Celso Kallarrari

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Celso Kallarrari
Lançamento O Ritual dos Chrysântemos, auditório UNEB (2014)
Nascimento dezembro de 1973 (43 anos)
Nacionalidade  Brasil
Alma mater Universidade do Estado da Bahia
Ocupação Escritor, professor e sacerdote
Prémios Prémio Mérito Cultural da Associação Brasileira de Liderança, São Paulo, 2015
Género literário Ficção, romance, poesia
Movimento literário Pós-modernismo
Magnum opus O Ritual dos Chrysântemos

Celso Kallarrari (Aral Moreira - MS, dezembro de 1973) é escritor[1] (poeta e romancista) brasileiro contemporâneo.[2]

Carreira Acadêmica[editar | editar código-fonte]

É também sacerdote ortodoxo[3], palestrante[4] e professor titular da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Desenvolve pesquisas nas áreas de a) Literatura: Crítica, Memória, Cultura e Sociedade e b) Língua, Linguagens, Significação e Identidade. Escreveu para sites [5][6][7], jornais[8] e diversas revistas acadêmicas[9] [10] [9] [11] no país. Formou-se em Letras, Teologia, fez mestrado em Educação e doutorado em Ciência da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC.

É membro do Conselho Editorial da Revista Científica Mosaicum[12]; do Conselho Consultivo da Revista NUPEX – UNEB; parecerista da Revista Teocomunicação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul[13]- PUC-RS; membro do Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos – CiFeFiL[14]. Membro da União Brasileira de Escritores - UBE, SP,[15] Um dos autores selecionados com o conto “Um corpo íntimo”[2] para o Projeto Mapa da Palavra[2] da Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB[16]. Tem nome citado e biografia no Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia [17], publicado pelo Círculo de Estudo, Pensamento e Ação - CEPA, Salvador, em 2015. Em 2015, tomou posse, como membro-correspondente da Academia Mineira de Belas Artes – MG. Em 2016, tomou posse como membro-efetivo na Academia Teixeirense de Letras, Bahia, ocupando a cadeira n. 4, cuja patronese é Antonia Francisca de Medeiros Muniz [18] [18][19]. Em 19 de novembro de 2015, recebeu, no Círculo Militar de São Paulo, o Prêmio Cultural destaque Literário pela Associação Brasileira de Liderança.[20]

Carreira Literária[editar | editar código-fonte]

Nasceu no Mato Grosso do Sul e, desde 2000, reside em Teixeira de Freitas, Bahia. Estreou na literatura, em 2003, com o livro A Porta Remendada. Desde então, publicou livros nas áreas de Literatura, Linguística, Educação e Religião, destacando-se no discurso religioso, cuja pretensão, conforme elucida em entrevista, é "unir Religião e Literatura numa simbiose possível, pois na cultura humana ela é, evidentemente, marcada pela criação e imaginação, ou seja, pela criatividade e pela num ser superior, supremo"(BORGES, 2014)[21].

Sua obra vem sendo estudada por alunos e professores de universidades do país (UNEB[22][23], UNEMAT[24], UERJ[25] e UFMS [26]

No gênero poético, "Celso Kallarrari compõe uma poesia intimista que se solidariza com o outro e com o mundo. Ele busca não somente as respostas aparentemente fáceis apreendidas nas experiências do cotidiano, mas também nas consubstanciação da palavra em temas raros à tradição da língua portuguesa..." (ZANELATTO SANTOS, 2009).[26] Em As Últimas Palavras "Ao refletir este cenário caótico e desumanizante em que vivemos, os poemas de Kallarrari (...) evidenciam as dificuldades que o sujeito contemporâneo tem de se adaptar ao sistema vigente e viver estas quebras, estas rupturas" (FIGUERÊDO, 2014)[27]. E, ainda, "As Últimas Horas apresenta, às vezes, mascaradamente, outras de forma clara, a temática acerca do relacionamento homem e máquina, no tempo-espaço atual ou do tempo-espaço virtual" (NERES, 2013)[28] [22].

Em se tratando da prosa, O Ritual dos Chrysântemos, seu romance de estreia[29] fora bem aceito pela crítica, pois, evidencia que "Personagens são construídas em meio a uma sociedade envolta em crises e atitudes transgressoras. Aliás, as atitudes transgressoras avultam-se, desde já, com a própria escrita do texto, cujos fios entrelaçados nem sempre colocam à mostra os caminhos a serem percorridos pelo leitor. A obra rompe com as formas tradicionais de escrita, quando apresenta um texto envolto a uma multiplicidade de aspectos que confirmam a sua natureza polifônica" (SANTOS, 2014, p. 114)[23]. Em consonância a esse pensamento, Ribeiro (2015) pondera: "Nesta obra, por exemplo, esses novos elementos que configuram o romance, são classificados como indefinição, fragmentação, interdiscurso e polifonia de vozes de um narrador enigmático, muito misterioso, porque, ao contar a história de Eurico, se confunde com o próprio Eurico."[24] Para Borges (2014), nO Ritual dos Chrysântemos, "a trama policial cede lugar à dúvida psicológica: Poliana foi morta ou se matou? Eurico é culpado ou inocente? Me lembra a célebre questão se Capitu traiu Bentinho ou não, em Dom Casmurro, de Machado de Assis".[21] Na visão de Cajaty (2014), "O Ritual dos Chrysântemos é uma obra complexa, intensa, um livro que não se dá a classificações, tais são suas diversas camadas e profundidades de leitura. Tragédia shakespeariana e romance policial, ficção histórico-geográfica brasileira, thriller psicológico e suspense de identidade"[30]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ficção[editar | editar código-fonte]

Título Ano ISBN Gênero Referências
A Porta Remendada 2003 ISBN 85-88320-19-3 Poesia [3]
As Últimas Horas 2009 ISBN 85-61513-04-7 Poesia [4]
As Últimas Palavras 2012 ISBN 85-8088-083-0 Poesia [5]
O Ritual dos Chrysântemos 2013 ISBN 85-8088-081-6 Romance [6]

Ensaios[editar | editar código-fonte]

Título Ano ISBN Gênero Referências
Catecismo da Igreja Ortodoxa Siríaca 2012 ISBN 85-61859-08-4 Religião [7]
EaD e as Novas Tecnologias 2012 ISBN 85-6589-360-2 Educação (Org.) [8]
Fé e Razão 2014 ISBN 85-6589-360-2 Religião [9] [31]
Linguística e o Ensino da Língua Portuguesa 2014 ISBN 85-8305-035-3 Letras (Org.) [10] [32]
Estudos Linguísticos e Formação Docente 2016 ISBN 85-7113-777-6 Letras (Org.) [11] [32]
Educação e Desenvolvimento: Língua, Literatura... 2017 ISBN 85-7113-833-9 Língua/Literatura (Org.)

Prêmios e Moções[editar | editar código-fonte]

Prêmio Mérito Cultural pela Associação Brasileira de Liderança] - Braslider, São Paulo, edição de 2015.[33] [20]

Troféu Cora Coralina pela Academia de Letras de Goiás, Goiânia, edição 2016.[18]

Moção de aplauso pela obra O Ritual dos Chrysântemos pela Câmara Municipal de Teixeira de Freitas, Bahia, 2014.[34]

Moção de louvor e aplauso pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA, Rio de Janeiro, 2016.[35]

Ligações Internas[editar | editar código-fonte]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. REDAÇÃO.Evento em Portugal reúne autores independentes brasileiros. In. PublishNews, 08 de junho de 2017. Acesso em 12 de agosto de 2017.
  2. a b c MAPA DA PALAVRA. In: Fundação Cultural da Bahia. Acessado em 30 de julho de 2017.
  3. NEVES, Gilda.Celso Kallarrari e sua obra inovadora. In. Revista Class in Class. Acessado em 22 de agosto de 2017.
  4. KALLARRARI, Celso.Ecumenismo: história, perspectivas e desafios das tradições oriental e ocidental. Conferência do Prof. Dr. Pe. Celso Kallarrari (Igreja Ortodoxa Siríaca de Antioquia/UNEB. In. II Simpósio Internacional de Teologia Oriental. 50 anos de Unitatis Redintegratio e Orientalium Ecclesiarum. Faculdade de São Basílio Magno - FASBAN, 26 a 27 de agosto de 2014. Acesso em 12 de agosto de 2017.
  5. KALLARRARI, Celso.O Estudo da Bíblia e sua importância histórico-cultural, teológico-literário. In. aBíblia.org. (ESTUDO), 18/08/2009. Acessado em 08 de julho de 2017.
  6. KALLARRARI, Celso. Um padre ortodoxo pode ser casado? In. Jornal Rumos. Acessado em 04 de julho de 2017.
  7. KALLARRARI, Celso.O Discurso Religioso em Dom Casmurro. In. Germina. Revista de Literatura & Arte, agosto/2015. Acessado em 16 de julho de 2017. ISSN 2447-3537
  8. JORNAL REGIONAL, Ponta Porã, MS; JORNAL EXTREMOS SUL, BA; JORNAL ALERTA, BA. (Artigos),
  9. a b REVISTA da Academia Baiana de Letras. In. Academia Baiana de Letras - ABL, n. 55, março de 2017, Salvador, 2017, p.111-121.
  10. ZAFERG, Almir (Org.). Academia Teixeirense de Letras. Prosa e Verso. São Paulo: Persi, 2016. ISBN 85-464-0391-2
  11. KALLARRARI, Celso; BESSA, Décio, PEREIRA, Aline. Estudos Linguísticos e Formação Docente. Campinas, SP: Pontes, 2016, p. 187. ISBN 85-7113-777-6
  12. REVISTA MOSAICUM.Revista Mosaicum. Acessado em 16 de julho de 2017.
  13. REVISTA TEOCOMUNICAÇÃO. [1]. In. Revista Teocomunicação. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Acesso em 16 de julho de 2017.
  14. CIFEFIL. http://www.filologia.org.br/. In. Filologia. Acessado em 07 de julho de 2017.
  15. UBE. http://www.ube.org.br/. In. União Brasileira de Escritores. Acessado em 05 de julho de 2017.
  16. FUNCEB. http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/. In. Fundação Cultural da Bahia. Acessado em 07 de julho de 2017. Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
  17. YESHUA, Carlos Souza. Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia. 2ª edição. Salvador, Bahia: CEPA – Círculo de Estudo, Pensamento e Ação, 2015, p. 86-87. ISBN 85-7239-037-8
  18. a b c BRITO, Patrícia. Academia Teixeirense de Letras: padre Celso Kallarrari. In. Leituras Plus: autoral, livro e cultura. Acessado em 05 de julho de 2017.
  19. LITERATURA. Academia Teixeirense de Letras. In. Agenda Cultural da Bahia. Acessado em 05 de julho de 2017.
  20. a b PRÊMIO MÉRITO CULTURAL. [2]. In. Associação Brasileira de Liderança. São Paulo, 19 de novembro de 2015.
  21. a b BORGES, Julio Daio. Entrevista Celso Kallarrari. In. Digestivo Cultural. Acessado em 14 de junho de 2017.
  22. a b JESUS, Lúcia de Fátima Oliveira de; SIQUARA, Maria Mavanier Assis; ARAÚJO, Nalva Rodrigues de (Orgs). As relações no espaço-tempo virtual presentes nas Últimas Horas, de Celso Kallarrari. In. Anais. Seminário de Pesquisa e Extensão do Extremo Sul da Bahia. In. Comunicação Oral. UNEB - Campus X, Bahia, de 03 a 05 de outubro de 2012, ISBN 25-65971-02-7
  23. a b SANTOS, Valci. A Recusa ao Elogio Mútuo. Resenha do livro O Ritual dos Chrysântemos, de Celso Kallarrari. In. Revista Mosaicum (impressa e online), n. 20, jul./Dez., 2014, p. 114-117. Acessado em 14 de junho de 2017.
  24. a b RIBEIRO, Carlos. O Ritual dos Chrysântemos: um desafio à classificação. In. Revista Moinhos, UNEMAT, v. 5, n. 01, 2015. Acessado em 05 de julho de 2017.
  25. SILVA, Pereira José.Multilinguísmo em O Ritual dos Chrysântemos, de Celso Kallarrari. In. Revista Philologus (Impressa e Online). Acessado em 10 de junho de 2017.
  26. a b SANTOS ZANELATTO, Rosana. Prefácio. In. KALLARRARI, Celso. AS Últimas Horas. Vila Velha, ES: Opção, 2009, p. 7-11):
  27. FIGUERÊDO, A. M. As últimas palavras: agoridade dos altos e baixos. In. Musa rara: Literatura e Adjacências. Acessado em 17 de junho de 2017.
  28. NERES, Alessandro de Oliveira. As relações no espaço-tempo virtual presentes n''As Últimas Horas' de Celso Kallarrari. In. Revista Philologus (Impressa e Online), ano 19, n. 57, set./dez., 2013. Acessado em 14 de junho de 2017.
  29. SANTOS, Valci Vieira dos. O Ritual dos Chrysântemos é a estreia de Kallarrari na prosa. In. Germina: revista de Literatura & Arte. Acessado em 04 de julho de 2017.
  30. CAJATY, Paula. Território miscigenado de Kallarrari. In. Leituras: Crítica, em 15 de julho de 2014. Acessado em 4 de julho de 2017.
  31. NEVES, Gilda.Religião e medicina: a cura na RCC. In. Revista Class in Class. Acessado em 4 de julho de 2017.
  32. a b NUNES, Petrina.Professores da UNEB lançam livro sobre livros sobre estudos linguísticos. In. Pauta Diária. Acessado em 6 de julho de 2017.
  33. Abuna Celso Kallarrari recebe prêmio de excelência e qualidade Brasil. In. Igreja Sirian Ortodoxa. Acessado em 05 de julho de 2017.
  34. BORBOREMA, Athilla. Celso Kallarrari recebe moção da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas. In. Pauta Diária: notícias com objetividade.. Acessado em 04 de julho de 2017.
  35. Moção de louvor e aplauso pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA. In. Academia de Letras do Brasil/Suíça.