Tapejara (Rio Grande do Sul)

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Município de Tapejara
"Terra da Onça"
Igreja Matriz de Tapejara

Igreja Matriz de Tapejara
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 1955
Fundação 9 de agosto de 1955 (59 anos)
Gentílico tapejarense
Lema Senhor dos Caminhos
Prefeito(a) Seger Luiz Menegaz (PMDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Tapejara
Localização de Tapejara no Rio Grande do Sul
Tapejara está localizado em: Brasil
Tapejara
Localização de Tapejara no Brasil
28° 04' 04" S 52° 00' 50" O28° 04' 04" S 52° 00' 50" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Passo Fundo IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Charrua, Ibiaçá, Santa Cecília do Sul, Água Santa, Vila Lângaro e Sertão
Distância até a capital 332 km
Características geográficas
Área 240,613 km² [2]
População 19 252 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 80,01 hab./km²
Altitude 658 m
Clima subtropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,78 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 443 566,327 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 23 721,39 IBGE/2008[5]
Página oficial

Tapejara é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

O que é possível relembrar de Tapejara sob base de alguns arquivos históricos, e muitas histórias guardadas na lembrança dos moradores mais antigos, passadas por gerações e transformadas em produção textual, destacam que, ainda pertencente ao solo de Passo Fundo, em 1688, índios Coroados já habitava este território. Seus descendentes mais remotos se encontram atualmente nas reservas do Rio Ligeiro no município de Charrua e na Reserva do Carreteiro no Município de Água Santa. No inicio do século XIX, a região passou a ser povoada por índios Tapes e Kaingangs que moravam em ocas, e tiravam do solo, caça e pesca produtos para sua subsistência.

A povoação do município deu-se, evidentemente, com a povoação do Rio Grande do Sul, porém foram inicialmente os imigrantes italianos que emigraram para a região de Tapejara.

Algum tempo depois com a Revolução Federalista de 1893, que teve grande ênfase nessa região e a construção da estrada de ferro, iniciava-se um pequeno povoado chamado de Núcleo Alto Rio do Peixe. Estas terras eram do governo, porém, com a colonização o Presidente do Estado, Dr. Antonio Augusto de Medeiros, legalizou uma área de 1.714.057m², entre os rios Ligeiro e Carreteiro, consagrando-a Antônio dos Santos Bonetes.

O núcleo chamado de sede Teixeira surgiria, em seguida, através da aquisição de três glebas de terra por Manoel Amâncio Teixeira e Julião Luiz Almeida, vendidas por Antônio dos Santos Bonetes e sua mulher, Serafina Garcia Vieira. Os dois compradores formularam um plano de loteamento, que em três etapas, 1915, 1917 e 1920, compunha o núcleo chamado Sede Teixeira. As terras foram divididas em lotes urbanos e chácaras.

Com isso a Sede Teixeira se torna a 11ª Seção do Distrito de Coxilha, município de Passo Fundo. Em 1922, a Sede Teixeira passou a pertencer ao distrito de 7 de Setembro (atual município de Charrua), também pertencente a Passo Fundo. Em 1929, a Sede Teixeira foi transformada em 14º Distrito de Passo Fundo.

Mais foi em 1940, que ocorreu a alteração de nome para Tapejara, seguindo a denominação que os índios davam ao Rio Carreteiro, desta forma “tape” que quer dizer “Caminho” e “Jará” que quer dizer “Senhor”, torna-se o nome que em Tupi-guarani significa Senhor dos Caminhos. Este rio era chamado Carreteiro, devido aos Carroceiros que faziam o transporte dos produtos entre Sede Teixeira e Passo Fundo. Essas viagens duravam de três a quatro dias com tempo bom, e era o único meio de transporte existente na época.

A cultura do povo tapejarense é formada por três principais etnias: europeus, africanos e indígenas (ou povos pós-Colombianos).

Com o crescimento de Vila Tapejara deu impulso ao movimento emancipacionista, liderado pelo vigário paroquial Padre Raimundo Damin mais tarde titulado “Patrono do Município”. Porém a força para o movimento surge do deputado estadual Dr. Victor Graeff, que orientou o grupo e a documentação exigida na época. Em 10 de julho de 1955 realizou-se o plebiscito, que deu vitória a causa emancipacionista. Em 09 de agosto de 1955 foi assinada, pelo então governador Ildo Meneghetti a Lei estadual nº 2.667, que criou o município de Tapejara.

Os números apontam que Tapejara tem um crescimento maior que a média Nacional, conhecida como Terra do Empreendedorismo e de acordo com dados da Secretaria Municipal da Fazenda, conta com 167 indústrias, mais de mil empresas do comércio, prestação de serviços, transportes, autônomos e representantes comerciais. Mais de 4 mil alunos que estudam em 18 escolas, população de 19.640 mil habitantes e a geração de janeiro a dezembro de 2011 de uma arrecadação de ICMS de 10.229.658,37 milhões

Faz crer que esse crescimento vem ao longo do tempo construindo essa Tapejara que conhecemos onde para cada conquista é necessário começar com o primeiro passo, desde a vida dos primeiros colonos até hoje foram muitas lutas, mas que frutificaram. Ao completar 58 anos de Emancipação Político Administrativa, Tapejara, principalmente os tapejarenses demonstram cultivar suas raízes expressadas pelo pioneirismo dos seus primeiros colonizadores na busca pelo progresso com base no trabalho. Muitos nasceram aqui, alguns escolheram como lar, outros tantos precisaram buscar novos horizontes, mas de uma coisa todos concordam: ser tapejarense é motivo de muito orgulho.

Administração Atual: 2013-2016 Prefeito: Seger Luiz Menegaz Vice-prefeito: Gilberto Oliboni

PREFEITOS DE TAPEJARA

1º Gestão 1956/1959 Prefeito: Tranquilo Basso Vice-prefeito: Ângelo Ughini

2º Gestão 1960/1963 Prefeito: Severino Dalzotto Vice-prefeito: Miguel Tabbal

3º Gestão 1964/1968 Prefeito: José Maria Vigo da Silveira Vice-prefeito: Miguel Tabbal

4º Gestão 1969/1972 Prefeito: Severino Dalzotto Vice-prefeito: Sadi Stein

5º Gestão 1973/1976 Prefeito: Aldino G. Lângaro Vice-prefeito: Ardulino Lângaro

6º Gestão 1977/1982 Prefeito: José Maria Vigo da Silveira Vice-prefeito: Jonhy Dorval Zoppas

7º Gestão 1983/1988 Prefeito: Norberto Dall´Olivo Vice-prefeito: José Rombaldi Mânica

8º Gestão 1989/1992 Prefeito: Bomfilho Sebem Vice-prefeito: Mário Antônio Maurina

9º Gestão 1993/1996 Prefeito: Gilberto Borgo Vice-prefeito: Noberto Dall´Olivo

10º Gestão 1997/2000 Prefeito: Gilmar Sossella Vice-prefeito: Ildo Aldino Lamb

11º Gestão 2001/2004 Prefeito: Gilmar Sossella Vice-prefeito: Ildo Aldino Lamb

12º Gestão 2005/2008 Prefeito: Juliano Girardi Vice-prefeito: Elso Scariot

13º Gestão 2009/2012 Prefeito: Seger Luiz Menegaz Vice-prefeito: Vilmar Merotto

14º Gestão 2013/2016 Prefeito: Seger Luiz Menegaz Vice-prefeito: Gilberto Oliboni

Localização[editar | editar código-fonte]

Tapejara localiza-se na Região Sul do Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, sendo que neste situa-se a nordeste, na zona de relevo do planalto médio, pertencente à mesoregião noroeste do Rio Grande do Sul e microrregião geográfica de Passo Fundo (segundo IBGE).

Altitude média é de 658 m.

Coordenadas de limites do município se insere: entre 52º 07’ 27” e 51º 55’ 55” de longitude oeste, e 28º 01’ 23” e 28º 07’ 24” de latitude sul.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Área do Município de Tapejara é de 240,1 km², sendo 94% pertencentes à zona rural, e 6% na zona urbana.

O município de Tapejara é formado pela bacia Intracratônica do Paraná, durante o período terciário, era cenozóica. O seu relevo é modelado com rochas basálticas entre os períodos jurássico e cretáceo, da formação Serra-geral. Possui um relevo em patamares que corresponde a derrames basálticos sucessivos, e desta forma apresentando topografia suavemente ondulada.

A hidrografia do Município de Tapejara é classificada compreendendo a grande Bacia do Rio Uruguai, sendo hidrografia com densidade concentrada, mas apresentando rios de pequena extensão. A configuração dos leitos dos rios do município, em sua grande maioria estreitos, favorece um rápido aumento do nível das águas por ocasião das chuvas.

O município de Tapejara pertence à Bacia do Rio Apuê, que reúne todos os rios e arroios que cruzam o Município, mas antes a isso, a cidade está compreendida na Bacia do Arroio Boneto, pois este arroio recebe as águas dos demais arroios que passam pelo perímetro urbano do município.

Por estar localizado entre o território do Trópico de Capricórnio e Círculo Polar Antártico, o clima de Tapejara é temperado, sendo ainda mesotérmico e superúmido. A temperatura média anual fica em torno de 18ºC. O verão é instável, mas a temperatura varia entre 28ºC e 35ºC. O inverno é bastante frio com temperaturas mínimas variando entre 7ºC e 9°C, podendo ainda ser registrado temperaturas inferiores a 0ºC. Situado em latitudes médias, Tapejara sofre constantes invasões de frentes frias de origem polar implicando em bruscas mudanças de tempo. E com isso o Município apresenta a ocorrência de geadas, sendo em sua maior freqüência no inverno. O índice pluviométrico anual é elevado, geralmente entre 1.800 a 2.000 mm.

Os solos argilosos, profundos, bem drenados, suscetíveis à erosão, ácidos, com elevados teores de alumínio e de baixa fertilidade natural, são os predominantes.

A fitogeografia original da região era caracterizada essencialmente pela floresta subtropical com araucária, típica do planalto Rio-grandense. As árvores nativas existentes no município são: Cambará, Angico, Pinheiro, Bracatinga, Cedro, Tambaúva, Tarumã, Ipê, entre outras.

População[editar | editar código-fonte]

A população de Tapejara, é de aproximadamente 20.017 habitantes, conforme informações do Censo Demográfico 2010. Indústrias: 167 Comércio e Serviços: 1.161 Propriedades rurais: 912 Residências Urbanas: 7.634 Estabelecimentos de ensino: 19

Vias de Acesso[editar | editar código-fonte]

Suas principais vias de acesso são as seguintes rodovias:

-RS 463: Acesso a RS 135 (Coxilha, Passo Fundo).

-RS 430: Acesso ao Município de Charrua.

-RS 467: Acesso ao Município de Ibiaçá.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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