Bordúria

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País fictício
(independencia nao reconhecida)
Bordúria
República da Bordúria
125px Borduria Symbol.png
(Bandeira da Bordúria) (bandeira vermelha)
Divisa Nacional: Amaïh Plekszy-Gladz!
Em Português: Viva Plekszy-Gladz!
Bordúria está localizado em: Europa
Bordúria
Localização da Bordúria
45° 50' 00" N 17° 00' 00" E{{{latG}}}° {{{latM}}}' {{{latS}}}" {{{latP}}} {{{lonG}}}° {{{lonM}}}' {{{lonS}}}
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Mapa da Bordúria
Países vizinhos [[Sildávia,albania,macedonia,grecia
Língua oficial    russo,servio e albanes
Religião  
• Religião dominante Islão 
Capital Szohôd
• Habitantes  
Governo democracia comunista
• presidente comunista  Ranmzin Anzulivk
Eventos
• Fundação  1916
• Independência  26 de novembro de 1916
• Entrada na UE  nao e da ue
Divisões  
Geografia  
• Área total 23.000 km km²
• Altitude 34.metros
Demografia  
• Gini
• Mortalidade 33 / mil nasc.
• Analfabetismo  3%
Economia  
• Moeda rublo bordurio
Fuso horário
Código  
• FIFA nao possui
• Ind. telef.  3471
Organizações ssb,pacob,ufer,mpl
Fontes: The World Factbook, FMI, ONU, UNICEF

A Bordúria é um país fictício localizado na Europa Oriental, representado na série de histórias em quadrinhos As Aventuras de Tintin. É vizinha da Sildávia, país ao qual tenta anexar.[1] A capital é Szohôd e a língua oficial é o Borduro.[2] [3] [4]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1195, a Bordúria anexou o seu vizinho a Sildávia. A ocupação só terminou em 1275, quando o Barão Almazout expulsou os Bordúros após uma guerra de 6 meses, e se tornou no rei Ottokar I da Sildávia.

Em 1939, nos eventos narrados em “O Ceptro de Ottokar” (Le Sceptre d'Ottokar, 1939), a Bordúria procura, sem sucesso, causar um golpe de Estado na Sildávia[1] , tentando eliminar o rei e invadir o país.[1] O golpe de estado falhado[1] levou a que Kûrvi-Tasch tomasse o poder na Bordúria.

Alguns observadores acreditam que, no díptico “Objectivo Lua / Rumo à Lua” (Objectif Lune, 1953 / On a marché sur la Lune, 1964) a Bordúria é o país que tenta capturar o foguete lunar da Sildávia. Em qualquer caso, nunca o é mencionado de forma expressa, mas tudo aponta para que sim, pois um dos malfeitores é o coronel borduro Sponsz.

Politica[editar | editar código-fonte]

O regime da Bordúria em 1956 é a ditadura militar. Possui uma policia secreta a ZEP e um ditador de carís militarista.

Após a Segunda Guerra Mundial, é sugerido que o país se tornou comunista, mas não de forma explícita. Os indícios mais conclusivos, surgem em “O caso Girassol” (L'Affaire Tournesol, 1956), em que se pinta um retrato de um país que glorifica o ditador Kûrvi-Tasch (cujo bigode evoca o de Joseph Stalin e em que o nome é baseado em Plexiglas®, recordando uma paródia ao pseudónimo de Stalin, directamente inspirado pelo aço, cf. сталь em russo steel em Inglês, Stahl em alemão ), e onde os visitantes do Ocidente estão constantemente acompanhados por "guias" da polícia secreta. Por outro lado, a saudação militar bordúra, Amaïh Pleksy-Gladz[2] recorda na sua consonância germânica a saudação nazista Heil Hitler! Podemos, dessa forma, ver na Bordúria uma caricatura do totalitarismo em geral, seja a União Soviética Stalinista ou a Alemanha de Hitler.[2]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Em 1976, na história Tintin e os Picaros, o governo da Bordúria apoiou o General Tapioca, o ditador de San Theodoros, uma república das bananas fictícia da América do Sul, enviando-lhe conselheiros militares. Oficialmente, o General Tapioca e San Theodoros adoptam a ideologia da Bordúria, a prova disso pode ser visto na página 22 de “Tintin e os Pícaros” (Tintin et les Picaros, 1976), quando o Coronel Sponsz está a falar com o Coronel Alvarez no antigo escritório de San Theodoros este atinge um busto de Kûrvi-Tasch com uma rolha.

Outro ponto em comum entre os dois países é a sua tradição de liderança militar do estado e de governo e no que respeita aos muitos coronéis que contratam. Os equipamentos militares e governamentais em San Theodoros muitas vezes incorporam os símbolos da Bordúria (bigode estilo Stalinista).[5]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Tal como a Sildávia, a Bordúria tem ou teve o islão como uma das suas religiões. Em “O caso Girassol” (L'Affaire Tournesol, 1956), é visível um minarete por trás dos edifícios modernistas em torno da estátua de Kûrvi-Tasch. A arquitectura típica é ao estilo jugoslavo, edifícios antigos com modernos edifícios Comunistas.

Língua[editar | editar código-fonte]

Os livros de Tintim retratam pobremente a língua do pais. O Bordúro, aparece em fragmentos. Tal como o Sildávo, a linguagem parece ser baseado no dialecto holandês de Bruxelas, Marols. Pode-se verificar isso em palavras como "mänhir" para "mestre" (cf. holandês "mijnheer").

Lexico[editar | editar código-fonte]

  • amaïh! = saudações!, viva!
  • hôitgang = saída (< Hol. uitgang)
  • mänhir = senhor (< Ale. Meinherr)
  • ointhfan = recepção
  • platz = praça
  • pristzy! = juramento (< Fr. sapristi)
  • szonett = campainha (< Fr. sonnette)
  • sztôpp = stop
  • tzhôl = alfândega (< Ale. Zoll)
  • zserviz = serviço
  • zsnôrr = bigode (< Hol. snor)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e fnac.pt (outubro de 2010). O Ceptro de Ottokar. Página visitada em 25/10/2013.
  2. a b c d Aline Gattoni (01/08/2007). Tintim, Hergé. Página visitada em 25/10/2013.
  3. tintimportintim.com (03/03/2013). 30 anos sem Hergé. Página visitada em 25/10/2013.
  4. Manuel da Costa Pinto (18/10/2010). Caixa com sete DVDs reúne série completa de Tintim, personagem criado por Hergé. Página visitada em 25/10/2013.
  5. Símbolos Bordúros (em francês)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]