A Kind of Magic

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o álbum da banda Queen. Para sua música de mesmo nome, veja A Kind of Magic (canção).
A Kind of Magic
Capa dos disco com os integrantes da banda em forma de desenhos.
Álbum de estúdio de Queen
Lançamento 2 de junho de 1986 (1986-06-02)[1]
Gravação setembro de 1985 – abril de 1986[1]
Estúdio(s)
Gênero(s) Rock
Duração 40:42
Idioma(s) inglês
Gravadora(s)
Produção
Cronologia de Queen
The Works
(1984)
The Miracle
(1989)
Singles de A Kind Of Magic
  1. "One Vision"
    Lançamento: 4 de outubro de 1985 (1985-10-04)
  2. "A Kind of Magic"
    Lançamento: 17 de março de 1986 (1986-03-17)
  3. "Princes of the Universe"
    Lançamento: abril de 1986 (1986-04) (somente EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Japão)
  4. "One Year of Love"
    Lançamento: 4 de junho de 1986 (1986-06-04) (somente França e Espanha)
  5. "Friends Will Be Friends"
    Lançamento: 9 de junho de 1986 (1986-06-09) (somente Europa)
  6. "Pain Is So Close to Pleasure"
    Lançamento: agosto de 1986 (1986-08) (somente EUA, Alemanha, Holanda e Austrália)
  7. "Who Wants to Live Forever"
    Lançamento: 15 de setembro de 1986 (1986-09-15) (somente Europa)

A Kind of Magic é o décimo segundo álbum de estúdio da banda de rock britânica Queen, lançado em 2 de junho de 1986[4] pela EMI Records no Reino Unido e pela Capitol Records nos Estados Unidos. Foi seu primeiro álbum de estúdio a ser gravado digitalmente, e é baseado na trilha sonora do filme Highlander dirigido por Russell Mulcahy, o primeiro de uma franquia.

A Kind of Magic foi o primeiro álbum do Queen a ser lançado desde que eles foram aclamados por sua performance no concerto de 1985 do Live Aid. Foi um sucesso imediato no Reino Unido, indo direto para o número um e vendendo 100.000 cópias em sua primeira semana. Permaneceu nas paradas do Reino Unido por 63 semanas,[5] vendendo cerca de seis milhões de cópias em todo o mundo (600.000 apenas no Reino Unido). O álbum gerou quatro singles de sucesso: a faixa título do álbum A Kind of Magic, One Vision, Friends Will Be Friends[6] e Who Wants To Live Forever, que apresenta uma orquestra dirigida por Michael Kamen, enquanto a última faixa, Princes of the Universe, é a música tema para Highlander.[7]

Embora a banda Queen tenha lançado outros dois álbuns com Freddie Mercury, A Kind of Magic viria a ser seu último álbum promovido com uma turnê, devido ao seu diagnóstico de AIDS no ano seguinte.

Antecedentes e gravação[editar | editar código-fonte]

Contexto[editar | editar código-fonte]

Mr. Bad Guy, o primeiro álbum solo de Freddie Mercury, foi lançado em abril de 1985, após dois anos de trabalho intermitente. Perto de Hot Space (1982) no nível musical, ele conhece apenas um sucesso mediano.[8] Ao mesmo tempo, Bob Geldof, o organizador do Live Aid, dois shows gigantescos feitos no mesmo dia para ajudar a Etiópia afetada pela fome, pede que ele participe do evento.[9] O grupo, que acabara de sair da turnê promocional do álbum The Works (1984), planejava fazer uma longa pausa e gravar novamente juntos em 1987.[10]. Depois de uma recusa inicial, os músicos são convencidos pelo entusiasmo de Geldof.[9] Depois de concordar, o quarteto se prepara com cuidado, pois vê neste evento a oportunidade de melhorar sua imagem após o escândalo provocado pelos concertos realizados na África do Sul nove meses antes, em meio ao apartheid. Uma lista de canções que funcionam no medley é estabelecida, e o grupo repete por três dias a sua passagem de vinte minutos enquanto cronometrando a si mesmo.[11].

Em 13 de julho de 1985, no estádio de Wembley, Queen toca seis de seus sucessos mais conhecidos e eletrizou a platéia.[12] Essa sessão é considerada pela maioria do público a mais bem sucedida do dia, em parte pela engenharia de áudio conseguida com os ensaios que permitiu que eles tocassem mais que os outros artistas aumentando o volume dos potenciômetros.[13] Bob Geldof diz que o Queen entendeu melhor do que ninguém que "a idéia do Live Aid era a de uma jukebox global".[14] O grupo é revitalizado após o show, tendo demonstrado ao mundo que não tinha apenas um passado, mas também um futuro.[15] Os quatro homens se separam por seis semanas para descansar ou trabalhar em projetos pessoais,[16] mas planejam mais sessões conjuntas após o verão.[10]

Gravação[editar | editar código-fonte]

No início de setembro de 1985, os membros do Queen se encontram no Musicland Studios em Munique.[17] Quando John Deacon chega, seus três colegas já haviam escrito uma nova música, One Vision, com letra de Roger Taylor, que Brian May e Freddie Mercury em seguida, aproveitaram para trazer suas idéias.[18] Parte das sessões de gravação da música é filmada profissionalmente, pela única vez na carreira da banda, por dois cineastas austríacos como parte de um documentário sobre a banda chamada The Magic Years.[19] Logo depois, o diretor Russell Mulcahy, um antigo fã do Queen, pede que eles se juntem à trilha sonora de Highlander. Depois de assistir à montagem de vinte minutos de trechos do filme que o diretor trouxe, o quarteto aceita[20] e escreve músicas cujas letras são inspiradas em cenas do filme. Assim, Brian May escreve Who Wants to Live Forever depois de ser tocado pelas cenas em que o personagem principal do filme, que é imortal, vê envelhecer e morrer seu companheiro.[20][21] John Deacon é inspirado pelas mesmas cenas para escrever One Year of Love.[22][21]

O projeto evolui durante a gravação, já que os membros do Queen decidem não fazer apenas uma trilha sonora, mas compor um novo álbum inteiramente. Eles reescrevem e organizam algumas canções para torná-las mais longas e independentes do filme.[23] As sessões são regularmente interrompidas pelos projetos pessoais dos integrantes,[24] e depois de uma pausa para as festas de final de ano, são retomadas as gravações em janeiro de 1986, entre o Musicland Studios em Munique, Mountain Studios em Montreux e Townhouse Studios em Londres.[23] O grupo co-produziu o álbum com Reinhold Mack e David Richards, os dois intervindo respectivamente em cinco e quatro canções.[25] Mack trabalha em Munique com Freddie Mercury e John Deacon, enquanto Richards colabora com Brian May e Roger Taylor em Montreux.[23] Essa situação desagrada Mack, que mais tarde reclama que "todo mundo estava fazendo suas coisas em seu próprio estúdio".[23] Como ele fez para Radio Ga Ga no álbum anterior da banda, Freddie Mercury vê o potencial da música A Kind of Magic, escrita por Roger Taylor, e enquanto o baterista tira uma semana de férias, traz muitas mudanças que são posteriormente aprovadas, tornando-a mais leve e acessível ao público em geral.[24]

Reinhold Mack é o responsável pela introdução de algumas ideias como a utilização de um sintetizador na abertura de One Vision e a "dinâmica musical na guitarra" de Princes of the Universe.[26] Vários músicos externos ao grupo participam da gravação do álbum: Spike Edney como tecladista em várias canções; Steve Gregory no saxofone em One Year of Love; Joan Armatrading para o coro de Don't Lose Your Head; e a National Philharmonic Orchestra, liderada por Michael Kamen, em Who Wants to Live Forever.[25] As partes orquestrais são gravadas no Abbey Road Studios.[10] Como é frequentemente no caso da gravação de seus álbuns, os membros do grupo discordam fortemente em certos pontos, com Brian May alegando em particular que Freddie Mercury e John Deacon odiavam sua composição de Gimme the Prize.[27] Além disso, em One Year of Love de John Deacon não inclui uma guitarra e, em troca, em Who Wants to Live Forever de Brian May não possui uma linha de baixo, que é provavelmente o resultado do atrito entre os dois.[28][29]

Entre as músicas excluídas do álbum está Heaven for Everyone, escrito por Roger Taylor, que mais tarde foi lançada com novos arranjos no álbum Made in Heaven de 1995.[30] Love Makin 'Love, demo originalmente gravado por Freddie Mercury para o álbum Mr. Bad Guy, é brevemente considerado para ser incluído em A Kind of Magic, mas a versão da banda permanece inacabada, com Mercury sendo incorporado à The Solo Collection (2000)..[31] As sessões terminam em março de 1986.[32]

Lista de músicas[editar | editar código-fonte]

Todos os vocais principais são de Freddie Mercury, a menos que indicado.

N.º TítuloVocais principais Duração
1. "One Vision"    5:11
2. "A Kind of Magic"    4:24
3. "One Year of Love"    4:27
4. "Pain Is So Close to Pleasure"    4:21
5. "Friends Will Be Friends"    4:06
6. "Who Wants to Live Forever"  Mercury, Brian May 5:15
7. "Gimme the Prize (Kurgan's Theme)"    4:33
8. "Don't Lose Your Head"    4:38
9. "Princes of the Universe"    3:33
  • Os lados A e B foram combinados como faixas de 1 a 9 nos lançamentos em CD.

Créditos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e «Music - A Kind of Magic» (em inglês). QueenOnline.com. Consultado em 13 de agosto de 2019 
  2. «Queen - A Kind Of Magic (Vinyl, LP, Album)» (em inglês). Discogs. Consultado em 13 de agosto de 2019 
  3. «A Kind Of Magic Liner Notes» (em inglês). QueenVault.com. Consultado em 13 de agosto de 2019 [ligação inativa]
  4. «A Kind of Magic - Queen». Allmusic. Consultado em 16 de dezembro de 2014 
  5. «Queen - A Kind Of Magic» (em inglês). Chart Stats. Consultado em 13 de agosto de 2019. Arquivado do original em 24 de novembro de 2011 
  6. «06-21-1986 – A Kind of Magic – The Times – Queen Archives :: Interviews, Articles, Reviews» (em inglês). Queen Archives. 21 de junho de 1986. Consultado em 13 de agosto de 2019 
  7. Bartkowiak, Mathew J., ed. (15 de fevereiro de 2010). Sounds of the Future: Essays on Music in Science Fiction Film [Sons do Futuro: Ensaios sobre Música no Filme de Ficção Científica] (em inglês). [S.l.]: McFarland & Company. p. 19. ISBN 9780786444809. Consultado em 13 de agosto de 2019 
  8. Blake 2012, p. 492-493
  9. a b Sutcliffe 2016, p. 190
  10. a b c Purvis 2018, p. 75
  11. Blake 2012, p. 499-500
  12. Purvis 2018, p. 388
  13. Sutcliffe 2016, p. 191
  14. Blake 2012, p. 15
  15. Blake 2012, p. 507
  16. Blake 2012, p. 507-508
  17. Purvis 2018, p. 268
  18. Blake 2012, p. 509
  19. Purvis 2018, p. 269
  20. a b Blake 2012, p. 511
  21. a b «Highlander (1986) - Quotes» (em inglês). IMDb. Consultado em 13 de agosto de 2019 
  22. Blake 2012, p. 512
  23. a b c d Blake 2012, p. 516
  24. a b Purvis 2018, p. 76
  25. a b Sutcliffe 2016, p. 278
  26. Sutcliffe 2016, p. 167
  27. Berginiat & Braae 2016, p. 176
  28. Purvis 2018, p. 270
  29. Purvis 2018, p. 325
  30. Purvis 2018, p. 203
  31. Purvis 2018, p. 245
  32. Purvis, 2018, p. 74

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Nota: Obra usada como fonte para a redação do artigo – este símbolo assinala as obras usadas como fontes para a redação do artigo.

  • Berginiat, Marie; Braae, Nick (2016). Queen la discographie [Discografia de Queen] (em francês). [S.l.]: Camion blanc. 231 páginas. ISBN 9782357798267 . Obra usada como fonte para a redação do artigo
  • Blake, Mark (14 de setembro de 2012). Queen: Toute l'histoire [Queen: Toda a História] (em francês). [S.l.]: Camion Blanc. 652 páginas. ISBN 9782357792012 . Obra usada como fonte para a redação do artigo
  • Purvis, Georg (abril de 2007). Queen: Complete Works [Queen: Trabalho Completo] (em inglês). [S.l.]: Reynolds & Hearn. 544 páginas. ISBN 9781905287338 . Obra usada como fonte para a redação do artigo
  • Sutcliffe, Phil (19 de outubro de 2016). Queen: Les Rois du rock [Queen: Os Reis do Rock] (em francês). [S.l.]: EPA Editions. 296 páginas. ISBN 9782851208842 . Obra usada como fonte para a redação do artigo
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