Jaguaraçu

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Município de Jaguaraçu
Fachada da Igreja Matriz de São José

Fachada da Igreja Matriz de São José
Bandeira de Jaguaraçu
Brasão de Jaguaraçu
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 12 de dezembro de 1953 (60 anos)[1]
Gentílico jaguaraçuense
Prefeito(a) Márcio Lima de Paula[2] (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização de Jaguaraçu
Localização de Jaguaraçu em Minas Gerais
Jaguaraçu está localizado em: Brasil
Jaguaraçu
Localização de Jaguaraçu no Brasil
19° 38' 56" S 42° 45' 00" O19° 38' 56" S 42° 45' 00" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Vale do Rio Doce IBGE/2013[3]
Microrregião Ipatinga IBGE/2013[3]
Região metropolitana Vale do Aço
Municípios limítrofes Timóteo, Antônio Dias, Marliéria e São Domingos do Prata
Distância até a capital 185 km
Características geográficas
Área 163,76 km² [4]
Distritos Distrito-Sede e Lagoa do Pau[1]
População 3 112 hab. estatísticas IBGE/2013[5]
Densidade 19 hab./km²
Altitude 500 m
Clima tropical quente semiúmido Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,679 médio PNUD/2010[6]
PIB R$ 43 512 mil IBGE/2011[7]
PIB per capita R$ 14 499,22 IBGE/2011[8]
Página oficial

Jaguaraçu é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Pertence à Mesorregião do Vale do Rio Doce, à Microrregião de Ipatinga e ao colar metropolitano do Vale do Aço e sua população estimada em 2013 era de 3 112 habitantes.[5]

História[editar | editar código-fonte]

A área onde está situado o atual município de Jaguaraçu teve como primeiro proprietário Lizardo José da Fonseca Lana, que doou parte de suas terras à Igreja Católica em nome de São José, em honra à cura de seu filho Teófilo Marques. O lugar, na margem direita do ribeirão da Onça Grande, começou a ser povoado por escravos que foram libertados após a aprovação da Lei Áurea e, após algum tempo, Lizardo José cedeu outra parte de sua propriedade na margem esquerda do curso hidrográfico.[1]

Dado o desenvolvimento do povoado, pela lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, é criado o distrito, com a denominação de Jaguarassu, desmembrando-se do distrito de Marliéria (atualmente município) e subordinado a São Domingos do Prata. Seu topônimo significa "onça grande".[1] A emancipação é decretada pela lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, que também alterou sua grafia para Jaguaraçu, sendo instalado em 1º de janeiro de 1954. Pela lei nº 1.570, 15 de outubro de 1999, é criado o distrito de Lagoa do Pau.[1]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Jaguaraçu encontra-se situado sob ponto de vista geomorfológico regional na área de abrangência dos Planaltos e Serras do Atlântico-Leste-Sudeste, na borda Oeste da Depressão Interplanáltica do Rio Doce em sua porção meridional, contida no bioma da Mata Atlântica (Floresta Estacional Semi-decidual), cujo domínio natural foi identificado, caracterizado e classificado como "Mares de Morros" (A. Ab' Saber, 2003)[9] . Com uma área de 164 Km², o município de Jaguaraçu, está inserido na Mesorregião do Vale do Rio Doce e Microrregião de Ipatinga (IBGE, 2010).[10]

Levando em consideração aspectos regionais, foi estabelecida a Lei Complementar Estadual n. 51 de 30/12/1998 que instituiu a Região Metropolitana do Vale do Aço, a RMVA, formada por três municípios que, para os padrões regionais, podem ser considerados de grande porte; Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo; e um de médio porte que é o município de Santana do Paraíso. Além desses quatro municípios, existem outros 22 que constituem o chamado Colar Metropolitano do Vale do Aço. Essa região chama a atenção do governo estadual por apresentar altas taxas de urbanização e crescimento econômico próximo ou acima da média do estado, por isso estão sendo feitos estudos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (SEDRU) em busca do desenvolvimento integrado e equânime entre os municípios que constituem a RMVA e o Colar Metropolitano do Vale do Aço. Dentre os diversos fatores que contribuíram para o desenvolvimento dos municípios que integram atualmente a Região Metropolitana do Vale do Aço, podemos citar: a construção da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM) nas primeiras décadas do século passado e a implantação das usinas siderúrgicas nos municípios de Timóteo e Ipatinga, sendo respectivamente a empresa Aços Especiais Itabira S.A. (ACESITA) e a USIMINAS, que foram primordiais para impulsionar o desenvolvimento da região ainda desprovida de infraestrutura urbana (Morais, 2008).[11]

Geologia[editar | editar código-fonte]

O Complexo Mantiqueira constitui a principal unidade geológica que forma o embasamento cristalino da porção meridional da Depressão Interplanáltica do Rio Doce (DIRD), composto predominantemente por rochas gnáissicas, que de forma geral encontram-se profundamente alteradas, apresentando espesso manto de intemperismo, sendo sobreposto a partir da baixa encosta por representativas camadas de aluviões e colúvios, que dão a DIRD a sua conformação morfológica marcante (Projeto Leste, 2002). [12]

Os Planaltos e Serras do Atlântico-Leste-Sudeste, representados regionalmente pelos Planaltos Dissecados do Leste de Minas Gerais compreendem ainda outra importante unidade geomorfológica que encontramos na região de estudo e apresenta características peculiares como, por exemplo, relevo acidentado intensamente desgastado pelos agentes exógenos e elevada densidade de redes de drenagens. A dissecação fluvial atuante nas rochas predominantemente granito-gnáissicas do embasamento Pré-Cambriano resultou em formas de colinas e cristas com vales encaixados e/ou de fundo chato, de maneira generalizada em toda a extensão dos planaltos (G. Dias, 2005).[13]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A principal bacia hidrográfica é o Ribeirão da Onça Grande que é uma sub-bacia do Rio Piracicaba e tem como principal atividade econômica as atividades agro-pastoris. Alguns condicionantes físicos são intrínsecos da região de estudo e condicionam o surgimento de algumas feições erosivas que são intensificadas pelo processo de uso e ocupação do solo adotado em praticamente toda a bacia hidrográfica do Ribeirão da Onça Grande. Dentre os agentes causadores dos processos erosivos podem ser citados: que a bacia do ribeirão Onça Grande está localizada em uma área de planaltos dissecados, em que as linhas de topo de morros encontram-se por volta de 800 a 900m de altitude, este fator gera um enorme potencial hidráulico (presença de declividades significativas). Outro aspecto importante é a sua geologia, pois existem rochas no local que oferecem diferentes resistências ao desgaste erosivo, a saber: gnaisses (rocha metamórfica menos resistente) e o granito (magmática intrusiva mais resistente) e juntas vão moldar e condicionar o avanço da frente de intemperismo, resultando em solos rasos (Cambissolos) que são facilmente decapitados pela dinâmica erosiva local. Por fim, a retirada da cobertura vegetal nativa da região (Floresta Atlântica) para a adoção de práticas agropecuárias diversas deflagrou inúmeros processos erosivos (erosão laminar, ravinas e voçorocas) que se tornam evidente ao longo da MG 320 e da bacia hidrográfica do ribeirão da Onça Grande (Morais, 2006) [14]

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

Acesso à estrada que liga a BR-381 à cidade.

O que vai se tornando tradição na cidade é o Encontro de Bandas e a Festa do Rosário, que no mês de Julho, mantém viva a tradição do sincretismo religioso na fusão da cultura negra e a liturgia católica. No mês de Maio é realizada a tradicional Cavalgada de Jaguaraçu, evento de maior movimentação econômica do município que atrai milhares de turistas e reúne produtores rurais e fazendeiros da região em um animado concurso de marchas e apresentação de shows musicais.

Datas[editar | editar código-fonte]

Uma das mais importantes datas da cidade.

  • Festa do Rosário.
  • Data: Julho.
  • Descrição: Festa religiosa tradicional onde reúnem-se vários romeiros da região. O congado anima a festa e homenageia Nossa Senhora do Rosário, padroeira da cidade.
  • Local: Ruas, Praças e Igrejas.

Principais atrativos turísticos[editar | editar código-fonte]

Dado às suas belezas naturais e ao clima de montanha, Jaguaraçu tem descoberto seu potencial de turismo ecológico.

  • Área de Proteção Ambiental: São quase 8.000 ha tomados por uma reserva da biosfera da Mata Atlântica de Minas Gerais, com 50 nascentes e 10 cachoeiras que proporcionam aos turistas belezas imensuráveis. A APA Jaguaraçu apresenta uma extraordinária diversidade de fauna e flora, onde não faltam atrações para os turistas. Pousadas, Camping com restaurante e trilhas ecológicas completam a diversidade desta Porção da Mata Atlântica e Refúgio da Vida Silvestre.
  • Cachoeiras da Jacuba: Um dos mais lindos conjuntos de cachoeiras da região, é um espaço de lazer integrado à natureza com infra-estrutura de bar e restaurante, chalés e piscinas naturais.
  • Fazenda Paiol: Berço da maior produtora de rapaduras do município, lá encontra-se os mais variados doces e saborosos queijos. Nos domínios da Fazenda situa-se a “Serra do Urubu” com cerca de 800 metros, de onde se tem uma visão belíssima da cidade e de toda região. É agraciada com uma enorme cachoeira que surpreendem com suas esculturas rochosas elaboradas pela força das águas.

Futebol[editar | editar código-fonte]

A principal equipe que representa a cidade em competições pela região é Jaguar Esporte Clube. O clube, cujas cores do uniforme são preto e branco, tem sede na rua Gov. Valadares, Centro do município.

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

  • José Mayer, Ator global de teatro e televisão
  • Elke Maravilha nasceu na Rússia mas veio para o Brasil ainda criança e foi criada em Jaguaruçu.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). Jaguaraçu - Histórico Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Visitado em 22 de junho de 2013. Cópia arquivada em 19 de junho de 2013.
  2. Eleições 2012 (7 de outubro de 2012). Candidatos a Prefeito Jaguaraçu/MG. Visitado em 8 de julho de 2014. Cópia arquivada em 8 de julho de 2014.
  3. a b Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais (19 de julho de 2013). Divisão Territorial do Brasil Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Visitado em 8 de julho de 2014.
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (15 de janeiro de 2013). Área territorial oficial. Visitado em 8 de julho de 2014. Cópia arquivada em 8 de julho de 2014.
  5. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2013). Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data em 1º de julho de 2013. Visitado em 9 de setembro de 2013. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2013.
  6. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). Ranking IDH-M Municípios 2010 Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Visitado em 8 de julho de 2014. Cópia arquivada em 8 de julho de 2014.
  7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2011). Produto Interno Bruto dos Municípios - 2011 » PIB a preços correntes » Comparação entre os Municípios: Minas Gerais. Visitado em 9 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2014.
  8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2011). Produto Interno Bruto dos Municípios - 2011 » PIB a preços correntes » Comparação entre os Municípios: Minas Gerais. Visitado em 9 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2014.
  9. AB’SABER, Aziz Nacib (2003). Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Ateliê Editorial. São Paulo, 159 p.
  10. http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1
  11. MORAIS, S. L. . DIAGNÓSTICO AMBIENTAL LOCAL COMO SUBSÍDIO PARA IMPLANTAÇÃO DE UMA ÁREA DE TRANSIÇÃO (ZONA TAMPÃO) NO POVOADO DO BREJÃO - MUNICÍPIO DE SANTANA DO PARAÍSO / MG. In: XIII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada, 2009, Viçosa. XIII Simpósio de Geografia Física Aplicada. A Geografia Física Aplicada e as dinâmicas de apropriação da natureza, 2009. v. 1.
  12. PROJETO LESTE (2002). Província Pegmatítica Oriental; Mapeamento geológico e cadastramento de recursos minerais da região leste de Minas Gerais. Belo Horizonte, SEME/COMIG/MME/CPRM.
  13. DIAS, Gilmar Vitalino (2005). Delimitação, caracterização e zoneamento socioambiental do espaço regional de atuação do mestrado profissionalizante em meio ambiente e sustentabilidade do leste mineiro. Dissertação (Mestrado em Meio Ambiente e Sustentabilidade) – Centro Universitário de Caratinga, Caratinga.
  14. O USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E A FORMAÇÃO DE VOÇOROCAS NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO DA ONÇA GRANDE NO MUNICÍPIO DE JAGUARAÇU - MG.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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