868Hesse, 9 de Outubro de 1937) foi o último Grão-Duque de Hesse e do Reno desde 1892 até à sua abdicação forçada em 1918.

Era irmão mais velho da czarina Alexandra Feodorovna da Rússia de quem era muito próximo principalmente durante a infância. A sua alcunha era “Ernie”.

Infância e família[editar | editar código-fonte]

Ernesto (dir) com as irmãs Irene, Alice e Maria.

Ernesto Luís foi o quarto filho e primeiro rapaz a nascer do Grão-Duque Luís IV de Hesse e da sua esposa, a Princesa Alice do Reino Unido, segunda filha da Rainha Vitória do Reino Unido.

Os primeiros anos de vida de Ernesto foram rodeados de morte. Quando tinha apenas 5 anos, o seu irmão mais novo, Frederico, morreu. Os dois rapazes tinham estado a brincar no quarto da mãe quando o mais novo caiu da janela com dois metros de altura. Não era uma grande distância e, a princípio, Frederico parecia não ter sofrido nenhum ferimento grave. Contudo ele sofria de Hemofilia e uma hemorragia cerebral ditou o seu destino apenas algumas horas mais tarde.

Ernesto ficou inconsolável. “Quando morrer, tu também tens de morrer comigo e os outros todos. Porque não podemos morrer todos juntos? Eu não quero morrer sozinho como o Frittie”, disse à sua ama. A isto a sua mãe respondeu: “Sonhei que tinha morrido e fui para o Céu onde pedi a Deus que me devolvesse o Frittie, então ele apareceu e deu-me a mão.” A campa do seu pequeno irmão tornou-se um local de visita constante para a família, o que levou Ernesto a ficar obcecado com pensamentos de morte e de morrer sozinho.

Em 1878 uma epidemia de Difteria atingiu Darmstadt. Todos os irmãos (excepto a Princesa Isabel que foi enviada para a casa dos avós paternos) e o seu pai ficaram doentes. A Princesa Alice tomou conta do seu marido e filhos o melhor que soube com a ajuda dos médicos, mas no dia 16 de Novembro, a sua filha mais nova, Maria, morreu. Alice escondeu a notícia do resto da família durante as semanas que se seguiram até Ernesto, que era devoto à sua irmã mais nova, lhe perguntar por ela. Ao receber a notícia o pequeno rapaz de 10 anos ficou muito perturbado e, para consolar o seu filho, Alice abraçou-o e deu-lhe um beijo apesar de saber do perigo de contágio. Pouco depois a Princesa Alice adoeceu e acabou por morrer no dia 14 de Dezembro. A sua morte foi um fardo que Ernesto carregou para o resto da vida.

Mesmo depois da morte do último Grão-Duque de Hesse, o seu desejo de infância de não morrer sozinho ecoou na geração seguinte. Pouco depois da sua morte em 1937, o seu filho Luís marcou a data do seu casamento com a Princesa Margarida Campbell-Geddes em Inglaterra. O seu irmão mais velho, Jorge Donatus e restante família planearam ir assistir à cerimónia de avião de Hesse até Londres.

Contudo, o avião nunca chegou ao destino. Jorge, juntamente com a sua esposa, a Princesa Cecília da Grécia e da Dinamarca, os seus dois filhos mais velhos, Luís e Alexandre, a mãe Leonor, a ama das crianças e um amigo de família morreram quando o avião se despenhou perto de Ostend, na Bélgica. Cecília estava grávida do seu quarto filho e, entre os destroços do aparelho, foi encontrado o nado morto. A filha mais nova do casal, Joana, a única que não seguia a bordo do avião, foi adoptada pelo seu tio Luís, mas sobreviveu apenas mais 18 meses que a restante família, vindo a morrer de Meningite em 1939.

Casamentos e descendência[editar | editar código-fonte]

Ernesto com a sua filha Isabel, fruto do seu primeiro casamento.

No dia 9 de Abril de 1894, Ernesto Luís casou com a sua prima directa, a Princesa Vitória Melita de Saxe-Coburgo-Gota (conhecida como “Ducky entre a família) em Coburgo, encorajado pela avó de ambos, a Rainha Vitória. O casamento nunca foi feliz, mas mesmo assim o casal teve dois filhos: Isabel, nascida em 1895 e que morreu de febre tifóide quando tinha 8 anos, e um bebé morto no dia 25 de Maio de 1900. O casal acabou por chegar ao ponto de ruptura após a gravidez de Vitória e ambos se divorciaram no dia 21 de Dezembro de 1901 num tribunal de Hesse. Vitória Melita disse mais tarde que se tinha cansado dos casos homossexuais de Ernesto.

O Grão-Duque voltou a casar-se em Darmstadt no dia 2 de Fevereiro de 1905 com a Princesa Leonor de Solms-Hohensolms-Lich (1871-1937) de quem teve dois filhos:

Grão-Duque de Hesse[editar | editar código-fonte]

Em 1892 Ernesto Luís sucedeu o seu pai como Grão-Duque de Hesse e do Reno.

Durante a sua vida foi um grande apoiante das artes, fundando a Colónia de Artistas de Darmstadt. Ele próprio escrevia poemas, peças de teatro, teses e composições de piano. Ernesto serviu no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial e foi-lhe pedido que abdicasse do trono durante a revolução de 1918, proposta que ele recusou. Acabou por perder o seu título apenas por ele ser simplesmente abolido.

Em Outubro de 1937, Ernesto Luís morreu numa cidade perto de Darmstadt, em Hesse. Apesar de já não governar o ducado há quase 20 anos teve um funeral de estado no dia 16 de Novembro de 1937. Foi enterrado em Rosenhohe, o tradicional local de enterro da família Hesse.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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