Pontuação

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Sinais gráficos

apóstrofo ( ' ) ( )

parênteses ( ( ) )
colchetes (Brasil); parênteses retos (Portugal) ( [ ] )
chaves (Brasil) chavetas (Portugal) ( { } )
dois pontos ( : )
vírgula ( , )
travessão ( ), ( )
meia-risca ( )
hífen ( )
reticências ( )
ponto final ( . )
ponto de exclamação ( ! )
ponto de interrogação ( ? )
pontos de interrogação e de exclamação invertidos ( ¿ e ¡ )
til ( ~ )
ponto-e-vírgula ( ; )
barra ( / )
espaço (   )
ponto mediano, mid dot ou mini mid dot ( · )

Outros sinais tipográficos

ampersand ou e comercial ( & )
asterisco ( * )
símbolo de direitos autorais (©)
arroba ( @ )
aspas ( “ ” )
barra inversa ou contrabarra ( \ )
chevron ( < > )
moeda ( ¤ )
ponto lista ( )
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( # )
(não confundir com sustenido - unicode 266F)
plica ( )
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símbolos matemáticos
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símbolos monetários
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traço inferior ou underscore ( _ )
barra vertical ou pipe ( | )
sinal de conclusão (.·.)
sinal de idem ()

sinais diacríticos · editar 

Pontuação é o recurso que permite expressar na língua escrita um espectro de matizes rítmicas e melódicas características da língua falada, pelo uso de um conjunto sistematizado de sinais gráficos e não gráficos. Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas.[1]

Pontuações[editar | editar código-fonte]

Existem alguns sinais . São eles:

  • Ponto (.) — Usa-se no final do período, indicando que o sentido está completo. Também usado nas abreviaturas (Dr., Exa., Sr.).

Exemplo: Ele foi ao médico e levou uma injeção.

  • Vírgula (,) — Marca uma pequena pausa no texto escrito e também uma separação de membros de uma frase, nem sempre correspondente às pausas (mais arbitrárias) do texto falado.[2] É usada como marca de separação para: o aposto; o vocativo; o atributo; os elementos de um sintagma não ligados pelas conjunções e, ou, nem; as orações coordenadas assindéticas (não ligadas por conjunções); as orações relativas; as orações intercaladas; as orações subordinadas e as adversativas introduzidas por mas, contudo, todavia, entretanto e porém. Deve-se evitar o uso desnecessário da vírgula, pois ela dificulta a leitura do texto. Por outro lado, ela não deve ser esquecida quando obrigatória...

Exemplo: Andava pelos cantos, e gesticulava, falava em voz alta, ria e roía as unhas.

  • Ponto e vírgula (;) — Sinal intermediário entre o ponto e a vírgula, que indica que o sentido da frase será complementado. Representa uma pausa mais longa que a vírgula e mais breve que o ponto. É usado em frases constituídas por várias orações, algumas das quais já contêm uma ou mais vírgulas; também para separar frases subordinadas dependentes de uma subordinante; como substituição da vírgula na separação da oração coordenada adversativa da oração principal.
  • Dois pontos (:) — Os dois pontos ou dois-pontos, são um sinal de pontuação. Indicam um prenúncio, comunicam que se aproxima um enunciado. Correspondem a uma pausa breve da linguagem oral e a uma entoação descendente (ao contrário da entoação ascendente da pergunta). Anunciam: ou uma citação, ou uma enumeração, ou um esclarecimento, ou uma síntese do que se acabou de dizer.

Em matemática os dois pontos são utilizados como símbolo da divisão. O sinal dois pontos se usa de duas maneiras: Primeiro usamos quando mudamos o foco do assunto como ilustrado no exemplo abaixo: Após parar de correr, ele concordou: – Tudo bem, desta vez você venceu. Também é usado para mostrar itens de uma justaposição. Veja nos exemplos: Quando um navio está prestes a afundar, entram no bote salva-vidas primeiro: crianças, idosos, adultos e por último, o capitão. Conclusão: após corrermos tanto, eles venceram.

  • Ponto de exclamação (!) — Usa-se no final do comando do h ou do x ele pode a de qualquer frase que exprime sentimentos, emoções, dor, admiração, ironia, surpresa e estados de espírito.
  • Reticências (…) — Podem marcar uma interrupção de pensamento, indicando que o sentido da oração ficou incompleto, ou uma introdução de suspense, depois da qual o sentido será completado. No primeiro caso, a sequência virá em maiúscula -- uma vez que a oração foi fechada com um sentido vago proposital e outra será iniciada à parte. No segundo caso, há continuidade do pensamento anterior, como numa longa pausa dentro da mesma oração, o que acarreta o uso normal de minúscula para continuar a oração.

Exemplos: Ah, como era verde o meu jardim... Não se fazem mais daqueles.
Foi então que Manoel retornou... mas com um discurso bastante diferente!

  • Aspas (“ ”) — Usam-se para delimitar citações; para referir títulos de obras; para realçar uma palavra ou expressão.
  • Parênteses ( ( ) ) — Marcam uma observação ou informação acessória intercalada no texto.
  • Travessão (—) — Marca: o início e o fim das falas em um diálogo, para distinguir cada um dos interlocutores; as orações intercaladas; as sínteses no final de um texto. Também usado para substituir os parênteses.
  • Parágrafo — Constitui cada uma das secções de frases de um escritor; começa por letra maiúscula, um pouco além do ponto em que começam as outras linhas.
  • Colchetes ([]) — utilizados na linguagem científica.
  • Asterisco (*) — empregado para chamar a atenção do leitor para alguma nota (observação).
  • Barra (/) — aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas.
  • Hífen (−) — usado para ligar elementos de palavras compostas e para unir pronomes átonos a verbos ( menor do que a Meia−Risca )

Exemplo: guarda-roupa apóstrofo ( ' ) ( ’ ) parênteses ( ( ) ) colchetes (Brasil); parênteses retos (Portugal) ( [ ] ) chaves (Brasil) chavetas (Portugal) ( { } ) dois pontos ( : ) vírgula ( , ) travessão ( — ), ( ― ) meia-risca ( – ) hífen ( ‐ ) reticências ( … ) ponto final ( . ) ponto de exclamação ( ! ) ponto de interrogação ( ? ) pontos de interrogação e de exclamação invertidos ( ¿ e ¡ ) til ( ~ ) ponto-e-vírgula ( ; ) barra ( / ) espaço ( ) ponto mediano, mid dot ou mini mid dot ( · )

Críticas ao uso comum da pontuação[editar | editar código-fonte]

Teóricos da linguagem contemporâneos, como o francês Henri Meschonnic, consideram que a pontuação, como usada atualmente, tende a organizar logicamente o texto, não por seus elementos rítmicos e melódicos, tendo tal uso origem no chamado Cartesianismo. Com base nesta deformação rítmica produzida pelo uso lógico da pontuação, muitos poetas como Guillaume Apollinaire, Allen Ginsberg e o próprio Meschonnic aboliram a pontuação em sua escrita poética.

Outro autor que faz um uso não tradicional de pontuações é o português José Saramago, que faz uso incomum de pontuações em seus textos em formato não-poético, chegando a escrever frases que "duram" mais de uma página.

Referências

  1. Ana Paula de Araújo. Pontuação (em português) InfoEscola. Página visitada em 13 de junho de 2013.
  2. Sabrina Vilarinho. Sinais de Pontuação (em português) Brasil Escola. Página visitada em 13 de junho de 2013.
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