Clementina da Bélgica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, comprometendo a sua verificabilidade(desde janeiro de 2015). Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Clementina da Bélgica
Princesa Napoleão
Princesa da Bélgica
Princesa Napoleão
Reinado 10 de novembro de 1910
a 3 de maio de 1926
Antecessor(a) Maria Clotilde de Saboia
Sucessor(a) Alix de Foresta
 
Cônjuge Vítor Bonaparte
Descendência Maria Clotilde Bonaparte
Luís Bonaparte
Casa Bonaparte
Saxe-Coburgo-Gota
Nome completo
Clementina Albertina Maria Leopoldina
Nascimento 30 de julho de 1872
  Castelo Real de Laeken, Laeken, Bélgica
Morte 8 de março de 1955 (82 anos)
  Nice, França
Enterro Capela Imperial de Ajaccio, Ajaccio, França
Religião Catolicismo
Pai Leopoldo II da Bélgica
Mãe Maria Henriqueta da Áustria

Clementina Albertina Maria Leopoldina da Bélgica (em francês: Clémentine Albertine Marie Léopoldine; Castelo Real de Laeken, 30 de julho de 1872Nice, 8 de março de 1955) foi a esposa de Vítor Bonaparte, pretendente bonapartista ao trono de França, como Napoleão V.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

A princesa Clementina da Bélgica nasceu em 1872, no Castelo Real de Laeken (a noroeste de Bruxelas). Foi a terceira filha do rei Leopoldo II da Bélgica e da arquiduquesa Maria Henriqueta da Áustria. Tinha duas irmãs mais velhas, a princesa Luísa e a princesa Estefânia. O seu único irmão, o príncipe Leopoldo, duque de Brabant, morreu de pneumonia em 1869, depois de cair numa poça.

Clementina foi criada pela mãe que, segundo alguns relatos, tinha um temperamento difícil. As suas irmãs mais velhas casaram-se quando ela ainda era muito nova. A princesa Luísa em 1875 e a princesa Estefânia em 1881. No entanto, quando atingiu a maioridade, o seu pai deu-lhe a liberdade de viajar sem a permissão da mãe. Mais tarde, Clementina escreveu uma carta ao pai, a agradecer-lhe, onde dizia: "Obrigada meu querido pai, consegui encontrar a felicidade". Contudo, esta oportunidade feliz de viajar terminou subitamente com a morte de Clementina em 1902, altura em que a princesa foi forçada a assumir as funções de primeira dama da corte belga.

Interesses amorosos[editar | editar código-fonte]

Ao longo da sua vida, Clementina teve três interesses amorosos conhecidos. O primeiro foi o seu primo, o príncipe Bauduino da Bélgica, filho mais velho do seu tio, o príncipe Filipe, Conde de Flandres, e herdeiro ao trono da Bélgica, após a morte do seu irmão Leopoldo. Bauduino não tinha os mesmos sentimos pela prima e morreu quando tinha pouco mais de vinte anos. O segundo foi o barão Auguste Goffinet, um membro da corte belga. O casamento com o barão teria sido impossível, uma vez que este não possuía sangue real. O seu último grande amor, com quem acabaria por ficar, foi o príncipe Napoleão Vítor Bonaparte, que se tornou no pretendente Bonaparte ao trono francês após a morte do seu primo, Napoleão Eugénio, príncipe imperial, filho da antiga imperatriz Eugénia.[1]

Príncipe Napoleão Vítor[editar | editar código-fonte]

Clementina com o seu marido, Napoleão Vítor

A princesa Clementina conheceu o príncipe Bonaparte em 1888, quando ele visitou o seu palácio. Mais tarde confessou a uma das suas irmãs que se sentia atraída por ele. O rei Leopoldo era contra a união, o que levou a um corte de relações entre pai e filha. Em 1903, quando tinha já trinta-e-um anos, Clementina voltou a pedir permissão ao pai para se casar com o príncipe e esta voltou a ser recusada. Clementina voltou a insistir, mas o seu pai ameaçou deserdá-la se ela seguisse em frente com o casamento.

Morte do pai e casamento[editar | editar código-fonte]

O pai de Clementina, o rei da Bélgica, morreu em 1909, o que permitiu que Clementina pedisse autorização para casar ao novo monarca, o seu primo Alberto, irmão mais novo do príncipe Bauduino. O casamento da princesa Clementina com o príncipe Napoleão Vítor realizou-se em Moncalieri, na Itália, a 10 de novembro de 1910. Mais tarde, Clementina escreveu à sua irmã Estefânia, casada na altura com o conde Elemer Lonyay, a elogiar o marido: "O meu bom marido, gentil, apaixonado, carinhoso, inteligente, conhecedor de pessoas e coisas. É lindo este príncipe. O Napoleão é um amor, adoro-o." Napoleão e Clementina tiveram dois filhos, a princesa Maria Clotilde, nascida em 1912, e o príncipe Luís Jerónimo Bonaparte, nascido em 1914.

Descendência[editar | editar código-fonte]

  1. Maria Clotilde Bonaparte (20 de março de 1912 - 14 de abril de 1996), casada com o conde Serge de Witt; com descendência.
  2. Luís Bonaparte, Príncipe Napoleão (23 de janeiro de 1914 - 3 de maio de 1997), casado com Alix de Foresta; com descendência.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Clotilde da Bélgica em três gerações
Clotilde da Bélgica Pai:
Leopoldo II da Bélgica
Avô paterno:
Leopoldo I da Bélgica
Bisavô paterno:
Francisco, Duque de Saxe-Coburgo-Saalfeld
Bisavó paterna:
Augusta Reuss-Ebersdorf
Avó paterna:
Luísa Maria d'Orleães
Bisavô paterno:
Luís Filipe I de França
Bisavó paterna:
Maria Amélia de Nápoles e Sicília
Mãe:
Maria Henriqueta da Áustria
Avô materno:
José de Áustria-Toscana
Bisavô materno:
Leopoldo II do Sacro Império Romano-Germânico
Bisavó materna:
Maria Luísa da Espanha
Avó materna:
Maria Doroteia de Württemberg
Bisavô materno:
Luís de Württemberg
Bisavó materna:
Henriqueta de Nassau-Weilburg

Referências

  1. Paoli, Dominique, Clémentine, princesse Napoléon, Éditions Racine, Bruxelles, 1998.
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Clementina da Bélgica