Taturana

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Como ler uma caixa taxonómicaTaturana
Taturana.JPG
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Família: Saturniidae
Género: Lonomia
Walker, 1855

Taturana, também conhecida como tatarana, marandová, lagarta de fogo ou mondrová (do tupi tata = "fogo" e rana = "semelhante") é o estágio larval (lagarta) das mariposas (Brasil) ou traças (Europa) do género Lonomia, entre outras.

Estas lagartas possuem pilosidades e são potencialmente perigosas. Há algumas espécies com venenos poderosos, como a Lonomia obliqua, denominadas "taturanas assassinas", que podem provocar hemorragia, insuficiência renal e até levar à morte.

Nos Estados do sul do Brasil, chegou a ocorrer mais de mil casos de acidentes com lagartas do gênero Lonomia, vários destes resultando em morte. Pesquisas da ESALQ indicam que a proliferação destas deve-se ao fato de vários predadores naturais (contra os quais, curiosamente, os pêlos não são defesa) terem desaparecido com a devastação do ambiente natural. Desta forma, as taturanas, que antes alimentavam-se das folhas da aroeira e do cedro, passaram a alimentar-se das folhas de árvores dos pomares, diminuindo assim a distância do habitat humano e aumentando a incidência de acidentes.

Índice

[editar] Espécies

[editar] Predadores naturais

A pesquisa da USP descobriu que o principal predador da Lonomia obliqua é uma mosca da família Tachinidae, que deposita cinco ou seis ovos na taturana. Ao nascerem as larvas alimentam-se de seu corpo. Uma vespa da família Ichneumonidae faz o mesmo, embora deposite apenas um ovo. O vírus loobMNPV é nocivo apenas para a Lonomia obliqua, que fica com movimentos lentos e aparência amarelada. Um verme da família Mermitidae também foi identificado como predador, além de um percevejo da família Pentatomidae que consegue sugar os fluidos da lagarta.

Não foi identificado nenhuma ave ou mamífero que agisse como inimigo natural, o que justificaria a existência dos pêlos venenosos.

[editar] Antídoto

O único remédio eficiente para acidentes com a Lonomia é o Antilonômico, feito a partir das cerdas pelo Instituto Butantan.

[editar] Ligações externas

[editar] Bibliografia

  • Identificação dos inimigos naturais de Lonomia obliqua Walker, 1855 (Lpidoptera Saturniidae) e possíveis fatores determinantes do aumento da sua população, de Roberto Henrique Pinto Moraes, apresentada à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da USP de Piracicaba, em julho de 2002.
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