Estefânia da Bélgica
| Estefânia | |||||
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| Princesa Herdeira da Áustria, Hungria e Boêmia Princesa de Lónyay de Nagy-Lónya Princesa da Bélgica | |||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 21 de maio de 1864 Castelo Real de Laeken, Bruxelas, Bélgica | ||||
| Morte | 23 de agosto de 1945 (81 anos) Pannonhalma, Hungria | ||||
| Sepultado em | Abadia de Pannonhalma, Pannonhalma, Hungria | ||||
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| Maridos | Rodolfo, Príncipe Herdeiro da Áustria (1881–1889) Elemér Lónyay de Nagy-Lónya (1900–1945) | ||||
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| Casa | Saxe-Coburgo-Gota (nascimento) Habsburgo-Lorena (casamento) | ||||
| Pai | Leopoldo II da Bélgica | ||||
| Mãe | Maria Henriqueta da Áustria | ||||
| Religião | Catolicismo | ||||
Estefânia Clotilde Luísa Hermínia Maria Carlota (em francês: Stéphanie Clotilde Louise Herminie Marie Charlotte; Bruxelas, 21 de maio de 1864 – Pannonhalma, 23 de agosto de 1945) foi uma princesa belga pelo nascimento e princesa herdeira do Império Austro-Húngaro pelo seu primeiro casamento com o príncipe herdeiro Rodolfo. Também se tornou condessa e princesa de Lónyay de Nagy-Lónya pelo seu segundo casamento com Elemér Lónyay de Nagy-Lónya.
Estefânia era a terceira filha, a segunda menina, do rei Leopoldo II da Bélgica e de Maria Henriqueta da Áustria. Casou-se em Viena no dia 10 de maio de 1881 com o príncipe herdeiro Rodolfo, filho do imperador Francisco José I da Áustria. O casal teve apenas uma filha, a arquiduquesa Isabel Maria. O casamento rapidamente se tornou frágil, pois Rodolfo estava deprimido e desiludido com a política, teve vários casos extraconjugais e contraiu uma doença venérea que transmitiu à esposa, tornando-a estéril. Em 1889, Rodolfo e sua amante Maria Vetsera foram encontrados mortos em um aparente pacto suicida no pavilhão de caça em Mayerling (Incidente de Mayerling).
Em 1900, Estefânia casou-se novamente com o conde Elemér Lónyay de Nagy-Lónya (posteriormente elevado ao título de príncipe), um nobre húngaro de posição inferior, motivo pelo qual foi excluída da corte imperial. No entanto, essa segunda união foi feliz. Após a morte de seu pai em 1909, Estefânia se juntou à irmã mais velha, Luísa, para reivindicar nos tribunais belgas a parte da herança que ambas acreditavam ter sido injustamente negada.
Até a Segunda Guerra Mundial, Estefânia e seu segundo marido viveram pacificamente em uma mansão na Hungria. Em 1935, Estefânia publicou suas memórias, intituladas Eu deveria ser imperatriz (em alemão: Ich Sollte Kaiserin Werde). Em 1944, ela deserdou a filha, que havia se divorciado para viver com um deputado socialista e que não via desde 1925. A chegada do Exército Vermelho em abril de 1945, no final da guerra, obrigou Estefânia e seu marido a deixarem sua residência e se refugiarem na Abadia de Pannonhalma, na Hungria. Estefânia morreu de um derrame na abadia ainda naquele ano.
Princesa da Belgica
[editar | editar código]Estefânia nasceu no Castelo de Laeken em 21 de maio de 1864, durante o reinado de seu avô, o rei Leopoldo I da Bélgica. Seus pais eram o futuro rei Leopoldo II e sua esposa Maria Henriqueta da Áustria. O casamento de seus pais foi celebrado em 1853 no contexto de arranjos diplomáticos voltados à consolidação de alianças dinásticas consideradas estratégicas para o Reino da Bélgica. A união foi estabelecida sem consulta efetiva aos noivos, cujos perfis e interesses eram divergentes. O futuro Leopoldo II demonstrava prioridade por questões político-econômicas do Estado, enquanto Maria Henriqueta mantinha interesses centrados na prática religiosa e em atividades como equitação, criação de cães e música.[1]

Estefânia teve três irmãos. Os dois mais velhos foram Luísa, nascida em 1858, e Leopoldo, nascido em 1859. A irmã mais nova foi Clementina, nascida em 1872. Com a morte de seu avô, Leopoldo I, em 10 de dezembro de 1865, após 34 anos de reinado, seu pai ascendeu ao trono como Leopoldo II.[2]
Na primavera de 1868, Leopoldo, herdeiro do trono, então com quase nove anos, contraiu um resfriado após cair no lago do Parque de Laeken. Seu estado de saúde deteriorou-se rapidamente, resultando em seu falecimento em 22 de janeiro de 1869. Em suas memórias, Estefânia escreveu:
O primeiro evento que ficou profundamente gravado em minha memória foi a morte do meu amado irmão […]. Embora eu tivesse apenas quatro anos e meio, ainda me lembro perfeitamente dessa criança tão bela e terna, de sua resignação durante a breve doença e da dor pungente de minha mãe quando ele exalou seu último suspiro em seus braços.[3]
A infância de Estefânia foi profundamente marcada por essa perda. Segundo ela, a partir daquele momento, suas lembranças passaram a retratar a vida conjugal dos pais de forma mais sombria. A morte do filho abalou intensamente sua mãe, que se transformou de maneira significativa, já que a criança representava o sentido de sua existência e a havia reconciliado com o destino que lhe fora imposto.[3]
Primeiro casamento
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Enquanto sua irmã mais velha, Luísa, casou-se em 1875 com o rico príncipe Filipe de Saxe-Coburgo-Gota, oficial do Exército austro-húngaro e primo de seu pai,[4] Estefânia permaneceu na Bélgica, dedicando-se à formação educacional e aos cuidados com a irmã mais nova, Clementina. A saída de Luísa da corte de Laeken reduziu o convívio familiar no ambiente doméstico.[5]
Leopoldo II e Maria Henriqueta esperavam casar a sua segunda filha com um monarca reinante ou um príncipe herdeiro. O primeiro candidato mencionado foi o rei Afonso XII da Espanha, mas essa possibilidade foi quase imediatamente descartada.[6] Nesse ínterim, durante o inverno de 1878–1879, a caminho de Londres, a imperatriz Isabel da Áustria (mais conhecida como "Sissi") fez uma escala na corte em Bruxelas. Estefânia, que tinha apenas 14 anos, foi-lhe apresentada. Já circulavam rumores na Europa sobre o seu casamento com o filho da imperatriz, o príncipe herdeiro Rodolfo.
Durante o inverno de 1879–1880, a imperatriz da Áustria retornou a Bruxelas. Ela foi persuadida pelos argumentos da corte vienense, que incentivava os príncipes herdeiros a casarem-se jovens para garantir rapidamente um herdeiro. Estefânia estava entre as poucas princesas católicas que atendiam aos critérios estabelecidos pelo imperador Francisco José I para se tornar esposa de Rodolfo. Durante uma viagem à Bélgica em março de 1880, o arquiduque Rodolfo pediu a princesa Estefânia em casamento, para grande alegria do rei e da rainha dos belgas. A alegria do casal imperial, porém, foi mais contida. Estefânia recordou:
Na tarde de 5 de março, meus pais me chamaram. Quando entrei, meu pai se levantou, veio até mim e disse em voz grave: ‘O príncipe herdeiro da Áustria-Hungria veio aqui pedir sua mão. Sua mãe e eu somos a favor deste casamento. Nós a escolhemos para ser imperatriz da Áustria e rainha da Hungria. Retire-se, pense bem e nos dê sua resposta amanhã.[6]

O noivado foi anunciado oficialmente em 7 de março de 1880, quando Estefânia tinha dezesseis anos.[7] Rodolfo deslocou-se a Bruxelas acompanhado por comitiva oficial. Paralelamente, foram iniciadas negociações contratuais entre as cortes. Francisco José I aprovou o contrato matrimonial e aceitou estruturá-lo com base no precedente estabelecido para o casamento de Carlota da Bélgica com Maximiliano do México em 1857, definindo valores relativos ao dote e às dotações anuais.[8] As núpcias, inicialmente planejadas para o 15 de fevereiro de 1881, tiveram de ser adiadas, pois Estefânia ainda não tinha idade para casar.[9]
O casamento foi finalmente celebrado em Viena no dia 10 de maio de 1881, poucos dias antes do décimo sétimo aniversário da princesa,[10] na Igreja Agostiniana. As cerimônias foram suntuosas. A igreja estava tão cheia que a procissão de casamento foi impedida de prosseguir.[11] Estefânia recordou:
Ambos pronunciamos o sacramental 'sim'. Trocamos alianças [...]. Os sinos por toda a cidade tocaram para anunciar aos habitantes da capital a celebração do nosso casamento solene. Um longo e alegre murmúrio se elevou da multidão. Bandas militares tocaram os hinos de ambos os países. Eu era a princesa herdeira da Áustria-Hungria!.[12]
Princesa Herdeira da Áustria
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Após uma noite de núpcias no Castelo de Laxemburgo, da qual Estefânia guardava lembranças desagradáveis, os recém-casados foram obrigados a participar de diversos jantares oficiais. Estefânia suportou os olhares inquisitivos de sua nova família. Na corte vienense, a vida familiar era extremamente presente: passeios, viagens de barco, convites e festas quase sempre contavam com a presença de numerosos membros da Casa d'Áustria.[13] A sogra de Estefânia chegou a apelidar a nora de "o camelo horrendo".[14] Apesar disso, a princesa herdeira começou a valorizar sua nova posição. Durante uma visita oficial à Hungria, em maio de 1881, ela foi calorosamente aplaudida e pôde perceber as vantagens de sua condição.[15]
Como ocorria em qualquer casamento dinástico, no qual os interesses políticos das casas soberanas prevaleciam, não há comprovação de sentimentos românticos entre o casal. No entanto, o relacionamento inicial do jovem casal baseou-se em respeito e afeto mútuos, evidenciado pelos apelidos carinhosos que trocavam: "Coco" para Rodolfo e "Coceuse" para Estefânia. A harmonia entre eles era genuína. Estefânia descreveu Rodolfo como um marido exemplar e destacou que se compreendiam admiravelmente, o que lhe proporcionava felicidade.[16] Ainda assim, Estefânia relata que Rodolfo mostrava-se desconfiado quando ela estava ao seu lado. Ela não tinha permissão para se afastar e permanecia sob rigorosa vigilância, aproveitando o tempo para se dedicar ao desenho e à pintura.[17]
A partir de outubro de 1881, Estefânia passou a substituir a imperatriz — que havia se afastado da corte — nas recepções oficiais. Atendendo a pedidos de sua sogra, acompanhava o imperador e o príncipe herdeiro em viagens oficiais e recebia soberanos estrangeiros em visita. Participava dos salões de baile de braço dado com seu sogro e atuava como anfitriã em jantares oficiais.[18] Enquanto a imperatriz se afastava da vida na corte, satisfeita por se ver livre dos "deveres oficiais", Rodolfo distanciava-se progressivamente de sua esposa, demonstrando cada vez menos afeto por ela.[19]

No outono de 1881, Estefânia pensou que estava grávida, mas os médicos estavam enganados. Após essa decepção, na primavera de 1883, a gravidez de Estefânia foi confirmada, para grande alegria do Imperador. Após esse anúncio, Rodolfo tornou-se novamente atencioso e carinhoso com sua esposa. O principe e a princesa herdeira tinham certeza de que seria um menino. Eles até se referiram ao futuro filho como "Venceslau", um nome checo que refletia a simpatia de Rodolfo pelas populações eslavas do império.[20]
Em 8 de agosto, a rainha Maria Henriqueta visitou a filha em preparação para o parto. Estefânia não ousou discutir com a mãe as dificuldades em seu casamento. Como era costume para uma princesa herdeira, os preparativos para um nascimento real seguiam protocolo rigoroso: orações nas igrejas e exposição do Santíssimo Sacramento nos templos dos palácios imperiais. Em 2 de setembro, Estefânia deu à luz uma filha, Isabel Maria, conhecida como "Erzsi". Generoso, Francisco José presenteou a jovem mãe e sua família abundantemente. Ao ser informado do sexo da criança, Rodolfo demonstrou decepção por não ter proporcionado um herdeiro à Áustria-Hungria, mas aceitou seu papel de pai, fornecendo inúmeros detalhes sobre a recém-nascida em sua correspondência. Enquanto Estefânia florescia em sua nova função materna, o nascimento marcou o início de profundas dificuldades conjugais.[21]
Doença e morte de Rodolfo
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O príncipe herdeiro Rodolfo levava uma vida luxuriosa e marcada por excessos. No início de 1886, Rodolfo adoeceu gravemente. Seu estado foi descrito de diferentes maneiras, como cistite ou dores de estômago. Esses termos vagos serviam apenas para ocultar a verdadeira natureza da doença do príncipe herdeiro. Na realidade, ele havia contraído uma doença venérea, muito provavelmente gonorreia, durante um de seus casos extraconjugais. Temendo que fosse sífilis, os médicos utilizaram os tratamentos indicados na época, como ópio, conhaque, morfina e também mercúrio. O mercúrio, quando administrado em doses elevadas, podia provocar graves consequências psicológicas.[22]
Para se recuperar, Rodolfo foi para Lokrum, levando Estefânia consigo. Ninguém havia informado a princesa herdeira sobre a verdadeira natureza da doença do marido. Quando ela própria começou a apresentar os primeiros sintomas, os médicos diagnosticaram peritonite. As consequências dessa omissão foram dramáticas. Enquanto o casal tentava conceber outro filho, Estefânia, com menos de vinte e dois anos, tornou-se estéril.[23] A partir desse momento, sentindo-se traída pelo próprio marido, passou a nutrir ressentimento e amargura contra ele. Recusou-se a retomar a vida conjugal com um homem que só voltava para casa ao amanhecer e que, desiludido e consumido por um sentimento de fracasso, mergulhava na devassidão. Apesar das tentativas de reconciliação por parte de Rodolfo, o afastamento entre eles parecia profundo.[24]
A partir da primavera de 1887, cenas angustiantes passaram a se repetir entre o casal. Rodolfo começou a perder o controle de si. Sofrendo de profundos acessos de melancolia, falava a qualquer pessoa disposta a ouvi-lo sobre a premonição de sua morte iminente. Durante o verão de 1888, Estefânia percebeu uma mudança preocupante no estado geral do príncipe herdeiro. Seu temperamento, cada vez mais instável, levava-o a explosões de extrema violência.[25]

Em outubro de 1888, Estefânia, preocupada com as tendências depressivas, e até mesmo suicidas, do marido, foi até o imperador Francisco José para alertá-lo, mas não conseguiu fazê-lo compartilhar de sua ansiedade. Estefânia recordou:
O Imperador me recebeu cordialmente. Comecei dizendo-lhe que Rodolfo estava muito doente e que sua aparência desleixada e comportamento dissoluto me causavam séria preocupação. Implorei-lhe que obrigasse o filho a empreender uma longa viagem para, assim, distraí-lo de sua existência exaustiva. Mas o Imperador me interrompeu: 'É a sua imaginação criando fantasmas. Rodolfo está muito bem. Ele parece um pouco cansado, viaja com muita frequência, se esforçando demais. Ele deveria ficar mais com você, mas não tenha medo![26]
Rodolfo buscou outros relacionamentos, notavelmente com a baronesa Maria Vetsera, que compareceu ao primeiro encontro deles em abril de 1888 para comemorar seu décimo sétimo aniversário.[27] Em 30 de janeiro de 1889, Estefânia ficou viúva aos vinte e quatro anos quando seu marido foi encontrado morto em circunstâncias estranhas, juntamente com sua amante, a baronesa Vetsera, ambos mortos a tiros, no pavilhão de caça Mayerling. O suicídio do príncipe herdeiro afetou profundamente Estefânia e constituiu, nas palavras de Irmgard Schiel, "a maior catástrofe que pode acontecer a uma mulher em sua vida de casada".[28] Para Estefânia, Rodolfo deixou uma carta sem data:
Querida Estefânia, você está livre da minha presença nefasta. Seja feliz em seu destino. Seja boa com a pobre menina que é a única coisa que me resta [...] Entro serenamente na morte, que é a única coisa que pode salvar minha boa reputação. Abraçando-a de todo o meu coração, seu amado Rodolfo.[29]
Desde então, muitas especulações têm sido feitas sobre as circunstâncias exatas da tragédia.[30]
Princesa viúva
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Após a morte de Rodolfo, Estefânia, tomada por profunda angústia, desejava deixar Viena e a atmosfera opressiva da corte. Queria reunir-se aos pais em Bruxelas, mas nem Leopoldo II da Bélgica nem Francisco José I da Áustria permitiram que ela, agora princesa viúva, deixasse a Áustria. Como guardião da neta de cinco anos, a arquiduquesa Isabel Maria, o imperador exigiu que Estefânia permanecesse ao lado da criança. Ela teve de obedecer e obteve autorização para passar quatro meses no Castelo de Miramare, próximo a Trieste. No início da viuvez, levou uma vida bastante reclusa, favorável ao fortalecimento de seus sentimentos maternos. Contudo, com o passar dos anos e as separações cada vez mais frequentes, o vínculo com a filha não se manteve com a mesma intensidade.[31]
Pouco antes de ficar viúva, Estefânia iniciara um relacionamento com o aristocrata polonês Artur Władysław Potocki, a quem conheceu em 1887 e apelidou de Hamlet. Viúvo desde 1881, ele era camareiro na corte vienense e membro vitalício da Câmara dos Lordes do Parlamento da Áustria-Hungria. Apenas sua irmã Luísa tinha conhecimento desse romance. Potocki permaneceu próximo de Estefânia nos dias difíceis após a morte de Rodolfo. No entanto, ainda com menos de quarenta anos, sua saúde estava gravemente comprometida. Após uma cirurgia na língua, perdeu a fala e morreu em março de 1890, deixando Estefânia novamente mergulhada na dor.[32]
Na corte vienense, ela precisou suportar a frieza da imperatriz Isabel, que a evitava, além da atitude igualmente distante do imperador. Embora mantivesse o título de princesa herdeira, perdeu suas funções e não lhe era mais permitido representar a imperatriz. Seu papel tornou-se limitado, e ela não podia contar com o apoio de muitos amigos. Viajou com frequência e dedicou-se à pintura. Suas aquarelas produzidas em Lokrum foram publicadas em um álbum em 1892.[33] Na Áustria, dedicava-se ao canto e frequentava teatro e concertos durante suas estadias em Laxemburgo e Hofburg.[31]
Até 1898, Estefânia realizou longas viagens anuais. Em 1892 visitou Corfu, Malta, Túnis e Sicília. No ano seguinte esteve nos países nórdicos. Em 1894 viajou pelo Norte da África, pelas Ilhas Baleares e Córsega. Em 1895 esteve na Grécia e na Palestina, e em 1897 visitou a Rússia. Em março de 1898, uma doença obrigou-a a interromper as viagens. Sofreu de pneumonia e pleurisia, permanecendo acamada. Boletins médicos alarmantes aumentaram o temor por sua vida, até que se recuperou inesperadamente. Em 10 de setembro de 1898, a imperatriz Isabel foi assassinada em Genebra. Embora nunca tivesse conseguido aproximar-se da sogra, Estefânia ficou profundamente abalada com essa morte repentina.[34]
Segundo casamento
[editar | editar código]O imperador Francisco José I da Áustria e o rei Leopoldo II da Bélgica consideraram a possibilidade de casar Estefânia com o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro da Áustria-Hungria desde a morte de Rodolfo. Contudo, este último pretendia contrair matrimônio com a condessa Sofia Chotek, dama de companhia na corte imperial dos Habsburgo.[35]

Por sua vez, Estefânia planejava casar-se com Elemér Lónyay de Nagy-Lónya, um nobre húngaro de posição inferior e, ademais, protestante. Elemér Lónyay era um ano mais velho que Estefânia. Após estudar direito em Budapeste, ingressou no serviço diplomático. Em 1886, foi nomeado conselheiro de legação. Serviu em Bucareste, São Petersburgo e Bruxelas. Em 1890, tornou-se camareiro imperial e real da corte austríaca. Promovido a secretário de embaixada em 1892, trabalhou em São Petersburgo, Paris, Londres e Estugarda. Posteriormente, afastou-se por um ano para viajar pela África e por países do Mediterrâneo. Em 1895, acompanhou o arquiduque Luís Vítor da Áustria como membro da legação imperial na coroação do czar Nicolau II da Rússia, em São Petersburgo. Em 1896, ele e seu irmão Gábor foram elevados ao título de conde. No ano seguinte, renunciou ao serviço diplomático e aposentou-se da vida pública. Para casar-se com Estefânia, converteu-se ao catolicismo.[36]
Estefânia não teve coragem de comunicar ao pai seus planos de casamento. Optou por escrever, em outubro de 1899, à rainha Vitória do Reino Unido, que lhe ofereceu apoio. Contudo, o rei dos belgas recusou-se a permitir que a filha se casasse com alguém que não pertencesse à sua posição social. Estefânia recebeu resposta negativa de Leopoldo II, redigida em termos severos e duros, negando-lhe o consentimento. A carta da rainha Vitória não alcançou o efeito desejado, e o monarca belga enviou-lhe também resposta extremamente áspera, chegando a insinuar que ela não deveria interferir em assuntos que não lhe diziam respeito.[37] Ofendidos por não terem sido previamente informados, os soberanos belgas romperam relações com a filha e proibiram seu retorno à Bélgica. Leopoldo II chegou a cogitar a retirada do tratamento de Alteza Real da segunda filha, mas os juristas da corte demonstraram a impossibilidade de tal medida. O rei proibiu ainda sua filha Clementina de corresponder-se com Estefânia e ameaçou suprimir a pensão anual de cinquenta mil francos que ela recebia, atitude que Francisco José a aconselhou a não adotar.[38]

Em 22 de março de 1900, no Castelo de Miramare, após onze anos de viuvez, Estefânia contraiu matrimônio por amor com Elemér Lónyay de Nagy-Lónya. O imperador concedeu permissão a contragosto, mas Estefânia perdeu sua posição na corte e seus títulos imperiais ao casar-se novamente, enquanto sua filha Isabel Maria permaneceu na corte. O imperador determinou a dissolução da comitiva de sua nora, dispensando todos os seus membros, embora alguns tenham sido designados para o serviço de Isabel Maria. Os patrocínios de Estefânia foram revogados.[39] Ela passou a receber pensão anual de cem mil florins, enquanto o novo marido dispunha de renda de cinquenta mil florins.[39]
A imprensa austríaca, especialmente o jornal Die Presse, considerou o casamento uma certa maravilha romântica no ato realizado pela princesa, observando que ela fechara os portões do Hofburg atrás de si, pensativa e com o olhar repleto de imagens promissoras, partindo então para o sul, onde deixaria de ser uma princesa viúva.[40] Inicialmente, os recém-casados estabeleceram residência na Villa Zichy, em Viena.[40]
Vida posterior
[editar | editar código]Dois anos após o seu novo casamento, a filha de Estefânia, a arquiduquesa Isabel Maria, casou-se, em 23 de janeiro de 1902, com Oto de Windisch-Graetz, príncipe e oficial austríaco. Alguns meses depois, em setembro, durante estadia em Londres, Estefânia foi informada da morte de sua mãe, a rainha Maria Henriqueta, que vivia afastada da corte belga. Partiu imediatamente e chegou a Spa para prestar as últimas homenagens. O rei Leopoldo II recusou-se a receber a segunda filha, que foi obrigada a não comparecer ao funeral e retornou à Grã-Bretanha poucos dias depois.[41]

Quando Leopoldo II faleceu, em 17 de dezembro de 1909, Estefânia tivera negado, dois dias antes, o pedido de um último encontro com o monarca.[42] Sua irmã Luísa também regressou à Bélgica.[43] O soberano falecido ocultara deliberadamente parte de seus bens por meio de sociedades de fachada estabelecidas na Alemanha e na França. O objetivo não era apenas privar as filhas desses ativos, mas também assegurar a continuidade de seus projetos de desenvolvimento urbano. O Estado belga propôs um acordo financeiro às três filhas do rei, pelo qual cada uma receberia dois milhões de francos. Enquanto Estefânia e Clementina da Bélgica aceitaram a oferta, Luísa recusou-a e, em dezembro de 1910, moveu ação judicial contra o Estado e contra as duas irmãs. Em abril de 1911, Luísa iniciou um segundo processo referente às empresas francesas criadas por Leopoldo II. Em 1912, com o apoio de Estefânia, que se tornara sua aliada, foi defendida por Henri Jaspar e Paul-Émile Janson, perseverando nas ações judiciais. As duas princesas recusaram nova proposta de acordo extrajudicial apresentada pelo Estado, antes que o recurso fosse rejeitado pelo Tribunal de Apelação de Bruxelas, em abril de 1913. Contudo, em 22 de janeiro de 1914, foi finalmente alcançado um acordo entre Luísa, o Estado belga e alguns de seus credores. Ela recebeu, assim como as duas irmãs, pouco mais de cinco milhões de francos provenientes da fortuna de seu falecido pai.[44]

Em janeiro de 1906, Estefânia e Elemér Lónyay adquiriram o Castelo de Oroszvár, então situado na Hungria e atualmente na Eslováquia, a fim de estabelecer residência permanente. O edifício, de estilo neoclássico, localiza-se em uma propriedade com mais de 2.400 hectares, incluindo um parque em estilo inglês, plantado com faias-roxas, abetos-prateados e diversas espécies ornamentais, estendendo-se por ambas as margens do rio Danúbio. O estado do castelo exigia reformas, conduzidas pelos novos proprietários conforme seus próprios gostos. O casal recebeu numerosos convidados, entre os quais o arquiduque Francisco Ferdinando da Áustria e sua esposa morganática, Sofia Chotek, ainda marginalizados pela corte de Viena, além de escritores como Bertha von Suttner. Após as obras, o castelo, com seus duzentos cômodos, adquiriu aspecto suntuoso. Elemér ali expôs suas coleções de arte, compostas por mobiliário antigo, pinturas de mestres antigos e de artistas modernos, bem como porcelanas preciosas. Estefânia e o marido criaram três jardins distintos: um roseiral, um jardim alpino e outro de inspiração neerlandesa.[45] Conforme registra Irmgard Schiel, a princesa era simultaneamente dona de casa, senhora do lar, administradora da propriedade, arquiteta paisagista e anfitriã.[46]
Primeira Guerra Mundial
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Quando Estefânia tomou conhecimento do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa, em Sarajevo, em 28 de junho de 1914, ficou convencida de que a morte do herdeiro aparente fora desejada pelo imperador, pois o falecido ousara desafiá-lo. Estefânia afirma ter avisado as vítimas, porque o imperador sabia do perigo que seu sobrinho corria.[47] Quatro semanas depois, a Grande Guerra eclodiu. Como a Hungria ainda não sofria grandes dificuldades, Estefânia montou uma clínica improvisada em seu castelo em Oroszvár. Enquanto Elemér aceitou um cargo de liderança na Cruz Vermelha Austríaca, que o levou à Romênia e à Sérvia, Estefânia trabalhou como enfermeira em sua residência.[48]
Em novembro de 1916, a saúde do imperador Francisco José estava debilitada. Sua família foi ficar com ele. Estefânia deixou a Hungria rumo a Viena, onde o imperador faleceu em 21 de novembro, após um reinado de 68 anos. Estefânia e sua filha Isabel Maria compareceram ao funeral, que ocorreu nove dias depois. No coro da Catedral de Santo Estêvão, em Viena, o novo casal imperial sentou-se ao lado de soberanos estrangeiros e, atrás deles, a família imediata. Estefânia e sua filha estavam na terceira fileira.[49] Carlos, o novo imperador, concedeu, em 28 de janeiro de 1917, a dignidade de Fürst (Príncipe) húngaro, com o título de Alteza Sereníssima, ao marido de Estefânia. Após o armistício, em março de 1919, toda a família imperial deveria deixar a Áustria permanentemente. No entanto, essa medida não dizia respeito a Estefânia nem à sua filha, que foram excluídas da linha sucessória após seus respectivos casamentos.[50]
Período entre guerras
[editar | editar código]Até a Segunda Guerra Mundial, o conde e a condessa Lónyay viveram pacificamente no Castelo de Oroszvár. Nos anos que se seguiram ao fim da Primeira Guerra Mundial, Isabel Maria, que residia em Schönau an der Triesting, na Baixa Áustria, e sua mãe ainda mantinham uma relação muito afetuosa. Essa ternura expressava-se principalmente na correspondência entre ambas, já que viajar nos arredores de Oroszvár era difícil. No entanto, em 1922, Estefânia ficou encantada ao receber seus dois netos, Francisco José e Ernesto. Os adolescentes estavam ansiosos para retornar à sua residência, pois a mentalidade da avó era muito diferente daquela a que estavam acostumados. A última carta de Estefânia para a filha data de 1924, ano em que Erzsi havia acabado de obter a separação legal do marido. No ano seguinte, Isabel Maria compareceu às bodas de prata de sua mãe. Depois disso, mãe e filha afastaram-se completamente.[51] Segundo Ghislaine de Windisch-Graetz, Estefânia era imersa em devoção e até mesmo fanática. Estava convencida de que sua filha estava possuída pelo demônio e não tolerava a imoralidade de sua vida amorosa. Considerando a desaprovação insuficiente, preferiu manter distância, rezar por sua filha e pedir aos padres que unissem suas orações às dela, mas cometeu o erro de afirmar que Isabel Maria estava excomungada.[51]
Em 1923, Estefânia planejou escrever suas memórias. Para isso, escolheu colaborar com Egon Corti, um biógrafo reconhecido, em particular, por seu trabalho sobre as figuras históricas da Casa de Habsburgo. O escritor esteve em Rusovce onze vezes. A colaboração, no entanto, foi abruptamente interrompida em 1933 por Estefânia, que escreveu a Corti: Pelo bem da família imperial, decidi desistir de publicar minhas memórias na forma que havia sido inicialmente planejada [...]. Vejo-me obrigada a limitar-me às minhas próprias anotações, bem como às minhas memórias pessoais, nas quais suas contribuições e modificações não encontram lugar.[52] Excluída do projeto literário, Corti dirigiu-se ao conde e à condessa Gatterburg, que submeteram o manuscrito primeiro a uma editora em Leipzig, em 1933. Esta considerou que o manuscrito não estava suficientemente completo e que sua publicação seria prejudicial à autora. Outra editora, a John Murray de Londres, também rejeitou o texto recebido. Finalmente, a editora Koehler & Amelang, em Leipzig, concordou em publicar o livro e lançá-lo simultaneamente na Europa e em Nova Iorque. O contrato de publicação foi redigido em 24 de abril de 1934, mas a procrastinação de Estefânia adiou a publicação e distribuição de suas memórias para outubro de 1935, sob o título original de Ich sollte Kaiserin werden (Eu deveria ser imperatriz) em livrarias alemãs,[53] porque o livro foi censurado na Áustria, [ 84 ] onde a polícia visitou todas as livrarias de Viena para apreender os exemplares já à venda.[54] No livro, ela publicou a última carta de Rodolfo para ela e declarou que (em sua opinião) ele e a baronesa Vetsera haviam feito um pacto de suicídio.[54] A obra apareceu em versão francesa em 1937 em Bruxelas sob o título Je devais être impératrice (Eu tinha que ser imperatriz),[55] e no mesmo ano foi finalmente autorizada a ser publicada na Áustria sob o título original.[56]
Últimos anos e morte
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Enquanto conservaram saúde satisfatória, Estefânia e Elemér realizaram diversas viagens e encontraram-se com vários governantes depostos que viviam no exílio, entre eles o ex-czar Fernando I da Bulgária e a ex-imperatriz Zita da Áustria. Com esta última reuniram-se na Espanha e, posteriormente, na Bélgica, onde Fernando se encontrava exilado desde 1930. Gradualmente, recolheram-se à sua propriedade, passando a levar vida mais reservada, marcada por práticas religiosas. Entre seus círculos mais próximos figurava, a partir de 1944, seu capelão, Geza Karsai, germanista, professor universitário e monge da Abadia de Pannonhalma.[57]
Em julho de 1944, Estefânia lavrou seu testamento. Deserdou a filha, que se divorciara do príncipe Oto de Windisch-Graetz para viver com Leopold Petznek, deputado social-democrata da Baixa Áustria, e destinou todos os seus bens imóveis à Ordem dos Beneditinos. Em contrapartida, os Beneditinos assumiram a responsabilidade de quitar todas as dívidas dos Lónyay e de administrar suas propriedades.[58] O ano de 1944 trouxe novas apreensões ao casal, pois o Exército Alemão pretendia transformar sua residência em hospital militar para feridos de guerra, projeto que acabou sendo cancelado no último momento. No outono, Edmund Veesenmayer, Brigadeführer da SS e comandante da cidade de Budapeste, instalou-se em Rusovce acompanhado de numerosa equipe. Veesenmayer passou a examinar minuciosamente os arquivos da residência e confiscou documentos de valor histórico, como cartas do príncipe herdeiro Rodolfo. Estefânia e Elemér foram obrigados a restringir-se a alguns aposentos, uma vez que os ocupantes haviam tomado a maior parte do castelo. No final de março de 1945, percebendo o avanço do Exército Vermelho e o enfraquecimento de sua posição, os alemães retiraram-se em direção ao oeste.[58]
Em 2 de abril de 1945, o Exército Vermelho, que acabara de lançar uma ofensiva final para repelir as forças alemãs nas proximidades do lago Balaton, chegou à mansão de Rusovce. Durante as primeiras semanas da ocupação soviética, os Lónyay permaneceram na residência, acompanhados de alguns criados. Contudo, em maio, Estefânia, que padecia de problemas cardíacos, e o marido deixaram o local para refugiar-se na Abadia de Pannonhalma, sob a proteção do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Três meses depois, em 23 de agosto de 1945, Estefânia faleceu naquele local, vítima de um acidente vascular cerebral, aos 81 anos de idade. Nem a filha nem quaisquer de seus descendentes estiveram presentes em seu funeral. Foi sepultada na cripta da Abadia de Pannonhalma. Elemér sobreviveu-lhe por menos de um ano, falecendo em 29 de julho de 1946, e foi enterrado ao seu lado.[59]
Curiosidade
[editar | editar código]- O asteróide 220 Stephania, descoberto por Johann Palisa, foi nomeado a partir de Estefânia.[60]
Descendência
[editar | editar código]| Retrato | Nome | Nascimento | Morte | Notas[61] |
|---|---|---|---|---|
| Isabel Maria | 2 de setembro de 1883 | 16 de março de 1963 | Casou-se pela primeira vez, em 1901, com o príncipe Oto de Windisch-Graetz (divorciados em 1948), com descendência. Casou-se pela segunda vez, em 1948, com Leopold Petznek, sem descendência. |
Ancestrais
[editar | editar código]Referências
- ↑ Defrance 2001, p. 13.
- ↑ Defrance 2001, p. 18.
- ↑ a b da Bélgica 2003, p. 233.
- ↑ Defrance 2001, p. 45.
- ↑ da Bélgica 2003, pp. 265-266.
- ↑ a b da Bélgica 2003, pp. 276-277.
- ↑ da Bélgica 2003, p. 281.
- ↑ Schiel 1980, p. 71.
- ↑ Schiel 1980, p. 77.
- ↑ Enache 1999, p. 36.
- ↑ Schiel 1980, pp. 94-95.
- ↑ da Bélgica.
- ↑ Schiel 1980, p. 100.
- ↑ Fournoux, Amable de (2019). "Chapitre XI". In: Sissi et Venise (em francês). Paris: Éditions de Fallois. ISBN 979-1-03210-142-1.
- ↑ Schiel 1980, p. 101.
- ↑ Schiel 1980, pp. 107-108.
- ↑ da Bélgica 2003, p. 307.
- ↑ Schiel 1980, pp. 109-124.
- ↑ Schiel 1980, p. 125.
- ↑ Schiel 1980, pp. 125-126.
- ↑ Schiel 1980, pp. 131-132.
- ↑ Bérenger 1990, p. 337.
- ↑ Schiel 1980, p. 133.
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- ↑ da Bélgica 2003, p. 402.
- ↑ Schiel 1980, p. 112.
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- ↑ Defrance 2001, p. 244.
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- ↑ a b de Windisch-Graetz 1990, pp. 260-262.
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- ↑ da Bélgica, Estefânia (1935). Ich sollte Kaiserin werden, Kronprinzessin Stefanie Die Lebenserinnerungen der letzten (em alemão). Koehler & Amelang. ISBN 978-0239123220.
- ↑ a b "Royal Suicide: Widow's Memoir Banned". Morning Bulletin (Rockhampton, Queensland). 5 de dezemrbo de 1935. p. 10. Consultado em 27 de junho de 2019.
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- ↑ Schmadel, Lutz D. (2007). «(220) Stephania». Dictionary of Minor Planet Names. [S.l.]: Springer Berlin Heidelberg. p. 35. ISBN 978-3-540-00238-3. doi:10.1007/978-3-540-29925-7_221.
- ↑ Enache 1999, pp. 36-40.
- ↑ «Ancestors of Princess Stéphanie of Belgium». MyOrigins. Consultado em 24 de fevereiro de 2026.
- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em francês cujo título é «Stéphanie de Belgique», especificamente desta versão.
Bibliografia
[editar | editar código]- Bérenger, Jean (1990). Histoire de l'Empire des Habsbourg (1273-1918) (em francês). [S.l.]: Fayard. ISBN 978-2-213-02297-0.
- da Bélgica, Luísa (1921). Autour des trônes que j'ai vu tomber (em francês). Paris: Éditions Albin Michel. ISBN 978-2-87106-192-2.
- da Bélgica, Estefânia (2003). Je devais être impératrice: Mémoires des filles de Léopold II. Histoire (em francês). Bruxelas: Le Cri – Preface by Georges-Henri Dumont. ISBN 978-2-87106-324-7.
- de Windisch-Graetz, Ghislaine (1990). L'archiduchesse rouge: La vie d'Élisabeth-Marie, orpheline de Mayerling 1883-1963. Document Duculot (em francês). Paris: Duculot. ISBN 978-2-8011-0881-9.
- Defrance, Olivier (2001). Louise de Saxe-Cobourg: Amours, argent, procès (em francês). Bruxelas: Racine. ISBN 978-2-87386-230-5.
- Enache, Nicolas (1999). La descendance de Marie-Thérèse de Habsburg (em francês). Paris: Éditions L'intermédiaire des chercheurs et curieux. ISBN 978-2-908003-04-8.
- Schiel, Irmgard (1980). Stéphanie princesse héritière dans l'ombre de Mayerling. Les évadés de l'oubli (em francês). Traduzido por Dominique Mols. Gembloux: Duculot. ISBN 978-3-421-01867-0.
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