Le lotus bleu

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Le lotus bleu
5º Álbum da série regular
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País de origem  Bélgica
Língua de origem Francês
Editor Casterman
Colecção Les Aventures de Tintin
Primeira edição 1936 (p&b)
1946 (cor)
Numero de páginas 115 (p&b)
62 (cor)
Primeira publicação Le Petit Vingtième de 9 de agosto de 1934 a 17 de outubro de 1935
Género(s) BD Franco-Belga
Autor Hergé
Tema Aventura
Personagens principais Tintim
Milu
Dupond e Dupont
Tchang
Local da acção Índia
China
Título em português O Lótus Azul
Colecção As Aventuras de Tintim
Títulos da série regular
Último
Último
Les Cigares du pharaon
L'Oreille cassée
Próximo
Próximo
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada

O Lótus Azul (Le lotus bleu, no original em francês) é um álbum de história em quadrinhos da série As Aventuras de Tintim, produzida pelo belga Hergé, e lançado em 1936. É uma continuação do álbum Os Charutos do Faraó.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Um mensageiro da China teria um encontro com Tintim e Rawajpoutalah, mas é acertado por uma pequena flecha envenenada com radjaïdjah, o veneno da loucura. Consegue apenas o tempo de pronunciar o nome Mitsuhirato. Tintim parte à procura deste, mas sofre diversos atentados frustrados. Depois de ter encontrado Mitsuhirato, que tenta convencê-lo a retornar à Índia, é levado por Wang Jen-Ghié, um velho homem que combate o tráfego de ópio. Após um atentado, o Japão invade a China e Tintim é preso no conflito. Entretanto, foge e salva a vida de Tchang, um jovem chinês que se torna seu amigo. No desfecho da história, descobre que a quadrilha é dirigida por Roberto Rastapopoulos, que aparece nos Charutos do faraó, e cura Didi, filho de Wang (que adota Tchang), da sua loucura. Com uma lágrima, Tintim deixa-os, partindo para a Europa.

Análise[editar | editar código-fonte]

Publicado no suplemento infantil Le Petit Vingtième entre 9 de agosto de 1934 e 17 de outubro de 1935, O Lótus Azul foi publicado como álbum em 1936, em preto-e-branco. Em 1946, foi colorido.

O Lótus Azul marcou uma etapa na criação de Hergé, em que melhorou a qualidade de seu trabalho (o desenho, a documentação, o cenário). Isto explica a conservação dos desenhos originais na versão colorida, salvo as três primeiras páginas, ao contrário dos três álbuns anteriores, que foram inteiramnte redesenhados antes da coloração. A partir deste álbum, Hergé torna sério seu trabalho. No início, não imaginava que Tintim faria sucesso, tratava seu trabalho como uma brincadeira ou um jogo.

No final do álbum Os Charutos do Faraó, Hergé informava que Tintim continuaria suas aventuras no Extremo Oriente. Alguns dias depois, recebe uma carta do abade Gosset, capelão dos estudantes da universidade de Louvain. O abade lhe recomendava informar-se sobre a China. Hergé fez amizade com em Zhang Chongren, um estudante chinês que fazia parte da Academia de Belas Artes de Bruxelas. Tiveram várias conversas sobre a China. Hergé perderia rápido todos os seus preconceitos sobre este país e se livraria dos esteótipos do povo chinês: os habitantes com os olhos puxados que usavam tranças, comiam ninhos de andorinhas e jogavam criancinhas nos rios. Zhang supervisionou todos os desenhos, escrevendo várias frases em mandarim que podiam ser lidas em faixas e nos muros da cidade de Xangai. As frases diziam "Abaixo o Imperialismo", referência a política japonesa.

A próxima aventura de Tintim não seria portanto uma acumulação de estereótipos europeus sobre a China, mas uma imagem realista do país. Hergé tinha logo uma grande responsabilidade: combater os mitos infundidos.

O contato com Zhang Chongren foi importante aos olhos de Hergé, que o integra no Lótus Azul como o personagem Tchang Tchong-Jen. Neste álbum, Tchang é um verdadeiro amigo para Tintim, seguindo-o, ajudando-o e até fazendo-o chorar.

Se Hergé escolheu defender a causa chinesa, é porque nesta época a Segunda Guerra Sino-Japonesa estava bastante presente na atualidade mundial. O conflito que se encontra na aventura é próximo da realidade. Hergé faz uma crítica aos ocidentais, que privilegiavam o Japão. Logo após o aparecimento da aventura, representantes japoneses de Bruxelas criticaram e protestaram contra Hergé.

Manifestando o problema do leste asiático, O Lótus Azul é o mais engajado dos álbuns de Hergé, e muitos o consideram a obra-prima do artista belga.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Aparece na página 1. Ver Os charutos do faraó

  • O faquir Cipaçalouvishni

Aparece na página 2. Adverte Tintim sobre seu futuro.

  • Gibbons

Aparece na página 7. É um grande industrial americano. Ele agride um homem e o insulta, mas Tintim o impede. Gibbons promete se vingar do repórter com a ajuda de Dawson, seu amigo.

  • Dawson

Aparece na página 7. É o chefe da polícia da Concessão Internacional. É amigo de Gibbons. Em troca da libertação de Gibbons, ele entrega Tintim às autoridades japonesas.

  • Mitsuhirato

Aparece na página 8. É um agente secreto da China e do Japão. É também um responsável pelo tráfico de ópio. Quer se livar de Tintim. Na página 61, acredita-se que se suicidou.

  • Didi Jen-Ghié

Aparece na página 8. É o filho de Wang. Salva várias vezes a vida de Tintim. Após ser atingido pelo veneno-que-leva-à-loucura, tenta matar Tintim e Milu. Tintim consegue curá-lo.

  • Wang Jen-Ghié

Aparece na página 17. É o pai de Did. É o chefe dos Filhos do Dragão, sociedade que luta contra o tráfico de ópio.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • O personagem "cônsul da Poldévia", preso por Tintim na casa de consumo de ópio, faz alusão a um famoso chato da época.
  • A edição em cores que conhecemos data de 1946.
  • Observar que O Lotus azul nunca foi editado no Japão, que parece ser evidentemente devido ao forte tom anti japonês do álbum. Isto explica-se também pelo fato de que o álbum faz alusão ao incidente de Mukden, muito provavelmente cometido pelos japoneses, e que foi a causa da Invasão japonesa da Manchúria.

Ver também[editar | editar código-fonte]