Vela de ignição

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Vela de ignição.

Uma vela de ignição é um dispositivo elétrico que se encaixa à cabeça do cilindro num motor de combustão interna e inflama a mistura comprimida de ar/combustível por meio de uma faísca elétrica. As velas de ignição possuem um eletrodo central isolado o qual se conecta através de um cabo blindado a uma bobina ou magneto externo (que é ligado ao distribuidor), formando, com um terminal aterrado na base da vela, uma folga de ignição dentro do cilindro. A vela recebe a voltagem de 20 ou 30 mil Volts da bobina, através do rotor do distribuidor que, devido à propriedade de continuidade de circulação da corrente nos circuitos indutivos, faz saltar uma centelha em sua ponta. Como a ponta da vela está no interior da câmara de combustão, tal centelha provoca a explosão da mistura ar/gasolina aspirada do carburador ou injeção eletrônica, o que provoca o afastamento do pistão e consequente movimento do eixo-motriz.

As primeiras patentes para velas de ignição incluem sistemas de regulagem de ignição de Nikola Tesla, Richard Simms e Robert Bosch, em 1898. Karl Benz também é creditado pela invenção.

Diagrama de uma vela de ignição.

Motores de combustão interna podem ser divididos em motores de ignição por centelha, que requerem velas de ignição para iniciar a combustão, e motores de ignição por compressão (motores diesel), os quais comprimem a mistura ar/combustível até que ela entre em ignição espontaneamente. Motores de ignição por compressão podem usar velas aquecedoras (ou velas de incandescência) para auxiliar na partida a frio, mas essas velas são totalmente diferentes e não produzem faísca, apenas possuem um resistor interno que aquece o ar da admissão.

As velas de ignição podem também ser usadas em outras aplicações, tais como fornalhas onde uma mistura combustível deve ser inflamada. Neste caso, elas são algumas vezes denominadas de ignitores.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1860, Étienne Lenoir usou uma vela de ignição elétrica no seu motor a gás, o primeiro motor de pistão de combustão interna, e é geralmente creditado pela invenção da vela de ignição. As patentes iniciais para velas de ignição incluíram as de Nikola Tesla (na patente US 609.250 para um sistema de ignição, em 1898), Richard Frederick Simms (GB 24859/1898, 1898) e Robert Bosch (GB 26907/1898). Mas somente a invenção da primeira vela de ignição de alta tensão comercialmente viável, pelo engenheiro da Robert Bosch, Gottlob Honold, em 1902, como parte de um sistema de ignição à base de magneto, possibilitou o desenvolvimento do motor de ignição por faísca. Melhorias de fabricação subsequentes também podem ser creditadas a Albert Champion, os irmãos Lodge, filhos de Sir Oliver Lodge, que desenvolveram e fabricaram a ideia de seu pai, e também Kenelm Lee Guinness, da família de cerveja Guinness, que desenvolveu a marca KLG. Helen Blair Bartlett também desempenhou um papel vital em fazer o isolador, em 1930, ainda que muitas vezes é esquecido nos históricos!

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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O funcionamento das velas de ignição é baseado no princípio da indutância. Existe uma bobina central com cerca de 250 espiras (pela qual passa uma voltagem elevada) e que é cercada por uma bobina secundária (com cerca de 25000 espiras). Quando a corrente deixa de circular na bobina interna, surge uma força eletro motriz (fem) induzida na bobina secundária de dezenas de centenas de volts, indo até a vela e gerando a faísca que produz a ignição da mistura combustível-ar nos cilindros do motor.

Predefinição:Referências Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

YOUNG, H. D. & FREEDMAN R. A. 2003. Sears e Zemansky. Física I. Addison Wesley, 12ª ed., São Paulo.

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