Carlinhos Felix

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Carlinhos Felix
Carlinhos Felix durante entrevista.
Informação geral
Nome completo José Carlos Felix
Também conhecido(a) como Carlinhos do Rebanhão
Nascimento 25 de janeiro de 1962 (56 anos)
Origem Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
País  Brasil
Gênero(s) Rock cristão, rock progressivo, rock experimental, hard rock, pop rock, MPB, Gospel, tropicália, Música cristã contemporânea
Instrumento(s) Vocal, Guitarra, Violão, Baixo, Multi-instrumentista
Período em atividade 1979 - Atualmente
Outras ocupações Compositor, Produtor Musical, Professor, Engenheiro Civil, Ator e Arranjador
Gravadora(s) Warner Music Brasil (1991-1992)
Line Records (1992-1993)
MK Music (1993-1997)
Honor Music (1997-1998, 2000-2002, 2007-2010)
AB Records (1998-1999)
Franc Records (2002-2003)
Graça Music (2004-2006)
Som Livre (2010-2011)
Sony Music (2012-2014)
Onimusic - com o Rebanhão (2016-atualmente)
Afiliação(ões) Adhemar de Campos, Asaph Borba, Banda e Voz, Lucas Ribeiro, Paulo César Graça e Paz, Rebanhão, Sinal Verde, Zé Canuto
Influência(s) Adhemar de Campos, Asaph Borba, George Benson, Grupo Logos, Janires, João Alexandre, Paulinho Guitarra, Paulo Cezar, Pedro Braconnot, Steve Lukather, Toney Fontes, Vencedores por Cristo
Influenciado(s) Val Martins, Paulo César Baruk
Página oficial www.carlinhosfelix.com.br

Carlinhos Felix, nome artístico de José Carlos Felix[1] (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1962), é um cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor musical, professor, engenheiro civil, ator e arranjador brasileiro. Guitarrista e vocalista da banda Rebanhão, Carlinhos possui carreira solo e gravações com vários artistas do cenário religioso em quase quarenta anos de trajetória.

Iniciou sua carreira em 1979, como baixista da banda Sinal Verde. Um ano depois, foi convidado para formar o Rebanhão com outros músicos da Igreja Presbiteriana de Copacabana. Formado no Instituto Villa-Lobos no Rio de Janeiro, Carlinhos é descrito como um dos responsáveis por uma revolução ocorrida na música cristã brasileira através do Rebanhão. Na banda atuou como vocalista com o cantor Janires, que saiu para dedicar-se a outros projetos em 1985. Com a saída de Janires, Felix se tornou o principal vocalista do Rebanhão, embora tenha divido a função com Pedro Braconnot e Paulo Marotta. Compôs diversas faixas de grande notoriedade do grupo, como "Selo do Perdão", "Luz do Mundo", "Novo Dia", "Grito de Silêncio", dentre outras. Em 1991, iniciou sua carreira solo com o álbum Coisas da Vida e gravou o álbum Pé na Estrada, o último do Rebanhão com sua participação. Deixou o grupo em 1991 para dedicar-se exclusivamente à carreira solo.[2]

O cantor também é também um dos músicos cristãos mais conhecidos, respeitados e conceituados de sua época.[3] Sua carreira solo destacou-se, com maior alcance durante a década de 1990. Na primeira metade dos anos 90, o músico gravou discos de alta notoriedade, como Basta Querer (1993) e Ao Vivo (1996), gravado ao vivo na casa de shows Canecão. Na década seguinte, o cantor morou fora do país e chegou a gravar o disco Ao Vivo na Flórida. De volta ao Brasil, fundou uma escola de música em Vila Velha, Espírito Santo.[4]

Infância e Juventude[editar | editar código-fonte]

Natural do Rio de Janeiro, iniciou seus contatos com a música estudando violão com o professor Nilo,[3] tudo isto impulsionado através da conversão religiosa de sua mãe, quando Felix tinha oito anos. A partir daí, na igreja ao qual era membro, recebeu incentivos na música.[1]

Após isso, ingressou no Instituto Villa-Lobos, onde se formou. Mais tarde, passou a trabalhar na Petrobras. O músico é formado em engenharia.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Após formar-se no Instituto Villa-Lobos, passou a atuar como músico profissional. O primeiro grupo em que integrou-se foi o Sinal Verde, uma banda de rock progressivo formada por membros da Igreja Presbiteriana de Copacabana. Dentre os integrantes, o principal compositor deste conjunto era Lucas Ribeiro, e foi com o músico que Carlinhos escreveu algumas de suas primeiras composições.[5]

Enquanto o Sinal Verde se apresentava em vários locais do Brasil, Carlinhos Felix trabalhava na Petrobras, empresa a qual permitia que o músico faltasse dias de trabalho para viagens. Segundo o baterista do Sinal Verde, isto foi crucial para que Felix conseguisse conciliar seu trabalho como músico com a de engenheiro. Ao mesmo tempo, chegara na igreja o músico Janires, que estava formando o Rebanhão e precisava de um guitarrista no grupo. E como dentre de todos do Sinal Verde Felix tinha mais tempo disponível, Janires o convidou para ingressar no Rebanhão.[5]

O primeiro trabalho do Rebanhão foi lançado ainda em 1981, de título Mais Doce que o Mel. O trabalho teve alta notoriedade no segmento, considerado uma obra-prima da música cristã brasileira. Neste trabalho, Carlinhos escreveu a letra de cinco das dez canções, dividindo os vocais com Janires. Com a popularidade do Rebanhão, Carlinhos Felix deixou o Sinal Verde.[5]

Em 1983 a banda lançou o trabalho Luz do Mundo, também executado em rádios não-cristãs do Rio de Janeiro. Junto com a banda gravou o disco Janires e Amigos, o primeiro álbum ao vivo da música cristã brasileira.[6][7][8] Após a saída de Janires, o Rebanhão fechou um contrato com a gravadora PolyGram e a partir daí foram lançados trabalhos no comando do trio Felix, Braconnot e Marotta. Ao contrário de Janires, Felix e Pedro Branconott levaram o Rebanhão à uma sonoridade guiada pela música pop, mas não deixando o rock como gênero principal do trabalho. Em 1986 lançou Semeador e dois anos depois Novo Dia.[9] Anos depois era lançado o disco Princípio.[10]

Em 1988, Carlinhos participou do disco Falando de Vida, da Banda e Voz, escrevendo e cantando a música "Falando de Vida", que se tornou um dos principais sucessos do grupo carioca.[11]

Em março de 1991, Carlinhos Felix começa a gravar seu primeiro álbum solo, intitulado Coisas da Vida. Pedro Braconnot, também integrante do Rebanhão, colaborou nas gravações. Mais tarde, gravou Pé na Estrada, seu último álbum na banda. Segundo o próprio, a saída do Rebanhão foi natural e tranquila.

No ano seguinte, lançou pela Line Records seu segundo projeto solo, Carlinhos Felix, mas seu destaque veio com Basta Querer, lançado em 1993 pela MK Music, com o sucesso da faixa-título. Anos depois, produziu o primeiro álbum da coletânea Amo Você.[11] e gravou o álbum Nada a Perder, com a participação de Paulo Marotta em "Muro de Pedra".[13] A seguir, lançou vários trabalhos, recebendo prêmios e indicações, como o Troféu Promessas, Troféu Jubileu[9] e Troféu Talento, sendo neste último homenageado em 2004 por sua contribuição à música cristã brasileira.[14]

Carlinhos morou por três anos nos Estados Unidos, onde atuou como Diretor da Honor Music Ministry. Ministrou nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Portugal. Foi nomeado Capelão pela Suprema Corte de Justiça de Nova York (Ministry Incorporated At Supreme Court Of Justice State Of New York), pastor consagrado pelas Assembléias de Deus (EUA) ligado ao The General Council of the Assemblies of God.

No ano de 2003 retornou passou a residir em Vila Velha (ES), sendo incorporado membro da "Missão Evangélica Praia da Costa em Vila Velha".[4]

Dos diversos prêmios que recebeu durante a carreira, destacam-se "Melhor Cantor Gospel" pela Revista Vinde em 1997 e 1998, e "Melhor Performance em Palco" pela mesma revista. Recebeu o "Troféu 105", da Rede Aleluia (FM), e foi indicado a "Disco do Ano" e "Melhor Cantor" nos anos de 1998, 1999 e 2000. Nos Estados recebeu o "Troféu Jubileu", da Rádio Paraíso de Miami. Em 2004 foi homenageado pelo Troféu Talento, no Credicard Hall, em São Paulo.

Nos Estados Unidos recebeu diversos prêmios e tocou com artistas importantes da música gospel americana, entre eles Backstreet Boys, Michael W. Smitt, Marcos Witt, Phill Pery, Nathan East, Bob James e Andraé Crouch. Durante a carreira, tocou com músicos respeitados no Brasil como Hélio Delmiro, André Neiva, Zé Canuto, Paulinho Guitarra, Cláudio Infante, Val Martins entre outros músicos de renome.

Em 2004, lançou o trabalho Na Tua Sombra pela gravadora Graça Music com produção de Ruben di Souza, ao qual se destacou a música "Santo Nome". Sua versão em DVD foi gravada no Olympia em São Paulo no ano seguinte.[9]

Após fechar um contrato com a Som Livre, lançou em 2011 o disco Primeiro Amor - O Melhor de Carlinhos Felix, uma coletânea de regravações de grandes sucessos do músico.[15][16]

Em outubro de 2012, o cantor fechou um contrato com a gravadora Sony Music, e a partir daí anunciou o lançamento do disco Lindo Senhor. O single, "Baião Eletrônico", foi liberado na semana seguinte.[17] O projeto reúne regravações do músico ao vivo no evento Jesus Vida Verão, unindo algumas músicas inéditas, e regravações de outros artistas, como as músicas "Baião Eletrônico", da Banda Azul, "Amor de Deus", do Fruto Sagrado e Marca da Promessa do Trazendo a Arca.[12]

Em 2013, o cantor atuou no filme "Um Lugar Para ser Feliz".[18]

Em 2014, o cantor lançou o single "Não Posso me Calar", e pouco tempo depois voltou à banda Rebanhão, juntamente com Pedro Braconnot, Paulo Marotta e Pablo Chies.[19][20]

Críticas[editar | editar código-fonte]

Rebanhão:[editar | editar código-fonte]

Em uma entrevista à Folha de S. Paulo em 1991, o músico declarou que sofreu muito preconceito pelos religiosos da época principalmente por conta dos instrumentos que o Rebanhão utilizava.[21]

Guerra entre Igrejas:[editar | editar código-fonte]

Em 2012, Carlinhos Felix usou seu Twitter para fazer uma crítica dos confrontos entre a Igreja Universal do Reino de Deus e Mundial do Poder de Deus, reprovando o fato. "Hoje acordei pensando nessa guerra de tronos que está existindo. O mais preocupante é que todos são profundos conhecedores da palavra! Ou não? Resolvi tirar um tempo de oração por essa galera, em vez de ficar esperando o vencedor dessa guerra! Vamos nessa? Isso é muito sério."[22]

Música Cristã Contemporânea - Anos 2000:[editar | editar código-fonte]

A partir de sua volta ao Brasil, em entrevista, o cantor declarou ter encontrado muita música sem identidade, e com fraqueza lírica e sonora, e que isso estava desvalorizando a música cristã brasileira, também relaxando os talentos.[4]

"Por aqui tenho ouvido muita coisa sem identidade. Estamos atravessando um momento de cópia. Acho que a coisa está indo muito para o lado comercial e o medo de fazer um projeto e não vender faz as pessoas copiarem o que está vendendo. Acho que isso tem empobrecido a nossa rica música gospel e relaxado os talentos. Acredito que Deus tem dado muitas músicas e letras lindas para os compositores, mas estas pérolas estão sendo engavetadas e muitas indo para o lixo por causa do sistema que tem invadido o nosso ambiente."[4]

Quase dez anos depois, o músico não mudou sua opinião, porém declarando que existem pontos positivos que devem ser observados, como a abertura e a liberdade na criação e audição de músicas.[12]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de Estúdio:
Ano de Lançamento Título Gravadora
1991 Coisas da Vida Continental/Warner Music Brasil
1992 Carlinhos Felix Line Records
1993 Basta Querer MK Music
1995 Nada a Perder MK Music
1997 Toda Reverência Honor Music
1999 Não Desista AB Records
2003 Pensando em Você Franc Records
2004 Na Tua Sombra Graça Music
2008 Obediência Honor Music
2011 Primeiro Amor - O Melhor de Carlinhos Felix Som Livre
Álbuns Ao vivo:
Ano de Lançamento Título Gravadora
1996 Ao Vivo MK Music
2001 Ao Vivo na Flórida Honor Music
2012 Lindo Senhor Sony Music
Compilações:

Com o Rebanhão:[editar | editar código-fonte]

Ano de Lançamento Título Gravadora
1981 Mais Doce que o Mel Doce Harmonia
1983 Luz do Mundo Arca Musical Evangélica
1985 Janires e Amigos Doce Harmonia
1986 Semeador Barclay/Polygram - Selo Evangélico
1988 Novo Dia Polygram - Selo Evangélico
1990 Princípio Gospel Records
1991 Pé na Estrada Gospel Records
2017 Rebanhão 35 Anos Gravadora Independente

Com a Banda Sinal Verde:[editar | editar código-fonte]

Como Músico convidado e/ou Produtor musical:[11][editar | editar código-fonte]

  • 1988: Falando de Vida - Banda e Voz (vocal em "Falando de Vida")
  • 1988: Expresso Luz - Expresso Luz (guitarra)
  • 1988: Volta - Grupo Águas (guitarra)
  • 1995: Amo Você Vol. 1 - Vários Artistas (produção musical e vocal em "Milagre de Amor")
  • 1996: Amo Você Vol. 2 - Vários Artistas (produção musical e vocal em "Nós Dois")
  • 1997: Amo Você Vol. 3 - Vários artistas (vocal em "Verdadeiro Amor")
  • 1999: Acústico 10 Anos - Fruto Sagrado (vocal em "Amor de Deus")
  • 2006: Minhas Canções na Voz dos Melhores Vol. 1 - Vários artistas (vocal em "Festa no Céu")
  • 2007: Minhas Canções na Voz dos Melhores Vol. 2 - Vários artistas (vocal em "Pare de Sofrer" e "Sempre Juntos")
  • 2010: "Sorria": Single da Comunidade das Nações - Vários artistas (vocal)

Videografia[editar | editar código-fonte]

  • 1995: Rock in Rio Café (VHS)
  • 2005: Na Tua Sombra (DVD)

Referências

  1. a b c «Carlinhos Felix: multiplicador de conhecimentos». Comunhão. Consultado em 12 de dezembro de 2013 
  2. «Um cidadão da Jerusalém Celestial». Valter Júnior. Consultado em 24 de agosto de 2012. Cópia arquivada em 24 de agosto de 2012 
  3. a b c «Carlinhos Felix». Antena Gospel. Consultado em 12 de dezembro de 2013  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "bio" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  4. a b c d «Entrevista: Carlinhos Felix». Super Gospel. Consultado em 5 de outubro de 2012 
  5. a b c «Trazendo à memória - Sinal Verde». Gospel Músikas. Consultado em 12 de dezembro de 2013 
  6. «Rebanhão». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 18 de agosto de 2012 
  7. Do Nascimento Cunha, Magali (2007). A Explosão Gospel: um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico. Rio de Janeiro: Google Books. ISBN 978-85-7478-228-7. Consultado em 27 de agosto de 2012  |editora= e |publicado= redundantes (ajuda)
  8. «Luz do Mundo». Arquivo Gospel. Consultado em 30 de agosto de 2012 
  9. a b c «Dados artísticos». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 5 de outubro de 2012 
  10. «História». Rebanhão. Consultado em 20 de setembro de 2012 
  11. a b c Luz, Érica de Campos Visentini da (2008). A produção musical evangélica no Brasil (PDF). (Tese, Doutorado em História). São Paulo: USP - Biblioteca Digital 
  12. a b c d «Conversamos com Carlinhos Felix que falou sobre Rebanhão, Sony Music e o novo CD - Lindo Senhor». Super Gospel. Consultado em 12 de dezembro de 2013 
  13. «Discografia». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 5 de outubro de 2012 
  14. «Troféu Talento 2004 firma Diante do Trono como o principal nome do gospel nacional». Universo Musical. Consultado em 5 de outubro de 2012 
  15. «Carlinhos Felix se prepara para lançar CD na Som Livre». Alfavip. Consultado em 5 de outubro de 2012 
  16. «Biografia». Carlinhos Felix. Consultado em 5 de outubro de 2012 
  17. «Carlinhos Felix fecha contrato com a Sony Music Gospel». Missão Gospel. Consultado em 25 de outubro de 2012 
  18. «Carlinhos Felix». Comunhão. Consultado em 20 de agosto de 2015 
  19. «Rebanhão inicia ensaios para gravação de DVD». O Propagador. Consultado em 1 de dezembro de 2014 
  20. «Entrevista: Carlinhos Felix». O Propagador. Consultado em 1 de dezembro de 2014 
  21. a b Mariano, Ricardo (1999). Neopentecostais: Sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. [S.l.]: Edições Loyola. ISBN 978-85-1501-910-6. Consultado em 18 de agosto de 2012 
  22. «No Twitter, Carlinhos Felix critica igrejas em guerra». Gospel+. Consultado em 5 de outubro de 2012