Guarani Esporte Clube (Minas Gerais)

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Guarani
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Nome Guarani Esporte Clube (Minas Gerais)
Alcunhas Bugre
Guará
Torcedor/Adepto Bugrino
Mascote Tamanduá
Fundação 20 de setembro de 1930
Estádio Farião
Capacidade 4.181 pessoas
Localização Brasão de divinopolis.svgDivinópolis, Minas GeraisMG, Brasil Brasil
Presidente Brasil Gilson Morais
Treinador Brasil Leston Júnior
Patrocinador Brasil Supermercados BH
Brasil Camponesa
Brasil Gran Disco Diamante Azul
Material esportivo Brasil Kickball
Competição Minas Gerais Campeonato Mineiro
Ranking nacional Baixa (13) 158º lugar, 204 pontos
Website Guarani de Divinópolis
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Uniforme
titular
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Uniforme
alternativo
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Guarani Esporte Clube é uma agremiação esportiva com sede na cidade de Divinópolis, no estado de Minas Gerais. É o time mais tradicional da região Oeste de Minas, e um dos mais tradicionais de todo o estado. Conta com a força de sua torcida bugrina, que enche o estádio em todos os jogos do time no Farião. No atual momento, o clube vem passando por uma fase de restauração e crescimento, de forma independente e sem apoio da prefeitura divinopolitana.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

Surgiu como numa brincadeira de criança
 
Davi Raposo, jornalista e historiador divinopolitano.

O Guarani foi fundado em 20 de setembro de 1930. José de Oliveira reuniu os amigos para a formação de um time de futebol. A partir dessa ideia, a "brincadeira" começou a se tornar séria e estara fundado o Guarani.

Os primeiros anos do time foram marcados pela rivalidade com o Ferroviário Atlético Clube, clube dos funcionários da Rede Ferroviária Estadual, hoje FCA, que foi o setor mais forte da indústria divinopolitana no período.

Em 1936, com o surgimento da Liga Municipal de Desportos de Divinópolis, LMDD, o Guarani se inscreveu no Campeonato da Cidade, mandando seus jogos em um campo onde hoje se encontra a sede da Copasa, entre os bairros Bela Vista e Esplanada. A partir daí, o Bugre consolidou seu nome na cidade e em toda a região.

Década de 1950[editar | editar código-fonte]

Em 1954, foi inaugurada a iluminação do Farião.

Foi pra fazer frente à torcida do Ferroviário
 
Davi Raposo, jornalista e historiador divinopolitano.

Na ocasião, essa reforma do estádio foi inaugurada em uma partida amistosa entre Guarani e Botafogo. Um novo e desconhecido jogador que viria a ser um dos maiores jogadores da história do Brasil pisou no Farião nesse dia: Garrincha.

Década de 1960[editar | editar código-fonte]

Em 1961, o Guarani foi vice-campeão mineiro, perdendo o título para o Cruzeiro nas últimas duas rodadas do torneio que era disputado no sistema de pontos corridos. Era a melhor campanha do clube até então, o que fortaleceu ainda mais a paixão do divinopolitano pelo Bravo Bugre.

Em 1964, o Guarani conquistou o título do Torneio Início. Após empate por 0 a 0 no tempo normal, o Bugre venceu o Atlético Mineiro por 2 a 1 na disputa de penalidades. Na ocasião, o Guarani era escalado da seguinte forma: Pedro Bala, Torres, Faria, Mirim, Luizinho, Gonçalves, Panhoto, Jaime, Sinval (Celmo), Ticrim, Edinho. Técnico: Mário Celso (Marão).

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Em 1976, após idas e vindas entre o amadorismo e o profissionalismo, o Guarani se tornou um time profissional de forma definitiva.

Em 1979, o atacante Fernando Roberto foi o artilheiro do Campeonato Mineiro, marcando 15 gols e ficando à frente de muitos grandes jogadores na época dos clubes da capital.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Em 1981, conquistou seu melhor desempenho em competições nacionais, terminando a Taça de Bronze, atual Série C brasileira na 4ª posição.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Em 1994, o Guarani conquistou o título da Segunda Divisão 1994. No time capitaneado por Brandãozinho, diversos nomes entraram para a galeria de ídolos do clube, como Assis, Hgamenon, Renato Paulista, Tarcísio e vários outros.

Em 1996, o Bugre retornou à elite do futebol mineiro, depois de uma década longe dessa. Após um primeiro turno complicado, o Guarani reagiu e fez uma campanha expressiva na Segunda Fase, terminando na quarta posi

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

A década de 2000 foi muito positiva para o Bugre. Em 2000, o Guarani foi vice-campeão mineiro do Módulo II.

Em 2001, após péssima campanha no estadual, conseguindo apenas uma vitória, o Guarani foi rebaixado novamente ao Módulo II.

Em 2002, o Guarani mostrou que merece um lugar na elite do futebol mineiro e foi campeão do Módulo II.

O Guarani disputou a divisão principal do futebol mineiro durante 7 temporadas consecutivas, de 2003 a 2009. Sua melhor campanha foi no campeonato de 2008, quando terminou em 5º lugar e teve o artilheiro da competição. Porém, em 2009 a equipe alvirrubra não conseguiu repetir a boa campanha do ano anterior e foi rebaixado ao Módulo II.

Em 2009, a equipe não repetiu a boa campanha do ano anterior e foi rebaixado ao Módulo II. Uma grave crise financeira e administrativa se abateu sobre o Bugre, que parecia abandonado. Porém, no final de 2009, uma união entre diversos nomes influentes de Divinópolis, resolveram dar o primeiro passo para a reestruturação do Guarani.

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Em 2010, o clube passou por uma reestruturação administrativa, quando tomaram posse o presidente Edilson de Oliveira, o vice Nivaldo Araújo, o gerente Renato Montak, e um corpo gestor de 10 membros. Nesse mesmo ano, o Guarani disputou o Módulo II do Campeonato Mineiro, sagrando-se campeão, ao vencer o Mamoré na grande final e conquistando o acesso ao Módulo I para o ano de 2011.

Em 2011, o Guarani disputou novamente a primeira divisão do Campeonato Mineiro, terminando a competição na 8ª colocação. O Bugre teve um início de competição avassalador, levando seu nome à muitas manchetes em Minas Gerais e em todo o Brasil. Porém não conseguiu manter a regularidade e brigou contra o rebaixamento no fim do campeonato. O jovem Luiz Fernando foi o destaque do Bugre, conquistando o prêmio de melhor jogador da posição. No segundo semestre, o Guarani participou pela primeira vez da Taça Minas Gerais, sendo eliminado na semifinal pelo Boa Esporte, quarta força do futebol mineiro na época.

Em 2012, o Guarani terminou o Campeonato Mineiro na sexta posição, conseguindo uma vaga à Série D do Campeonato Brasileiro. O presidente Edilson de Oliveira chegou a anunciar a desistëncia da competição, alegando problemas financeiros. Mas depois de reunião da CBF com os clubes, a entidade ficou responsável pelos gastos com o transporte das equipes, o que fez com que o presidente voltasse atrás à sua decisão. O Guarani ficou em quinto e último lugar do grupo A6, marcando no total 6 pontos, dos quais cinco foram fora de suas dependências. O Grupo foi formado por Friburguense-RJ, Nacional-MG, Aracruz-ES e Volta Redonda-RJ, além do Bugre. Ficando na 33º posição geral entre 40 equipes.

Em 2013, o Bugre terminou o Campeonato Mineiro na sétima colocação[1] . O time venceu as partidas contra os times do América-TO, Nacional, Araxá e Boa Esporte. Além de empatar com Caldense e Cruzeiro, sendo a única equipe a conseguir pontuar contra a Raposa na Primeira Fase. O Guarani teve seu mando de campo em Nova Serrana [2] , na Arena do Calçado com capacidade para 10.000 espectadores [3] . Os maiores público e renda ocorreram contra o Cruzeiro, onde o público foi de 10.000, gerando uma renda de R$ 303.250,00[4] . O Guarani recebeu o convite para disputar a Série D de 2013, devido a desistência das equipes da Tombense e da Caldense. Mas devido ao custo que estava fora da realidade e política pés no chão da diretoria do Bugre, a oferta foi recusada[5] , por fim a vaga ficou com o Araxá, lanterna da competição. No dia 14 de maio de 2013 foi eleita uma nova diretoria para o Guarani, o ex-presidente Edílson de Oliveira renunciou ao cargo, e o vice, Gilson Morais assumiu a presidência bugrina até o fim do mandato em Junho de 2014[6] .

Estádio[editar | editar código-fonte]

O Estádio Waldemar Teixeira de Faria, conhecido como Farião, é um estádio de futebol localizado na cidade de Divinópolis, no estado de Minas Gerais, pertence ao Guarani Esporte Clube e tem capacidade para 4.181 pessoas. No dia 27/01/2012 foi apresentado um projeto de ampliação e modernização do Farião, que passaria a pertencer a prefeitura municipal de Divinópolis. Com a reforma, o Farião passaria a ter uma capacidade para 9.600 torcedores, todos sentados. O projeto de reforma nunca saiu do papel e em 2013 o Guarani mandou seus jogos em Nova Serrana [2] , na Arena do Calçado com capacidade para 8.197 espectadores [3] .

Em 2014, a diretoria bugrina, em parceria com seus sócios torcedores, conseguiu a liberação do Estádio Waldemar Teixeira de Faria para seu mando de campo durante o Campeonato Mineiro[7] . O laudo que permitiu a liberação dos jogos foi conseguido após uma reforma com o objetivo de melhorar a acessibilidade e segurança dos torcedores. Foi instalado um para-raios, realizada a cobertura de fiação exposta, correção de infiltrações e ajustes sanitários, abertura de portões dos dois lados do campo para ambulâncias, acesso radial nas arquibancadas para não gerar tumulto, corrimão central, adaptações para deficientes, bilheteria, banheiro acessíveis e pintura dos números dos assentos nas arquibancadas[8] , toda a reforma foi custeada com dinheiro do clube.

O Guarani retornou seu mando de campo para o Farião[9] e a partida que marcou o reencontro da equipe bugrina com sua apaixonada torcida foi disputada contra a equipe da Caldense. O resultado foi um empate em 0x0, que teve um público total foi de 1233 torcedores[10] . Contra o Atlético o estádio foi liberado para receber 4.100 torcedores, embora o público nessa partida tenha sido de apenas 1.600 torcedores, talvez em decorrência aos altos valores cobrados pela entrada[11] .

Últimas temporadas[editar | editar código-fonte]

Guarani Esporte Clube
Ano Campeonato Mineiro Taça Minas Gerais
Div. Pos. J V E D GP GC Pos. J V E D GP GC
2003 I 12 1 6 5 13 22 -
2004 I 13 6 5 3 18 17 -
2005 I 11 3 3 5 15 18 -
2006 I 10º 11 3 1 7 15 23 -
2007 I 10º 11 3 2 6 9 20 -
2008 I 11 5 3 3 20 16 -
2009 I 12º 11 0 3 8 6 21 -
2010 II 16 8 3 5 29 18 -
2011 I 11 3 1 7 18 22 Semi-final 12 3 4 5 19 24
2012 I 11 4 3 4 15 15 -
2013 I 11 4 2 5 16 19 -
2014 I 10º 11 3 2 6 11 14 -


Legenda:
     Campeão
     Classificado à Série D
     Rebaixado ao Módulo II do Campeonato Mineiro

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Última atualização: 22 de março de 2014

Goleiros
Jogador
Brasil George
Brasil Raphael Barrios
Brasil Huck
Brasil Pedro Augusto
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Thiago Papel Z
Brasil Cris Z
Brasil Marx Ferraz Z
Brasil Marcelão Z
Brasil Túlio Roberto Z
Brasil Alex Santos LD
Brasil Ralph LD
Brasil Jailson LE
Brasil Iago LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil André Silva V
Brasil Thiago Carpini V
Brasil Fernando V
Brasil Michel Elói V
Brasil Marcelinho V
Brasil Luis Gustavo V
Brasil Léo Souza V
Brasil Thales V
Brasil Michel Cury M
Brasil Murilo M
Brasil Fernandinho M
Brasil Donizete M
Brasil Willian Leandro M
Brasil Wanderson Duarte M
Atacantes
Jogador
Brasil Tiago Pereira
Brasil Tardelli
Brasil Tito
Brasil Josué
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Leston Júnior T

Conquistas[editar | editar código-fonte]

Estaduais[editar | editar código-fonte]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Outras Conquistas[editar | editar código-fonte]

Categorias de base

Títulos Individuais[editar | editar código-fonte]

  1. Fernando Roberto - Artilheiro 1979: 16 gols
  2. Jajá - Artilheiro 2008: 7 gols
  3. Luiz Fernando - Melhor meia 2011 - Seleção do Campeonato Mineiro do Troféu Globo Minas
  1. Jonatan - Artilheiro 2010: 12 gols

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Escudos[editar | editar código-fonte]

Segundo escudo Terceiro escudo Quarto escudo Escudo atual

Uniformes[editar | editar código-fonte]

2010[editar | editar código-fonte]

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2011[editar | editar código-fonte]

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2012[editar | editar código-fonte]

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2013[editar | editar código-fonte]

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2014[editar | editar código-fonte]

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Hino[editar | editar código-fonte]

Pinta em cores de vermelho e branco
A bandeira do Tamanduá
Bolas de ouro na grama
Ao comando alvirrubro do meu Guará
E lá se vão nossos herois
Buscar vitórias para servir
Meu sentimento, meu alimento
Coração de Guarani.
Pelo prazer de te querer
O teu nome é imortal.
Itamar de Oliveira, 1996

Torcidas organizadas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências