Ir para o conteúdo

Arquitetura islâmica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Arquitectura islámica)

A arquitetura islâmica (em árabe: عمارة إسلامية) compreende os estilos arquitetónicos dos edifícios associados ao Islão. Engloba os estilos secular e religiosos desde o início da história do Islão. O mundo islâmico abrange uma ampla área geográfica que historicamente se estende desde a África ocidental e a Europa até ao leste da Ásia. Os estilos arquitectónicos islâmicos possuem certas semelhanças em todas estas regiões, mas ao longo do tempo diferentes regiões desenvolveram os seus próprios estilos de acordo com materiais e técnicas locais, dinastias e patronos locais, diferentes centros regionais de produção artística e, por vezes, diferentes filiações religiosas.[1][2] Os principais tipos de construções da arquitetura islâmica são: as mesquitas, as tumbas ou túmulos (português de Portugal), os palácios e os fortes. De menor importância são os banhos públicos, as fontes, e a arquitetura doméstica.

A arquitetura islâmica primitiva foi influenciada pela romana, bizantina, iraniana e arquitetura da Mesopotâmia e por todas as outras terras que as primeiras conquistas muçulmanas dominaram nos séculos VII e VIII[3][4][5] Mais tarde desenvolveu características distintas na forma de edifícios e na decoração de superfícies com caligrafia islâmica, arabescos e motivos geométricos. [6] Foram inventados novos elementos arquitectónicos como minaretes, muqarnas e arcos multilobulados. As tipologias mais comuns ou importantes do edifícios na arquitetura islâmica incluem as mesquitas, madrasas, tumbas, palácios, hammams (banhos públicos), hospícios Sufi (por exemplo, khanqahs ou zawiyas), fontanários e sebils, edifícios comerciais (por exemplo caravançarais e bazaares) e fortificações militares.[2]

Suas características marcantes são utilização de colunas, arcos e cúpulas.

História

[editar | editar código]

A Era Islâmica começou com a formação do Islão sob a liderança de Maomé no início do século VII Arábia. A primeira mesquita foi uma estrutura construída por Maomé em Medina em 622, logo após a sua Hégira (migração) de Meca, que corresponde ao local da actual Mesquita do Profeta (al-Masjid an-Nabawi).[7][8] É geralmente descrita como a sua casa, mas pode ter sido concebida para servir como centro comunitário desde o início.[7] Consistia numa estrutura simples de pátio construída em tijolo cru, com planta retangular, quase quadrada, com cerca de 53 por 56 metros.[7][9] Um pórtico sombreado sustentado por troncos de palmeiras encontrava-se no lado norte do pátio, na direção da oração (a quibla), que inicialmente era em direção a Jerusalém. Quando a quibla foi alterada para ficar virada para Meca, em 624, foi acrescentado um pórtico semelhante no lado sul, virado para aquela cidade.[7] Maomé e a sua família viviam em quartos separados anexos à mesquita, e o próprio Maomé foi enterrado num desses quartos após a sua morte, em 632.[7] Durante o resto do século VII e no VIII, a mesquita foi repetidamente ampliada para incluir um grande salão de orações com um telhado plano suportado por colunas (um salão hipostilo) com um pátio central.[7] Tornou-se um dos principais modelos para as primeiras mesquitas construídas noutros locais.[7][9] Os estudiosos concordam geralmente que, para além da mesquita/casa de Maomé, a arquitectura da Península Arábica parece ter tido apenas um ténue papel na formulação da arquitectura islâmica posterior.[10][11][5][12]

Antes do início das conquistas árabe-muçulmanas do século VII, as duas maiores potências do Médio Oriente e do Mundo Mediterrâneo oriental eram as do Império Bizantino (Romano Oriental) e o Império Sassânida. Estes dois impérios cultivaram as suas próprias tradições arquitetónicas importantes. Ocupando as fronteiras entre estes dois impérios – nas regiões desérticas e estepes da Síria, Palestina, Mesopotâmia e norte da Arábia – Eram dois Estados clientes tribais árabes: os lácmidas, que eram clientes dos Sassânidas e tinham a sua capital em Hira (na actual Iraque), e os gassânidas, que eram clientes dos Bizantinos e protegiam as suas fronteiras orientais.[13] Estas duas dinastias árabes foram importantes impulsionadores da arquitetura nas suas respetivas regiões.[13] A sua arquitetura não é bem compreendida devido à escassez de vestígios identificáveis ​​hoje em dia, mas eles foram buscar e adaptaram a arquitetura dos seus suseranos bizantinos e sassânidas.[14][15] Alguns dos seus edifícios são conhecidos pela arqueologia ou por textos históricos, como os palácios lácmidas de Cauarnaque e Assadir em Hira, uma igreja gassânida com decoração mosaica em Nitil (perto de Madaba), e uma sala de audiências gassânidas incorporada na posterior residência rural omíada em Arrussafa.[13][16][17] A cultura e a arquitectura dos lácmidas e dos Gassânidas desempenharam provavelmente um papel subsequente na transmissão e filtragem das tradições arquitectónicas dos mundos sassânida e bizantino/romano para as dinastias árabes islâmicas posteriores que estabeleceram os seus centros políticos nas mesmas regiões.[18][19][20]

Quando as primeiras conquistas árabe-muçulmanas se espalharam a partir da Península Arábica no século VII e avançaram pelo Médio Oriente e Norte de África, foram estabelecidas novas cidades-guarnição nos territórios conquistados, como Fostate no Egito e Cufa no atual Iraque. As mesquita congregacional centrais destas cidades foram construídas no formato hipostilo.[7] Noutras cidades, especialmente na Síria, novas mesquitas foram estabelecidas através da conversão ou ocupação das igrejas existentes nas cidades, como por exemplo em Damasco e Hama.Bloom & Blair 2009, Mosque Estas primeiras mesquitas não tinham minaretes, embora pequenos abrigos pudessem ter sido construídos nos telhados para proteger o muezim enquanto emitiam o chamado à oração.[21]

Em 630, quando o exército de Maomé reconquistou a cidade de Meca, o santuário da Caaba foi reconstruído e dedicado ao Islão; a obra foi executada por um náufrago carpinteiro etíope, em seu estilo nativo, e concluída antes da morte de Maomé em 632, vindo a tornar-se um dos primeiros trabalhos de grande envergadura da arquitetura islâmica.

As paredes foram decoradas com pinturas de Jesus, Maria, Abraão, profetas e anjos. A partir do século VIII, a doutrina islâmica, baseada no Hadiz, proibiu o uso de imagens em sua arquitetura, sobretudo as de humanos e de animais.

No século VII, as forças muçulmanas conquistaram extensos territórios. Ao se estabelecerem em uma região, sua primeira preocupação era encontrar um lugar para erguer uma mesquita. O desenho simples, baseado na casa do profeta Maomé, tornou-se o padrão de construção dessas novas mesquitas ou de adaptação de edifícios já construídos como igrejas.

Influências e estilos tradicionais

[editar | editar código]
O Domo da Rocha é um exemplo chave da arquitetura islâmica

Um estilo de arquitetura islâmica facilmente reconhecível se desenvolveu pouco depois da morte do profeta Maomé, formado a partir de modelos romanos, egípcios, persas e bizantinos. A rapidez de seu surgimento teve como marco o ano 691, com a finalização do Domo da Rocha (Qubbat al-Sakhrah), em Jerusalém, que apresenta traços abobadados, um domo circular, e o uso de estilizados e repetitivos padrões decorativos (arabesco).

A Basílica de Santa Sofia, em Istambul, também influenciou a arte islâmica, ao agregar elementos da arquitetura bizantina. Quando os otomanos capturaram a cidade dos bizantinos em 1453, converteram-na de basílica em mesquita. Com o fim do Império tornou-um museu e em julho de 2020 foi novamente convertida em mesquita, status que tem atualmente. Essa igreja também serviu de modelo para muitas outras mesquitas otomanas, como a Mesquita Sehzade e a Mesquita de Süleymaniye.

Arquitetura persa

[editar | editar código]

Uma das primeiras civilizações com a qual o Islã entrou em contato foi com a persa, da qual os islâmicos absorveram abundantes elementos.

Muitas cidades, como Bagdá, por exemplo, foram erguidas junto a construções precedentes, como Firuzabade, na Pérsia. É sabido que dentre as pessoas contratadas por Almançor para desenhar os planos da cidade, encontravam-se Naubakht (نوبخت), um antigo persa seguidor de Zoroastro, e Mashallah (ماشاءالله), um antigo judeu de Coração, Irã.

Arquitetura andaluza ou mourisca

[editar | editar código]
Vista do interior da Mesquita de Córdoba

A construção da grande Mesquita de Córdoba, começada no ano 785, marcou o começo da arquitetura islâmica na Península Ibérica e no norte da África. Essa mesquita se destaca por seus arcos interiores em forma de ferradura.

A arquitetura andaluza atingiu seu clímax com a construção da Alhambra, o magnífico palácio-fortaleza de Granada, com seus espaços abertos e afrescos em roxo, azul e dourado. As paredes são decoradas com estilizados motivos de folhagens, inscrições em árabe, e desenhos com arabescos nas paredes azulejadas.

Pouco antes de concluída a reconquista cristã, a influência islâmica teve seu derradeiro impacto na arquitetura da Espanha, através do estilo mudéjar, mesclando elementos cristãos e muçulmanos.

Arquitetura otomana

[editar | editar código]
A Mesquita Azul em Istambul

A arquitetura do Império Otomano caracteriza-se por suas grandes mesquitas, baseadas nos modelos de Sinán, como a Mesquita de Süleymaniye, de meados do século XVI. Durante cerca de 500 anos, exemplos da arquitetura bizantina serviram de modelos para a maioria das mesquitas otomanas, como a Mesquita Sehzade e a Mesquita Rüstem Pash.

Os otomanos desenvolveram uma arquitetura de alto nível, nas terras que dominaram. Dominaram a técnica de construir extensos espaços internos confinados por abóbadas, e de alcançar a harmonia perfeita entre os espaços interiores e exteriores, assim como entre a luz e a sombra. A mesquita deixou de ser um compartimento escondido e escuro, com suas paredes cobertas por arabescos, para se tornar um santuário do equilíbrio estético e técnico, da elegância refinada e, de uma forma indireta, do transcendental, do divino.

Arquitetura fatímida

[editar | editar código]
Mesquita de Aláqueme Biamir Alá

Os Fatímidas adotaram o modelo arquitetônico tulúnida, mas também desenvolveram suas próprias técnicas, das quais a Mesquita de Aláqueme é um exemplo. Sua primeira mesquita congregacional, no Cairo, foi a Mesquita de Alazar ("a esplêndida"), que, junto à sua instituição adjacente, a Universidade de Alazar, se converteu no centro espiritual do Ismaelismo.

Outros exemplos destacados dessa arquitetura são as elaboradas construções funerárias e as monumentais portas das muralhas da cidade do Cairo, instaladas pelo poderoso emir e vizir fatímida Badre Aljamali (c. 1073–1094).

Arquitetura mameluca

[editar | editar código]
Mesquita do Sultão Hassan, no Cairo, Egito

No reino dos Mamelucos (1250-1517) a arte islâmica recebeu um impressionante florescimento, caracterizando-se pelo zelo religioso, que viria a se tornar um padrão de arquitetura e das artes em geral. Suas técnicas apuradas utilizavam o claro-escuro e outros recursos óticos para produzir efeitos luminosos em seus edifícios. As abóbadas majestosas, os pátios, e os Minaretes altíssimos (que podem ser vistos nos bairros mais antigos da cidade do Cairo), são uma boa demonstração do esplendor dessa arte.

Arquitetura mogol (Babur)

[editar | editar código]
O Taj Mahal, em Agra, na Índia, construído pelo imperador mogol Shah Jahan, como mausoléu para sua esposa

Um estilo arquitetônico distinto desenvolveu-se na Índia, por volta do século XVI, com a fusão de elementos persas e hindus. Exemplo desse estilo é a cidade real de Fatehpur Sikri, construída pelo imperador mogol, Akbar, em 1500 aproximadamente.

Mas o exemplo por excelência da Arquitetura mogol é, inegavelmente, o célebre Taj Mahal, "uma lágrima na eternidade", terminado em 1648 pelo imperador Shah Jahan, em memória de sua esposa Mumtaz Mahal, que morreu ao dar à luz o seu 14º filho. Ele representa o ponto culminante da arquitetura islâmica na Índia, sendo reconhecido como um dos mais belos edifícios do mundo. É totalmente simétrico, com exceção do sarcófago de Shah Jahan, que é excêntrico devido à sua colocação no quarto da cripta, debaixo do piso principal. O uso abundante de pedras preciosas e semipreciosas, e a vasta quantidade de mármore branco requerida pela obra, quase levou o império à bancarrota.

Arquitetura sino-islâmica

[editar | editar código]
A Grande mesquita de Xi'an, China

A primeira mesquita na China surgiu no século VII, durante a Dinastia Tang, em Xi'an. A Grande Mesquita de Xi'an, cujas atuais instalações datam da Dinastia Ming, não imita a maioria das características associadas às mesquitas tradicionais, tendendo a subordinar-se aos clássicos padrões da arquitetura chinesa. As mesquitas localizadas na China ocidental incorporam elementos tipicamente islâmicos, encontrados no Oriente Médio, como minaretes altos, arcos curvos e terraços em forma de cúpula, mas as mesquitas do leste tendem a se assemelhar a pagodes. Ainda assim, a China é renomada por suas belas mesquitas, semelhantes a templos.

A característica mais importante da arquitetura sino-islâmica é sua ênfase na simetria, detalhe que lhe confere uma certa grandeza. Ela se aplica tanto a palácios quanto a mesquitas. Todavia, uma exceção notável encontra-se no desenho de jardins, que tendem a ser assimétricos.

Arquitetura afro-islâmica

[editar | editar código]
Grande Mesquita de Djenné, em Mali, exemplo do estilo de arquitetura afro-islâmica

A conquista muçulmana do norte da África motivou um notável desenvolvimento arquitetônico nessa região, do qual a cidade do Cairo é um de seus exemplos. No Sael, a influência da arquitetura islâmica cresceu inicialmente nas cidades de Jené e de Tombuctu. A Mesquita de Sancoré, em Tombuctu, era similar em estilo à Grande Mesquita de Jené.

Em Cumbi Salé, no bairro onde se concentravam os comerciantes, ergueram-se 12 belas mesquitas (descritas por Albacri). Madeira e barro eram os materiais mais empregados nas construções. A famosa cidade do Benim possuía um grande complexo de edifícios de barro, com terraços de ripas. O palácio real tinha uma sequência de espaços cerimoniais, adornados com placas de cobre amarelo (Bronzes de Benim).

Interpretações

[editar | editar código]
Caligrafia árabe gravada no portal de acesso ao Taj Mahal

As interpretações mais comumente aplicadas à Arquitetura Islâmica, podem ser assim resumidas:

  • O conceito do poder infinito de Alá, que é evocado por desenhos que repetem os temas, sugerindo o Infinito.
  • As formas humanas e animais raramente aparecem na arte decorativa, pois se considera mais importante retratar a obra de Alá.
  • A caligrafia árabe é usada para realçar o interior de um edifício (ou o caminho de acesso a ele, como no Taj Mahal), com citações do Alcorão.
  • A Arquitetura Islâmica tem sido chamada de “arquitetura velada”, porque sua beleza artística não raro se esconde nos espaços interiores dos edifícios (como nos pátios), ocultando-se aos olhos do observador externo. Por outro lado, o uso de formas majestosas, tais como grandes abóbadas e minaretes elevados, pretende transmitir energia e alardear o poder e a cultura muçulmanas.

Veja também

[editar | editar código]

Referências

[editar | editar código]
  • Ettinghausen, Richard and Grabar, Oleg. (1987) The Art and Architecture of Islam: 650 - 1250, Penguin, USA
  • Copplestone, Trewin. (ed). (1963). World architecture - An illustrated history. Hamlyn, London.
  1. Tabbaa, Yasser (2007). «Architecture». In: Fleet, Kate; Krämer, Gudrun; Matringe, Denis; Nawas, John; Rowson, Everett. Encyclopaedia of Islam, Three (em inglês). [S.l.]: Brill. ISBN 9789004161658 
  2. a b Bloom & Blair 2009, "Architecture".
  3. Petersen 1996, p. 295: “Como os árabes não tinham uma tradição arquitetónica adequada às necessidades de um grande império, adotaram os métodos de construção dos impérios sassânida e bizantino derrotados. Como governavam a partir da Síria, a influência bizantina era mais forte, embora os elementos sassânidas se tornassem cada vez mais importantes."
  4. Ettinghausen, Grabar & Jenkins-Madina 2001, p. 7.
  5. a b Bloom; Blair, Sheila (2009). «Architecture». In: Jonathan. The Grove Encyclopedia of Islamic Art and Architecture. [S.l.]: Oxford University Press. pp. 74, 78. ISBN 978-0-19-530991-1. Embora a Síria tenha permanecido o centro do império islâmico por menos de 90 anos, o seu papel no desenvolvimento da arquitetura islâmica foi crucial. A própria civilização antiga da região, unificada e transformada pela helenização e sobreposta com elementos romanos e cristãos, forneceu a base para o novo estilo arquitetónico. As formas e convenções da arquitetura Clássica eram mais bem compreendidas na Síria do que nas terras mais a leste, e como resultado, parte do vocabulário da arquitetura Omíada — de coluna e capitel, arco ogival e cúpula, nervura e abóbada — é familiar a um observador Ocidental. No entanto, estas tradições diminuíram em importância, à medida que os construtores muçulmanos começaram a adotar os estilos arquitetónicos das terras recém-conquistadas a leste — na Mesopotâmia, Irão, Ásia Central e até mesmo Índia. (...) A dinastia Abássida de califas, fundada em 749, governou a maior parte das terras islâmicas a partir de cidades capitais no Iraque durante uma era de ouro que durou pelo menos até ao final do século IX. Novos estilos de arquitetura foram caracterizados por formas, técnicas e motivos de origem iraquiana e iraniana. Algumas características destes estilos, como abóbadas de tijolo e rebocos de estuque, já tinham aparecido em edifícios erigidos no final do período Omíada (661–c. 750; ver §III acima), mas tornaram-se cada vez mais difundidas como resultado do poder e prestígio da corte Abássida. Nas terras islâmicas em torno do Mediterrâneo, as tradições da Antiguidade Tardia de construção em pedra com cobertura de madeira continuaram, embora novas técnicas e estilos tenham sido eventualmente introduzidos a partir do Iraque. 
  6. Bloom & Blair 2009, Ch.s "Architecture", "Ornament and pattern".
  7. a b c d e f g h Bloom & Blair 2009, Mosque
  8. Bloom & Blair 2009, Medina
  9. a b Petersen 1996, pp. 195–197.
  10. Ettinghausen, Richard; Grabar, Oleg; Jenkins, Marilyn (2001). Islamic Art and Architecture: 650–1250 2nd ed. [S.l.]: Yale University Press. 7 páginas. ISBN 978-0-300-08867-0. With the partial and possibly controversial exception of Muhammad's house, it is a question largely of moods and attitudes; forms and motifs came almost exclusively from the lands conquered by Islam. 
  11. Kamola, Stefan (2019). «Īlkhānids». In: Fleet, Kate; Krämer, Gudrun; Matringe, Denis; Nawas, John; Rowson, Everett. Encyclopaedia of Islam, Three (em inglês). [S.l.]: Brill. ISBN 978-90-04-16165-8 
  12. Grabar, Oleg; Delius, Peter; Hattstein, Markus (2011). «Art and Culture in the Islamic World». Islam: Art and Architecture. [S.l.]: h.f.ullmann. pp. 36–37. ISBN 978-3-8480-0380-8. Nesta fase do conhecimento académico, no entanto, é provavelmente justo dizer que o passado árabe do Islão, essencial para a compreensão da fé e das suas práticas, e a língua árabe e a sua literatura, não é tão importante para as formas usadas pela arte islâmica quanto o mundo imensamente mais rico, do Oceano Atlântico à Ásia Central, assumido pelo Islão nos séculos VII e VIII. Mesmo mais tarde, após séculos de crescimento independente, novas conquistas na Anatólia ou na Índia continuaram a trazer novos temas e ideias locais para a corrente principal da arte islâmica. 
  13. a b c Hattstein & Delius 2011, p. 36.
  14. Shahîd 1995a, pp. 401-403.
  15. Flood & Necipoğlu 2017, p. 58.
  16. Shahîd 1995b, pp. 277-280.
  17. Shahîd 1995a, p. 334.
  18. Shahîd 1995a, pp. 391, 402.
  19. Yāsamīn Zahrān. (2009). The Lakhmids of Hira: Sons of the Water of Heaven. Stacey International. p. 179.
  20. Ettinghausen, Grabar & Jenkins-Madina 2001, pp. 4-5.
  21. Bloom & Blair 2009, Minaret