Orlando da Costa

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Orlando António Fernandes da Costa ComL (Lourenço Marques, 2 de Julho de 1929Lisboa, 27 de Janeiro de 2006) foi um escritor português.

Família[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Moçambique, filho de Luís Afonso Maria da Costa, Goês católico, descendente directo por varonia de Marada Poi, Brâmane Gaud Saraswat do século XVI, e de sua mulher Amélia Maria Frechaut Fernandes, nascida em Moçambique, de origem Francesa, e irmão mais novo de João José Fernandes da Costa, casado com Sinnika Jussilainen, Finlandesa, com uma filha Anna Karina Jussilainen da Costa e um filho Luís Rohin Jussilainen da Costa. Passou a infância e juventude em Goa, até se mudar para Lisboa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi autor de vários livros de poesia e teatro. Publicou A Como Estão os Cravos Hoje (1984), peça levado à cena pela Companhia Seiva Trupe. Pelo conjunto da sua obra, a Academia de Ciências de Lisboa atribuiu-lhe o Prémio Ricardo Malheiros. O livro de poemas Os Netos de Norton (1994) valeu-lhe o Prémio Eça de Queiroz, da Câmara Municipal de Lisboa. Era militante do Partido Comunista Português, desde 1954, onde, à data da sua morte desenvolvia actividade na área da cultura literária.

Poucos dias antes de falecer, a 5 de Janeiro de 2006, recebeu o grau de Comendador da Ordem da Liberdade.

Casamentos e descendência[editar | editar código-fonte]

Casou primeira vez com a Dr.ª Maria Antónia Assis dos Santos, a jornalista Maria Antónia de Assis dos Santos Palla e Carmo ComL (25 de Abril de 2004) (Seixal, 10 de Janeiro de 1933), Membro Vitalício do Conselho Geral da Fundação Mário Soares desde 10 de Março de 1996,[1] filha de Ítalo Ferrer dos Santos e de sua mulher Angelina Panico de Assis e irmã de Jorge Ítalo de Assis dos Santos, de quem teve uma filha Isabel dos Santos da Costa, falecida bebé, e um filho, o político António Costa. Casou segunda vez com Inácia Martins Ramalho de Paiva e teve um filho, o jornalista Ricardo Costa. É primo-irmão da mãe de Sérgio Vieira e de José Castelo Branco.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • 1951 - A Estrada e a Voz
  • 1953 - Os Olhos sem Fronteira
  • 1955 - Sete Odes do Canto Comum
  • 1961 - O Signo da Ira
  • 1964 - Podem Chamar-me Eurídice
  • 1971 - Sem Flores nem Coroas
  • 1979 - Canto Civil
  • 1984 - A como estão os cravos hoje?
  • 1994 - Os Netos de Norton
  • 2000 - O Último Olhar de Manú Miranda

Ligações externas[editar | editar código-fonte]