Fernando Ferrari

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Fernando Ferrari (São Pedro do Sul, 14 de junho de 192125 de maio de 1963) foi um economista e político brasileiro.

Filho de Tito Lívio Ferrari, prefeito de São Pedro do Sul, pelo PTB, estudou no colégio Marista em Santa Maria, depois ingressou na Associação Religiosa do Culto da Virgem Maria, onde estudou teologia. Mudou-se para Porto Alegre, onde cursou economia na Pontifícia Universidade Católica. Formado foi trabalhar na contabilidade do Serviço de Alimentação da Previdência Social no Rio de Janeiro. Lá casou-se e formou-se em Direito, ao denunciar, em carta aos jornais a corrupção no órgão em que trabalhava, pediu demissão e retornou ao Rio Grande do Sul.

De volta ao estado se filia ao PTB, em 1945, fundando com Leonel Brizola a Ala Moça. Ferrari auxiliaria na campanha vitoriosa de Alberto Pasqualini ao governo do estado. Foi eleito deputado estadual, pelo PTB, para a 38ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, de 1947 a 1951.[1] Em 1950 elege-se deputado federal, reeleito em 1954 e 1958. Entre 1957 e 1962 foi ferrenho oposicionista da facção do partido liderada por João Goulart e Leonel Brizola, a quem questionava o título de herdeiros políticos de Getúlio Vargas. Apoiou a candidatura de outro dissidente do partido a prefeitura de Porto Alegre, Loureiro da Silva, então filiado ao PDC. Quando este foi eleito, Ferrari foi expulso do partido.

Com o rompimento fundou o Movimento Trabalhista Renovador - MTR, sendo candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul, venceu no primeiro turno a João Goulart, mas no segundo foi derrotado por Ildo Meneghetti. Foi candidato a vice-presidente da República, na eleição presidencial brasileira de 1960, vencida por Jânio Quadros e João Goulart.

Faleceu quando a aeronave em que viajava para uma conferência em Torres caiu próximo ao Morro do Chimarrão, situado no atual distrito de Vila Fernando Ferrari, em Três Cachoeiras. Em sua cidade natal foi montado um museu que leva seu nome [2] .

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Como homenagem, foi atribuído seu nome ao Centro Administrativo do Estado do Rio Grande do Sul, que se chama Centro Administrativo Fernando Ferrari, prédio essencial do governo estadual que abriga diversas secretarias do Estado. Também leva seu nome um condomínio residencial na cidade de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, denominado Condomínio Conjunto Residencial Fernando Ferrari, contendo aproximadamente 1.200 apartamentos e um administrador geral, além de existirem ruas nas cidades de Esteio, Alvorada, Canoas, mais precisamente no Bairro Niterói, Sapucaia do Sul e Pelotas com o nome do político. Em Porto Alegre-RS, há ainda uma avenida que leva o seu nome.

Na capital do Estado do Espírito Santo, Vitória, há uma avenida denominada Fernando Ferrari, bem como na cidade gaúcha de Santa Maria, assim como na cidade do Rio de Janeiro no bairro de Laranjeiras.

A Academia Brasileira de Ciências, Econômicas, Políticas e Sociais o consagra como Patrono da Cátedra nº 35.[3]

Referências

  • GRILL, Igor Gastal. Parentesco, redes e partidos: as bases das heranças políticas no Rio Grande do Sul, Porto Alegre, UFRGS, 2003.
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