Dogo argentino

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Dogo argentino
Dogo argentino adulto
Nome original Dogo argentino
Outros nomes Dogue argentino
País de origem  Argentina
Características
Peso 36-45 kg
Altura macho 63-77 cm na cernelha
Altura fêmea 62-68 cm na cernelha
Cor branco
Expectativa de vida 10-12 anos
Classificação e padrões
Federação Cinológica Internacional
Grupo 2 - Cães de tipo Pinscher e Schnauzer, Molossóides e Cães de Montanha, e Boiadeiros Suiços
Seção 2 - Molossos, tipo dogue
Estalão #292 - 29 de janeiro de 1999

O dogo argentino[Nota] é uma raça canina oriunda da Argentina, que foi criada para o combate e para a caça e captura de animais de grande porte, como javalis e pumas. A origem desta raça é recente e está totalmente documentada.

[1] História[editar | editar código-fonte]

Dogo argentino

Para iniciarmos a nossa volta ao passado no intuito de desvendar um pouco mais sobre a raça Dogo Argentino, considero de interesse primário o entendimento da origem da raça, o como, porque e para que foi criada, quais foram as raças que intervieram na sua formação.

Mas antes de entrarmos no assunto em si é importante termos um panorama da mediterrânea córdoba, que certamente nos ajudara a compreender os muitos dos porquês ? Quando ? Como?

Com auxílio de alguns historiadores da época vamos recordar em sua "Historia de la Provincia de Cordoba” ao que era denominada “Belle Epoque” da córdoba de então...

“Córdoba possuía a fisionomia das capitais desejosas de mostrar-se importante e puljante para o resto do país. Conservadora em alguns aspectos e progressitas na construção das suas edificações era uma cidade cheia de vida e fortes traços culturais.

Esta Córdoba, ao mesmo tempo espiritual e romântica, próprio da época, misturava muitas das faces da vida colonial herdando dos antepassados espanhóis várias paixões e, entre elas talvez uma das maiores: a rinha de cães “. 

Embora as touradas e nem as brigas de galo não tenham logrado êxito, outra mais brutal pela qualidade de seus protagonistas ficaram populares: La Pelea de Perros.

Apesar das leis proibitivas muitos Cordobeses entre eles presidentes, governadores, ministros e altos magistrados vinham se reunir e se divertir aos domingos com o sangue dos aguerridos gladiadores caninos que eram submetidos a essas cruéis provas.

Como consequência de tanta paixão e interesse nos jogos, todos buscavam obter os melhores cães, e , para esse fim recorriam aos mais diversos cruzamentos entre as raças caninas que existiam.

Antônio Norez Martinez que nessa época começava a se interar de "las peleas", resolveu desenvolver uma raça superior de rinha, no caso o objetivo era derrotar um mestiço de Boxer do Sr. Carlos Paz, até então, imbatível.

Uma forma integrada por cães que descendiam dos Mastins (Alanos/Perro de Toro) que foram trazidos pelos espanhóis nos tempos das conquistas e colonização, o Bull Terrier, o antigo Bulldog Inglês e o Boxer formaram a Base do que seria mais tarde conhecido como "Viejo Perro de Pelea Cordobês". Esses cruzamentos produziam os mais famosos lutadores dando origem a exemplares adultos com mais de 30 Kg.

Essa fórmula, guardada a princípio com zeloso segredo, foi ficando pouco a pouco de conhecimento geral e logo foram os únicos cães que passaram a ganhar todas as rinhas. 

Cada vez mais criadores adotaram essa fórmula, que repetindo através dos tempos por intermédio de cruzamentos entre si deram origem a uma formidável raça de luta de cor branca ou com pequenas manchas, olhos e nariz negros, crâneo pesado, com focinho largo, musculatura escultural que foi denominada como “Viejo Perro de Pelea Cordobes”.

Entre os exemplares que foram famosos pelo seu extraordinário valor que que encerraram sua carreira sem perder uma única luta poderiamos citar o Chino, Johnson y Toy, de Oscar Martinez, el Roy de los Deheza, el Caradura de Don Rogelio Martinez, el italiano de Don Pepe Peña, el Taitú de los Villafañe e el Centauro del Mayor Baldasarre.

[2] Raças de Formação do Dogo Argentino[editar | editar código-fonte]

Viejo Perro de Pelea Cordobés, como base. Animal extraordinário para o combate, com valor e resistência tremenda para a luta, morriam lutando e não recuavam jamais, por carecerem de faro e velocidade e pela sua ferocidade para com os seus congêneres os tornavam inútil para a caça. Mas essa raça primitiva tinham qualidade congênitas essenciais em razão da excelente herança ancestral:

Mastim, Bullterrier, Bulldog Inglês e Boxer. A grande gimnasia(1) funcional e os duros combates a que foram submetidos geração após geração, foram acrescentando e reforçando cada vez mais a sua valentia original.

Ao Viejo Perro de Pelea Cordobés, que eram quase sempre brancos,  foram-se acrescentando distintas correntes de sangue, para evitar a consanguinidade. 

O Dogue Alemão foi inserido para dar peso e tamanho. 

O Bulldogue Inglês e o Bullterrier foram reintroduzidos para acrescentar o seu valor, intrepidez, resistência, insensibilidade a dor e tenacidade a luta, contribuindo também o Boxer para dar vivacidade e inteligência.

O Mastim dos Pirineos que foram importantes para dar tamanho, rusticidade, olfato, acentuando o seu manto branco, deu força e resistência e, em especial a adapatabilidade a todos os climas, típicas das raças de montanha. 

O Pointer Inglês que foram importados da frança foi o principal responsável pelo bom olfato que caracteriza a raça. O Irish Wolfhound deu velocidade e, junto com o Dogue Alemão e o Mastim dos Pirineus reforçou o seu tamanho. 

O Dogue de Bordeaux, embora não muito puro, que existiam em Córdoba e que também eram usado para as lutas, foi introduzido assim mesmo, contribuindo com a sua forte mandíbula, sua potente cabeça e o seu grande valor para o combate, mas desgraçadamente a sua inclusão trouxe como consequência o amarelamento da pelagem, que Antönio Nores considerou como indesejado, e, resolveu não insistir mais nos cruzamentos, uma vez que já haviam transmitido a fortaleza das mandíbulas desejadas nos primeiros cruzamentos.

Um ponto importante refere-se ao Perro de Pelea Cordobês, essa raça hoje é extinta. Muito do novo trabalho na nova raça foi o de eliminar a agressividade que eles tinham entre os seus congêneres e desenvolver o instinto de caça. Um esforço que foi essencial para o sucesso do programa. Para evitar os problemas de consanguinidade foi desenvolvida duas linhas de sangue: Família Araucana e Família Guarani.

[3] Características[editar | editar código-fonte]

Hoje ainda caçadores na Argentina e nos países vizinhos, inclusive Brasil, usam Dogo para a caça de  Javalis. Essa é a melhor maneira de manter o seu espírito de caçador vivo.

Uma das características mais marcantes na raça é a sua coragem... 

Ela é tida por muitos como legendária. É fácil entender o porque.

As mais selvagens feras, quando vêem perigo de vida, frente a um inimigo superior em força e tamanho cedem terreno, abdicam da sua agressividade, fogem da luta e buscam salvação no meio da selva. 

Todos os seres racionais e irracionais primam por esse instinto de conservação acima de todos os outros. 

O Típico Dogo Argentino - e há mil provas disso – prima pelo instinto combativo ao da conservação, e consequentemente não nos surpreende quando o vemos gravemente lesionados, muitas vezes quase morrendo, sem ceder a luta com javalis muito vezes o seu tamanho. 

Isso não quer dizer que o Dogo Argentino seja um cão feroz - o que significa ser agressivo sem discernimento -, mas sim um cão valente e muito equilibrado , o que é uma condição oposta a ferocidade. 

Porque valente significa ser decidido para a luta, tenaz em combate, capaz de assimilar o castigo sem protestar, sem ceder um palmo na contenda, de lutar, se preciso for, a custa da sua própria vida apenas pelo prazer de cumprir o que o foi ordenado pelo seu dono. 

Companheiro dedicado e obediente, mostra-se totalmente submisso às ordens do proprietário e da família com quem convive. 

Sempre interessado em todas as atividades da família, é sensível e inteligente o bastante para reconhecer as pessoas que não fazem parte do círculo familiar, e ainda assim, permitir que elas possam integrar e participar da vida dos seus donos.

Referências

  1. «BRAVURA DEL AYAR». Consultado em 2016-07-21. 
  2. «BRAVURA DEL AYAR». Consultado em 2016-07-21. 
  3. «BRAVURA DEL AYAR». Consultado em 2016-07-21. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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