Marguerite Yourcenar

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Marguerite Yourcenar
Marguerite Yourcenar em 1983.
Nascimento 8 de Junho de 1903
Bruxelas
Morte 17 de Dezembro de 1987 (84 anos)
Mount Desert Island, Maine, Estados Unidos

Marguerite Yourcenar, pseudônimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour (Yourcenar é um anagrama de Crayencour) (Bruxelas, 8 de Junho de 1903Mount Desert Island, 17 de Dezembro de 1987), foi uma escritora belga de língua francesa.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Marguerite Yourcenar foi a primeira mulher eleita à Academia Francesa de Letras em 1980, após uma campanha e apoio activos de Jean d'Ormesson, que escreveu o discurso de sua admissão.

Foi educada de forma privada e de maneira excepcional: lia Jean Racine com oito anos de idade, e seu pai ensinou-lhe o latim aos oito anos e grego aos doze.

Em 1939 mudou-se para os Estados Unidos, onde passou o resto de sua vida, obtendo a cidadania estado-unidense em 1947 e ensinando literatura francesa até 1949.

As suas Mémoires d´Hadrien (Memórias de Adriano), de 1951, tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Œuvre au Noir (A Obra em Negro, 1968), uma biografia de um herói do século XVI, chamado Zénon, atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atracção pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou La vision du vide (1981) e Comme l´eau qui coule (1982).

Obras[editar | editar código-fonte]

  • O Jardim das Quimeras (Le jardin des chimères) (1921);
  • Alexis ou o tratado do vão combate (Alexis ou le traité du vain combat) (1929, romance);
  • La nouvelle Eurydice (1931, romance);
  • Fogos (Feux) (1936, poemas em prosa);
  • Contos orientais (Nouvelles orientales) (1938);
  • Les songes et les sorts (1938);
  • Le coup de grâce (1939, romance);
  • Memórias de Adriano (Mémoires d'Hadrien) (1951);
  • Électre ou La chute des masques (1954);
  • A Obra ao Negro (L'Œuvre au noir) (1968);
  • Souvenirs pieux (1974);
  • O Labirinto do Mundo (1974-77);
  • Arquivos do Norte (Archives du Nord) (1977);
  • Mishima ou A Visão do Vazio (1981);
  • O Tempo, Esse Grande Escultor (1983);
  • D'Hadrien à Zénon : correspondance, 1951-1956 (2004), Paris : Gallimard. 630 p. Texto compilado e comentado por Colette Gaudin e Rémy Poignault ; com a colaboração de Joseph Brami e Maurice Delcroix ; edição coordenada por Élyane Dezon-Jones e Michèle Sarde ; pref. de Josyane Savigneau.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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  • SAVIGNEAU, Josyane, Marguerite Yourcenar, l'invention d'une vie, Paris, Gallimard, coll. « NRF biographies ». 541 p. + 24 p. de planches, 1990.
  • GALEY, Matthie, De Olhos Abertos, Lisboa, Relógio d'Água, 1984, 2011