Naque

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Município de Naque
Vista parcial de Naque

Vista parcial de Naque
Brasão de Naque
Brasão
Hino
Fundação 21 de dezembro de 1995 (19 anos)
Gentílico naquense[1]
Prefeito(a) Hélio Pinto de Carvalho[2] (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Naque
Localização de Naque em Minas Gerais
Naque está localizado em: Brasil
Naque
Localização de Naque no Brasil
19° 13' 48" S 42° 19' 40" O19° 13' 48" S 42° 19' 40" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Vale do Rio Doce IBGE/2013[3]
Microrregião Ipatinga IBGE/2013[3]
Região metropolitana Vale do Aço
Municípios limítrofes Periquito (a norte), Açucena (oeste), Belo Oriente (sul) e Iapu (leste).
Distância até a capital 256 km
Características geográficas
Área 127,173 km² [4]
População 6 767 hab. estatísticas IBGE/2014[5]
Densidade 53,21 hab./km²
Altitude 200 m
Clima tropical quente semiúmido Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,675 médio PNUD/2010[6]
PIB R$ 38 849 mil IBGE/2011[7]
PIB per capita R$ 6 072,06 IBGE/2011[8]
Página oficial

Naque é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Pertence à Mesorregião do Vale do Rio Doce, à Microrregião de Ipatinga e ao colar metropolitano do Vale do Aço e localiza-se a leste da capital do estado, distando desta cerca de 260 km.[9] Ocupa uma área de 127,173 km², sendo que 1,6 km² estão em perímetro urbano,[10] e sua população em 2014 era de 6 767 habitantes.[5]

A sede tem uma temperatura média anual de 21,0 °C[11] e na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica. Com 94% da população vivendo na zona urbana,[12] a cidade contava, em 2009, com sete estabelecimentos de saúde.[13] O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,675, classificado como médio em relação ao estado.[6]

A exploração da área do atual município teve início em meados do século XIX, sob o comando do francês Guido Marlière, abrindo caminho para a formação de um povoamento no começo do século XX.[14] Em 1937, a localidade se torna distrito de Governador Valadares, sendo anexada a Açucena em 1943 e emancipada em 21 de dezembro de 1995,[1] estando situada às margens do Rio Santo Antônio e sendo cortada pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e BR-381, a qual atende ao lugar desde o final da década de 60.[15]

A agropecuária, o comércio e a prestação de serviços configuram-se como prevalecentes fontes empregadoras da população naquense.[16] Eventos festivos tais como a Cavalgada de Naque, as festividades do aniversário da cidade, as festas juninas e as comemorações religiosas do dia de Santo Antônio, padroeiro municipal, são algumas das principais manifestações culturais.[17]

História[editar | editar código-fonte]

Antes de iniciar-se a exploração da região do atual município de Naque, várias expedições eram realizadas ao longo dos cursos dos rios Santo Antônio e Doce e afluentes, visando a explorar as redondezas. A área era originalmente habitada pelos índios botocudos, que viviam às margens dos rios.[18] O desbravamento teve início sob comando do francês Guido Marlière, em meados do século XIX, no entanto o primeiro morador que se tenha notícia foi Antônio Barrinha, que afixou-se no local no começo do século XX e deu início ao povoado, que mais tarde foi batizado de Barra do Santo Antônio e, posteriormente, Naque, que significa "barro vermelho" em tupi-guarani.[14] O lugar, que pertencia a Peçanha, eleva-se à categoria de distrito e passa a pertencer ao então recém-criado município de Figueira (mais tarde Governador Valadares) através do decreto-lei nº 32, de 31 de dezembro de 1937.[19]

Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, Naque perde território para constituir o distrito valadarense de São Félix (atual Felicina, pertencente a Açucena)[20] e pelo decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, passa a fazer parte do município de Açucena.[1] Alguns anos depois, a localidade é beneficiada com a chegada da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM),[21] tendo a estação ferroviária sido inaugurada em 13 de fevereiro de 1950.[22] Entre 1969 e 1971, é construído o trecho Ipatinga–Governador Valadares da então MG-4, atual BR-381, e com isso o local passa a ter acesso facilitado à capital mineira.[15] Dado o desenvolvimento econômico e populacional, a emancipação de Naque é decretada pela lei estadual nº 10.703, de 27 de abril de 1992,[1] e lei nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995,[23] instalando-se em 1º de janeiro de 1997.[1]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 127,173 km², sendo que 1,6546 km² constituem a zona urbana e os 127,6494 km² restantes constituem a zona rural.[10] Situa-se a 19º13'49" de latitude sul e 42°19'42" de longitude oeste e está a uma distância de 256 quilômetros a leste da capital mineira, fazendo parte do colar metropolitano do Vale do Aço juntamente com outras 24 cidades (além dos quatro municípios principais).[24] Seus municípios limítrofes são Periquito, a norte; Açucena, a oeste; Belo Oriente, a sul; e Iapu, a leste.[9]

Relevo, hidrografia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Naque está a uma altitude média de 200 metros acima do nível no mar[9] e a cidade é banhada pelo Rio Santo Antônio, fazendo parte da Bacia do Rio Doce.[9] Ocasionalmente, na estação seca, é comum a formação de bancos de areia nos rios devido à falta de chuva e ao posterior volume de água reduzido.[25] Por outro lado, na estação das chuvas, os cursos hidrográficos que cortam o município sofrem com a elevação de seus níveis, provocando enchentes em suas margens, o que exige a existência de um sistema de alerta contra enchentes eficaz.[26] Atualmente existe uma série de estações pluviométricas, fluviométricas e telemétricas instaladas na região, que são administradas pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Agência Nacional de Águas (ANA) e Usina Hidrelétrica de Baguari e que visam a alertar a população de uma possível enchente.[27] [28]

A vegetação predominante no município é a Mata Atlântica, sendo que os principais problemas ambientais presentes, segundo a prefeitura em 2010, eram o assoreamento de corpos d'água, a poluição hídrica, a poluição do ar, as queimadas e a contaminação do solo, no entanto a cidade possui um Conselho Municipal de Meio Ambiente, criado no ano de 1997 e de caráter paritário, e Fundo Municipal de Meio Ambiente.[29] Há considerável presença de pastagens[15] e do reflorestamento com eucalipto para abastecer a usina da Cenibra, situada no município vizinho de Belo Oriente.[30]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados diários de chuva registrados
em Naque por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 161,5 mm 04/01/1994 Julho 36,4 mm 23/07/2001
Fevereiro 131,7 mm 17/02/2005 Agosto 73,9 mm 30/08/1990
Março 144,8 mm 23/03/2014 Setembro 59,2 mm 24/09/2002
Abril 89,8 mm 28/04/1997 Outubro 106,7 mm 24/10/2003
Maio 74,3 mm 02/05/1990 Novembro 151,2 mm 02/11/1992
Junho 32,0 mm 24/06/2013 Dezembro 176,5 mm 10/12/2006
Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA)[31]

O clima naquense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical sub-quente semiúmido (tipo Aw segundo Köppen),[32] tendo temperatura média anual de 21,0 °C com invernos secos e amenos e verões chuvosos e com temperaturas elevadas.[33] [34] Os meses mais quentes, fevereiro e março, têm temperatura média de 24,0 °C, sendo a média máxima de 29,4 °C e a mínima de 18,7 °C. E o mês mais frio, julho, de 18,5 °C, sendo 25,2 °C e 11,8 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[11]

A precipitação média anual é de 1 193,6 mm, sendo junho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 11,8 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 229,6 mm.[11] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30 °C, especialmente entre julho e setembro. Em julho de 2013, por exemplo, a precipitação de chuva em Naque não passou dos 0 mm.[35] Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera.[29] [36]

Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), desde 1986 o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Naque foi de 176,5 mm, no dia 10 de dezembro de 2006.[37] Outros grandes acumulados foram de 161,5 mm, em 4 de janeiro de 1994;[38] 151,2 mm, em 2 de novembro de 1992;[39] e 144,8 mm, em 23 de março de 2014.[40] De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o município é o 268º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado de Minas Gerais, com uma média anual de 5,0885 raios por quilômetro quadrado.[41]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
2000 5 601
2010 6 341 13,2%
Est. 2014 6 767 20,8%
Fonte: Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística
(IBGE)[5] [42]

Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 6 341 habitantes.[12] Segundo o censo daquele ano, 3 194 habitantes eram homens e 3 147 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 5 961 habitantes viviam na zona urbana e 380 na zona rural.[12] Já segundo estatísticas divulgadas em 2014, a população municipal era de 6 767 habitantes.[5] Da população total em 2010, 1 644 habitantes (25,93%) tinham menos de 15 anos de idade, 4 202 habitantes (66,27%) tinham de 15 a 64 anos e 495 pessoas (7,81%) possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 74,3 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 2,0.[16]

Em 2010, a população naquense era composta por 1 517 brancos (23,92%), 870 negros (13,82%), 16 amarelos (0,25%) e 3 938 pardos (62,10%).[43] Considerando-se a região de nascimento, 6 259 no Sudeste (98,71%), 63 eram nascidos na Região Nordeste (1,00%), três no Sul (0,05%) e três no Centro-Oeste (0,05%). 6 053 habitantes eram naturais do estado de Minas Gerais (95,46%) e, desse total, 3 444 eram nascidos em Naque (54,31%).[44] Entre os 288 naturais de outras unidades da federação, São Paulo era o estado com maior presença, com 129 pessoas (2,04%), seguido pelo Espírito Santo, com 64 residentes (1,01%), e pela Bahia, com 35 habitantes residentes no município (0,57%).[45]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Naque é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo que seu valor é de 0,675 (o 2545º maior do Brasil). A cidade possui a maioria dos indicadores próximos à média nacional segundo o PNUD. Considerando-se apenas o índice de educação o valor é de 0,592, o valor do índice de longevidade é de 0,822 e o de renda é de 0,632.[6] De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em 62,7% e em 2010, 81,7% da população vivia acima da linha de pobreza, 13,5% encontrava-se na linha da pobreza e 4,8% estava abaixo[46] e o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,43, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[47] A participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 47,5%, ou seja, dez vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 4,9%.[46]

De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população de Naque está composta por: 3 142 católicos (49,55%), 2 333 evangélicos (36,79%), 770 pessoas sem religião (12,15%), 51 testemunhas de Jeová (0,81%) e 0,70% estão divididos entre outras religiões.[48]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[49] Atualmente (2014), o prefeito municipal e representante do poder executivo é Helio Pinto de Carvalho, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que venceu as eleições municipais de 2012 com 2 239 votos (54,34% dos eleitores).[2] Já o poder legislativo é constituído pela câmara, composta por nove vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[50] ) e está composta por três cadeiras do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), três cadeiras do Partido dos Trabalhadores (PT), uma cadeira do Partido Verde (PV), uma do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e uma do Partido Republicano Brasileiro (PRB). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).[51]

Apesar de não ser sede de uma comarca, o município pertence à Comarca de Açucena, classificada de primeira especial, que reúne, além de Naque, os municípios vizinhos de Açucena e Belo Oriente e foi instalada em 16 de abril de 1950.[52] Havia 5 091 eleitores em dezembro de 2013, o que representava 0,034% do total do estado de Minas Gerais.[53]

Economia[editar | editar código-fonte]

No Produto Interno Bruto (PIB) de Naque, destacam-se a agropecuária e a área de prestação de serviços. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2011, o PIB do município era de R$ 38 849 mil.[54] 1 714 mil eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e o PIB per capita era de R$ 6 072,06.[54] Em 2010, 61,2% da população maior de 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação era de 11,7%.[16] Salários juntamente com outras remunerações somavam 8 934 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,5 salários mínimos. Havia 95 unidades locais e 95 empresas atuantes.[55]

Setor primário
Produção de mandioca, cana-de-açúcar e milho (2012)[56]
Produto Área colhida (hectares) Produção (tonelada)
Mandioca 128 704
Cana-de-açúcar 10 700
Milho 180 270

A pecuária e a agricultura representam o setor menos relevante na economia de Naque. Em 2011, de todo o PIB da cidade, 3 287 mil reais era o valor adicionado bruto da agropecuária,[54] enquanto que em 2010, 20,89% da população economicamente ativa do município estava ocupada no setor.[16] Segundo o IBGE, em 2012 o município possuía um rebanho de dez asininos, 6 770 bovinos, 41 bubalinos, 500 equinos, 200 muares, 100 ovinos, 430 suínos e 75 mil aves, entre estas 5 mil galinhas e 70 mil galos, frangos e pintinhos.[57] Neste mesmo ano, a cidade produziu 2 200 mil litros de leite de 1 900 vacas, 20 mil dúzias de ovos de galinha e 2 500 quilos de mel de abelha.[57]

Na lavoura temporária, são produzidas principalmente a mandioca (704 toneladas produzidas e 128 hectares cultivados), a cana-de-açúcar (700 toneladas e dez hectares) e o milho (270 toneladas e 180 hectares), além do arroz e do feijão.[56] Já na lavoura permanente, destacam-se a banana (55 toneladas produzidas e cinco hectares cultivados), a laranja (45 toneladas produzidas e três hectares cultivados) e o coco-da-baía (32 mil frutos e quatro hectares).[58]

Setores secundário e terciário
Comércio às margens da BR-381.

A indústria, em 2011, era o setor segundo mais relevante para a economia do município. 4 784 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor secundário.[54] A produção industrial ainda é incipiente na cidade, mesmo que comece a dar sinais de aprimoramento, sendo resumida principalmente à agroindústria[59] e à extração de madeira, em especial do eucalipto, para suprir à demanda das siderúrgicas da Região Metropolitana do Vale do Aço, como da Cenibra.[30] [60] [61] Em 2012, de acordo com o IBGE, foram extraídos 19 244 metros cúbicos de madeira em tora destinada à produção de papel e celulose[62] e segundo estatísticas do ano de 2010, 0,11% dos trabalhadores de Naque estavam ocupados no setor industrial extrativista e 5,83% na indústria de transformação.[16] Neste mesmo ano, 15,26% da população ocupada estava empregada no setor de construção, 1,29% nos setores de utilidade pública, 11,11% no comércio e 41,94% no setor de serviços[16] e em 2011, 29 064 reais do PIB municipal eram do valor adicionado bruto do setor terciário.[54]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Habitação e criminalidade[editar | editar código-fonte]

No ano de 2010, a cidade tinha 1 830 domicílios particulares permanentes. Desse total, 1 767 eram casas, 57 eram apartamentos, quatro eram casas de vila ou em condomínios e dois eram habitações em casa de cômodos ou cortiço. Do total de domicílios, 1 339 são imóveis próprios (1 333 já quitados e seis em aquisição), 322 foram alugados, 168 foram cedidos (47 cedidos por empregador e 121 cedidos de outra forma) e um foi ocupado sob outra condição.[63] Parte dessas residências conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. 1 689 domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água (92,29% do total); 1 795 (98,08%) possuíam banheiros para uso exclusivo das residências; 1 584 (86,55% deles) eram atendidos por algum tipo de serviço de coleta de lixo; e 1 819 (99,39%) possuíam abastecimento de energia elétrica.[63]

A criminalidade ainda é um problema presente em Naque.[64] Entre 2006 e 2008, foram registrados dois homicídios (um em 2006 e outro em 2007),[65] um suicídio (em 2007)[66] e dois óbitos por acidentes de transito (ambos em 2008).[67] Por força da Constituição Federal do Brasil, o município possui uma Guarda Municipal, que tem função de proteger os bens, serviços e instalações públicas.[68]

Saúde e educação[editar | editar código-fonte]

Em 2009, o município possuía sete estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo seis públicos (todos municipais) e um privado. Todos os estabelecimentos faziam parte do Sistema Único de Saúde (SUS).[13] Em 2012, 99,7% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia.[69] Em 2011, foram registrados 103 nascidos vivos,[47] sendo que o índice de mortalidade infantil neste ano foi nulo, ou seja, não houve registros óbitos de crianças menores de cinco anos de idade.[69] Em 2010, 10,49% das mulheres de 10 a 17 anos tiveram filhos (todas acima dos 15 anos) e a taxa de atividade entre meninas de 10 a 14 anos era de 6,18%.[16] 1 554 crianças foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2012, sendo que 0,6% delas estavam desnutridas.[46]

Na área da educação, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Naque era, no ano de 2011, de 4,4 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10), sendo que a nota obtida por alunos do 5º ano (antiga 4ª série) foi de 5,7 e do 9º ano (antiga 8ª série) foi de 3,0; o valor das escolas públicas de todo o Brasil era de 4,0.[70] Em 2010, 1,03% das crianças com faixa etária entre sete e quatorze anos não estavam cursando o ensino fundamental.[16] A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos, era de 50,6% e o percentual de alfabetização de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos era de 98,8%. A distorção idade-série entre alunos do ensino fundamental, ou seja, com com idade superior à recomendada, era de 8,7% para os anos iniciais e 36,8% nos anos finais e, no ensino médio, a defasagem chegava a 28,4%.[70] Dentre os habitantes de 18 anos ou mais, 42,90% tinham completado o ensino fundamental e 27,16% o ensino médio, sendo que a população tinha em média 8,69 anos esperados de estudo.[16]

Em 2010, de acordo com dados da amostra do censo demográfico, da população total, 1 905 habitantes frequentavam creches e/ou escolas. Desse total, 16 frequentavam creches, 202 estavam no ensino pré-escolar, 47 na classe de alfabetização, 69 na alfabetização de jovens e adultos, 71 no ensino fundamental, 34 no ensino médio, 71 na educação de jovens e adultos do ensino fundamental, 34 na educação de jovens e adultos do ensino médio, nove na especialização de nível superior e 139 em cursos superiores de graduação. 4 436 pessoas não frequentavam unidades escolares, sendo que 785 nunca haviam frequentado e 3 651 haviam frequentado alguma vez.[71] O município contava, em 2012, com aproximadamente 1 494 matrículas nas instituições de ensino da cidade,[72] que eram a Escola Municipal Pequeno Príncipe (creche e educação infantil), Escola Municipal Pedro Fernandes Mafra (1º ao 5º ano do ensino fundamental) e Escola Estadual Dom Hermínio Malzone Hugo (6º ao 9º ano do ensino fundamental e ensino médio).[73]

Educação de Naque em números (2012)[72]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 193 8 1
Ensino fundamental 1 005 54 2
Ensino médio 296 15 1

Comunicação e serviços básicos[editar | editar código-fonte]

O código de área (DDD) de Naque é 033[74] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) é 35157-000.[75] No dia 10 de novembro de 2008, o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outros municípios com o mesmo DDD. A portabilidade é um serviço que possibilita a troca da operadora sem a necessidade de se trocar o número do aparelho.[76]

A responsável pelo serviço de abastecimento de energia elétrica é a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Segundo a empresa, em 2003 havia 1 791 consumidores e foram consumidos 3 169 278 KWh de energia.[9] Já o serviço de abastecimento de água e coleta de esgoto da cidade é feito pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa),[9] sendo que em 2008 havia 1 883 unidades consumidoras e eram distribuídos em média 1 002 m³ de água tratada por dia.[77]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A frota municipal no ano de 2012 era de 1 206 veículos, sendo 641 automóveis, 34 caminhões, cinco caminhões-trator, 72 caminhonetes, 18 caminhonetas, cinco micro-ônibus, 377 motocicletas, sete motonetas, 17 ônibus, um utilitário e 29 classificados como outros tipos de veículos.[78] Naque possui acesso à BR-381, que começa em São Mateus, no litoral do Espírito Santo, passa por Governador Valadares, pelo Vale do Aço, Região Metropolitana de Belo Horizonte e sul de Minas e termina na cidade de São Paulo.[9] [79] Ainda há estradas secundárias ligando a cidade a povoados rurais e aos municípios vizinhos.[79]

O município é atendido por transporte ferroviário de passageiros proporcionado pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A estação do município foi inaugurada em 13 de fevereiro de 1950,[22] oferecendo transporte de passageiros com saídas diárias para Belo Horizonte e Vitória ou outras cidades que possuam estações.[21] O trecho da BR-381 que corta a cidade foi construído no final da década de 1960, em conclusão à ligação de Ipatinga a Governador Valadares através da antiga MG-4, sendo que a chegada da rodovia foi um dos fatores para o desenvolvimento do então distrito pertencente a Açucena, que viria a se emancipar na década de 90.[1] [15] Também há transporte intermunicipal de viações de ônibus, como a Gontijo (linhas que interligam várias cidades do Brasil e passam por Naque).[80] [81]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Instituições culturais[editar | editar código-fonte]

O órgão gestor da cultura no município atua subordinadamente à chefia do poder executivo.[82] Dentre os espaços culturais, destaca-se a existência de biblioteca mantida pelo poder público municipal e videolocadoras, segundo o IBGE em 2005 e 2012.[83] [84] Também há equipes artísticas de manifestação tradicional popular, de acordo com o IBGE em 2012.[85]

Eventos e atrativos[editar | editar código-fonte]

Rio Santo Antônio com pouco volume de água, em um mês de outubro. Observe que há pessoas se banhando e atravessando de uma margem à outra.

Dentre os principais eventos realizados regularmente em Naque, que configuram-se como importantes atrativos imateriais, destacam-se a Festa de Santo Antônio, padroeiro municipal, organizada anualmente pela Igreja Católica em junho;[17] as festas juninas, entre junho e julho; a Cavalgada de Naque, em julho, com quatro dias seguidos de rodeios profissionais, espetáculos musicais com bandas regionais ou nacionalmente conhecidas, apresentações de motocross, concursos, exposições e outras atrações;[86] [87] e as festividades do aniversário da cidade, que é comemorado no dia 21 de dezembro mas tem programação que envolve dias seguidos com apresentações musicais, competições esportivas e cultos e missas comemorativos.[88]

Os principais atrativos físicos de Naque são as trilhas, matas, fazendas e cachoeiras existentes na zona rural do município, além das águas do Rio Santo Antônio, que em determinadas épocas do ano proporcionam banhos e mergulhos. No perímetro urbano, destacam-se como pontos de referência a Igreja Matriz de Santo Antônio e o cemitério municipal.[15] [89]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Naque há dois feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia de Santo Antônio, padroeiro municipal, celebrado no dia 13 de junho; e o dia do aniversário da cidade, comemorado em 21 de dezembro.[90] De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais com âmbito religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.[91] [92]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). Naque - Histórico (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Visitado em 27 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 27 de dezembro de 2013.
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