The Gang's All Here

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
The Gang's All Here
Entre a Loira e a Morena (BR)
 Estados Unidos
1943 • cor • 103 min 
Direção Busby Berkeley
Roteiro História:
Nancy Winter
George Root Jr.
Tom Bridges
Filme:
Walter Bullock
Elenco Alice Faye
Carmen Miranda
Género comédia, musical
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

The Gang's All Here (Entre a Loura e a Morena (título no Brasil) ou Sinfonia de Estrelas (título em Portugal)), é um filme de comédia musical dirigido por Busby Berkeley e protagonizado por Alice Faye e Carmen Miranda.[1] O filme traz Carmen Miranda em um dos papéis mais marcantes de sua carreira.[2]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Certa noite, o soldado Andy Mason Jr. (James Ellison) conhece a showgirl Edie Allen (Alice Faye) na casa noturna Club New Yorker. Porém, Andy precisa partir para uma missão no Pacífico durante a II Guerra Mundial. Quando Andy volta condecorado do combate, seu pai, Andrew Mason(Eugene Pallette), decide fazer uma comemoração especial para recebê-lo e chama o grupo do Club New Yorker para protagonizar um espetáculo na casa de seu amigo Peyton Potter (Edward Everett Horton). Assim, Eddie e sua exótica amiga Dorita (Carmen Miranda) descobrem que Andy tem um compromisso com a filha de Potter, Vivian (Sheila Ryan). Ao chegar, Andy se vê obrigado a desfazer o mal entendido.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Alice Faye, Phil Baker e Carmen Miranda.

Produção[editar | editar código-fonte]

O primeiro filme de Busby em Technicolor, com Carmen Miranda. Não se pode esperar nada muito convencional. O filme é multicolorido e apoteótico. Já começa com um enorme navio atracado num palco, com centenas de pessoas desembarcando ao som de "Aquarela do Brasil". Além dos figurinos exóticos e da cômica atuação de Carmen, ela protagoniza o surreal número musical "The Lady in the Tutti-Frutti Hat", no qual termina com um gigantesco chapéu de frutas. No final, temos também o incrível "The Polka Dot Polka", em que as coristas seguram grandes aros fosforescentes, e forma-se um legítimo caleidoscópio, absolutamente psicodélico.

Neste filme, Busby voltou a trabalhar com Harry Warren, que dessa vez compôs as canções ao lado do letrista Leo Robin. Destacam-se, além das já citadas, as belas "A Journey to Star" e "No Love, No Nothing", ambas cantadas por Alice Faye, cujas beleza e elegância, aliás, são outro ponto alto da produção. Também vale mencionar a participação de Benny Goodman.[4]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

O filme foi lançado nos Estados Unidos em 24 de dezembro de 1943, mas segundo a Cinemateca Brasileira só foi exibido no Brasil em 5 de novembro de 1944, no Ipiranga em São Paulo. Este foi o quinto longa-metragem de Carmen Miranda nos Estados Unidos pela Twentieth Century Fox, o qual vinha fazendo grandes investimentos nesse gênero de filmes, a comédia-musical.[5]

Lançamento em DVD[editar | editar código-fonte]

O filme foi lançado em DVD pela primeira vez como parte da coleção de todos os filmes de Alice Faye em Fevereiro de 2007. Foi lançado novamente em DVD, mas como parte da coleção de todos os filmes de Carmen Miranda em 2008. Foi lançado também em laserdisk em 1997 pela Twentieth Century Fox Home Entertainment, mas como foi por um período limitado, hoje é considerado um objeto raro.[6]

Trilha Sonora[editar | editar código-fonte]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Em sua revisão, o jornal The New York Times disse que "O filme enlouquece com bananas dançantes, o diretor Sr. Berkeley esconde ideias maliciosas por trás dessas cenas... alguns espetáculos de dança parece resultar direto de Freud. Na verdade, as coisas mais agradáveis são os cenários e figurinos. E isso é quase o suficiente para realizar um filme de uma hora e meia."[8]

"O filme mais audacioso de Busby Berkeley - uma exploração das possibilidades de movimento e cor que se move para o reino da pura abstração. O simbolismo sexual está no seu mais alto flagrante, o que você pode dizer sobre um filme que apresenta 60 meninas acenando bananas gigantes?" escreveu Don Druker para o jornal Chicago Reader.[9]

"Uma espécie de apoteose na vulgaridade com Carmen Miranda 'Lady in the Hat Tutti Frutti - acompanhada por um desfile de coristas manipulando bananas tamanhos gigantes", comentou a revista Time Out.[10]

"É um filme muito incomum, não há nada parecido com ele. É um musical de rotina da década de 1940 com o tempo de guerra como enredo romântico brega, mas tem esses, os números de produção surrealistas surpreendentes por Busby Berkeley. Pessoas foram esmagadas para vê-lo em cor nos anos 70.", disse Eric Spilker para o New York Post.[11]

"O script é um pouco fraco, relegado pelo bando de números musicais melodiosos que freqüentemente pontuam a imagem. Alice Faye nunca foi exibida mais encantadoramente, a Carmen Miranda é dado maior espaço, ela é uma comediante que pode lidar com isso, bem como colocar mais de suas músicas de ritmo sul-americanos, Miranda é excelente, e o jeito que ela fala em torno do seu inglês dá muito da comédia do filme. Faye sempre minimiza como de costume", comentou a revista Variety.[12]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar (EUA) (1944)

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

  • Estúdio: Twentieth Century Fox
  • Distribuição: Twentieth Century Fox
  • Direção: Busby Berkeley
  • Roteiro: Walter Bullock (baseado na história de Nancy Wintner, George Root Jr. e Tom Bridges)
  • Produção: William Goetz e William LeBaron
  • Música: Leo Robin e Harry Warren
  • Fotografia: Edward Cronjager
  • Figurino: Yvonne Wood
  • Edição: Ray Curtiss

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Applications-multimedia.svg A Wikipédia possui o
  • O filme integrou um conjunto de nove longas-metragens produzidos pela Twentieth Century Fox entre 1940 e 1945, realizados dentro das propostas da Política de boa vizinhança.[13]
  • A atriz Linda Darnell foi originalmente escalada para o personagem Vivian. Mas como seu casamento com o fotógrafo J. Peverell Marley estava prejudicando muito o ritmo do processo da produção do filme, Darryl F. Zanuck a suspendeu. A atriz Sheila Ryan acabou tomando o seu lugar.
  • Alice Faye estava grávida de seu segundo filho no período das filmagens.
  • Foi o último filme musical de Alice Faye.
  • O filme é muito conhecido pelo numero de Carmen Miranda The lady and tutti frutti hat onde aparecem dançarinas (seminuas para a época) segurando e dançando bananas de meio metro que na visão dos críticos invocavam vários pênis em ereção (o que fez o número ser quase censurado na época) e no fim com o grande painel de bananas que Carmen Miranda parecia equilibrar sobre a cabeça.[14] [15]
  • O filme foi uma das maiores bilheterias do cinema no ano de 1943.
  • É um dos maiores trabalhos de Busby Berkeley até hoje e um dos mais conhecidos.[16]
  • Carmen Miranda estava com uma pequena falha no nariz (resultado de uma plástica) durante as filmagens o que conseguiu ser escondido pela maquiagem e depois do término das filmagens fez outra cirurgia (que quase lhe tira a vida por uma infecção no fígado).
  • O filme conta com as participação especial de Nestor Amaral que canta Aquarela do Brasil no começo do filme.
  • A figurinista Yvoone Wood era até agora assistente de figurino, mas com ajuda de Carmen Miranda que insistiu com o produtor William le Baron conseguiu o cargo de figurinista principal para o filme, Carmen voltaria a usar Yvoone em seus outro quatro filmes na Fox e também utiliza-la como figurinista pessoal.
  • Em 25 de setembro de 2005 o filme foi exibido no Festival do Rio em uma versão restaurada na sessão de Grandes Clássicos do Cinema Mundial em homenagem ao 50 anos da morte de Carmen Miranda.[17] Foi também apresentando em 2 de abril de 2006 no Wisconsin Film Festival na cidade de Madison.

Referências

  1. Lusa (26 de Janeiro de 2009). Cinema: Cinemateca dedica ciclo a Carmen Miranda nos cem anos do seu nascimento. Expresso. Página visitada em 7 de Março de 2013.
  2. 20th Century Fox. Entre a Loura e a Morena. Página visitada em 07 de Março de 2013.
  3. Entre a Loura e a Morena - Elenco. Cineplayers. Página visitada em 7 de Março de 2013.
  4. Jennifer Garlen (12 de Setembro de 2011). Classic films in focus: 'The Gang's All Here' (1943). Examiner. Página visitada em 7 de Março de 2013.
  5. Os musicais com temáticas latino-americanas. Página visitada em 11 de março de 2014.
  6. Ricardo Lombardi (17 de Junho de 2008). Fox homenageia Carmen Miranda. O Estado de S. Paulo. Página visitada em 05 de Março de 2014.
  7. The Gang's All Here (Original Sound Track - 1943). iTunes. Página visitada em 05 de Março de 2014.
  8. The Gang s All Here (1943) At the Roxy. The New York Times (23 de Dezembro de 1943). Página visitada em 05 de Março de 2014.
  9. Don Druker. Film Search: The Gang's All Here. Chicago Reader. Página visitada em 10 de Março de 2014.
  10. The Gang's All Here. Time Out. Página visitada em 10 de Março de 2014.
  11. Lou Lumenick. "CARMEN MIRANDA’S RIPE FOR FILM FORUM FUN". New York Post. Página visitada em 12 de abril de 2014.
  12. Review: ‘The Gang’s All Here’. Variety (DECEMBER 31, 1943). Página visitada em 10 de Março de 2014.
  13. Política e identidade na performance de Carmen Miranda em “Entre a loura e a morena” (1943). Dia a Dia Educação. Página visitada em 05 de Março de 2014.
  14. Carmen Miranda - FILMOGRAFIA: ENTRE A LOURA E A MORENA. Collector's. Página visitada em 5 de Março de 2013.
  15. DAVE KEHR (17 de Junho de 2008). New DVDs: Carmen Miranda - THE CARMEN MIRANDA COLLECTION. The New York Times. Página visitada em 05 de Março de 2014.
  16. RICHARD BRODY (2 de Fevereiro de 2010). THE GANG’S ALL HERE. The New Yorker. Página visitada em 05 de Março de 2014.
  17. Confira os destaques do Festival do Rio - 2005. A Tarde (22 de Setembro de 2005). Página visitada em 05 de Março de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]