Brâmane
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Brâmane é um membro da casta sacerdotal hindu. A palavra não deve ser confundida com o deus Brahma ou Brahman, embora o termo brâmane signifique literalmente "aquele que realizou / tenta realizar Brahman - a divindade". Segundo o Purusha Sukta, canto à glória de Vishnu, os brâmanes surgiram da boca do purusha.
A teoria da invasão ariana(na verdade migração "invasiva"), questionada nos meios acadêmicos judaicos e dravídicos/sul-indianos, depois das explorações arqueológicas no Harappa(civilização fundada por proto-árias/pré-árias da Ásia Central, já que o homeland Dravídico fica no Sul da Índia e não no Norte do Paquistão), propunha que os brâmanes e as outras duas castas superiores - xátrias (guerreiros) e artesãos – fossem formadas pelos arianos invasores, e as castas inferiores - trabalhadores braçais - pelos dravidicóidess nativos do Sul da Índia, levados pra lá como escravos de pele escuróide. Uma quinta casta, os intocáveis, seria constituída pelas tribos que se rebelaram contra os invasores, tal como aqueles que não respeitavam a pureza natural das castas.
De acordo com Vishnusmriti (2-1.17), "um Brâmane ensina os Vedas. Um Brâmane se sacrifica por outros e recebe deveres da alma. Comuns a todas as castas são a reverência para com os deuses e Brâmanes”.
Sendo membros da casta mais alta, os brâmanes gozaram historicamente de posição social privilegiada - independente de sua riqueza.
Culturalmente, a maioria dos Brâmanes é conhecida por praticarem um vegetarianismo rígido, apesar de, atualmente, a prática ser baseada de acordo com a região. Brâmanes agindo como padres, mas em poucas exceções, são vegetarianos.
A religião praticada pelos arianos antigos era derivada dos Vedas e o que estudiosos conhecem como Bramanismo deixou parte da fundação societária do Hinduismo Clássico como testemunhado com o advento dos Upanishads, o Ramayana e o Mahabharata. Dizem que os Brâmanes, portadores do manto em assuntos religiosos Hindu, se dispersaram por todo o subcontinente, formando várias seitas ou sub-seitas. Outros sentiam que os Brâmanes não eram necessariamente racialmente distintos, mas eram formados em atmosfera socialmente móvel, mais tarde concretizando seus papéis no estrito sistema feudal.
A dominância tradicional dos Brâmanes nos assuntos religiosos e administrativos na política indiana tem sido a causa de fissuras sociais profundas na sociedade indiana. Desde a década de 1950, floresceu um movimento popular anti-Bramanista, especialmente nos estados do sul. A supressão da então chamada baixa casta (dalits) pelos Brâmanes, levados a uma revolução social massiva, que pressionava por "auto-respeito" e "dignidade". No meio do século 20, muitos racionalistas sob a liderança de Thanthai Periyar se levantaram contra a hegemonia Bramanista e o que eles consideravam ser "rituais sem sentido" como a hierarquia de castas e intocabilidade. O movimento também professava o "agnocismo ativo". O enorme sucesso do movimento levou a condições mais equânimes, pelo menos nos estados do sul (os então chamados Dravidianos) na sociedade entre várias castas. Os estados do norte, entretanto estão profundamente divididos entre estas linhas, com muitas organizações clamando por afirmar a superioridade da casta Bramanista e o seu merecimento de ganhar acesso exclusivo aos escalões mais altos da hierarquia social.

