Sepultamento

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Um funeral subaquático em Vinte mil léguas submarinas da edição com desenhos de Alphonse de Neuville e Edouard Riou.

O sepultamento ou inumação consiste no ato de colocar o corpo falecido em uma sepultura (Túmulo). Por isso, o sepultamento é um ato distinto de enterro. O cadáver é sepultado numa sepultura ou na cova ou em jazigos.

A origem do enterro, do velório e de outros costumes ligados à morte

1. O ato de enterrar os corpos é quase tão antigo quanto o próprio ser humano. Pesquisadores descobriram cemitérios estimados em 60000 a.C., com chifres de animais sobre os restos mortais, indicando que já existia o ritual de presentear o falecido.


2. A necessidade de “esconder” os corpos embaixo da terra, ou mesmo de pedras, tinha um sentido diferente do atual: corpos em putrefação atraíam animais. Sendo assim, essa era uma maneira de se proteger dos predadores.


3. Já o costume de velar os corpos tem outra origem. É provável que esse ritual tenha surgido na Idade Média, quando muitos dos utensílios domésticos, como copos e pratos, eram fabricados com estanho. As famílias com mais posses utilizavam copos desse metal para consumir bebidas alcoólicas, porém, a mistura das substâncias poderia deixar o sujeito “no chão”, causando uma espécie de narcolepsia. Quando encontrado, o corpo era recolhido e colocado sobre uma mesa. Assim, a família fazia uma vigília para ver se o “morto” iria acordar.


4. O nome “velório” surgiu das velas. O fato é que, sem luz elétrica na época, as pessoas passavam as noites segurando velas enquanto vigiavam o falecido. Daí a expressão “velar” o corpo.

5. Algumas religiões dizem que o velório deve durar 24 horas porque o espírito ainda está presente no corpo.

6. O povo hebreu criou o costume de sepultar os mortos, posteriormente adotado pela Igreja Católica.


Túmulo dos Patriarcas

7. O sepultamento, diferente do enterro, consiste em colocar o corpo em uma sepultura e não em uma cova.

8. Os sepultamentos dentro de igrejas eram muito comuns na Europa até que, no século XIV, a peste negra dizimou milhões de pessoas, fazendo com que não fosse possível comportar tantos corpos. Assim, os enterros foram instituídos.


Esqueleto encontrado em igreja pelo historiador de arte Paul Koudounaris

9. No Brasil, os sepultamentos em igrejas existiram até a década de 20, quando foram construídos os primeiros cemitérios. Antes disso, apenas escravos e indigentes eram enterrados, enquanto os homens livres eram sepultados nas igrejas. Devido a esse costume, era possível “medir” o tamanho de uma cidade pela quantidade de igrejas que ela possuía.

10. Estima-se que o maior cemitério do mundo é o “Wadi Al-Salaam”, no Iraque, com mais de 5 milhões de corpos.


11. Já a cremação, técnica que reduz um corpo a cinzas, foi criada por volta de 1000 a.C. pelos gregos e romanos, que acreditavam que o sepultamento era para criminosos e seria mais digno ter o corpo cremado.

12. Até 1964, a Igreja Católica não permitia que seus fiéis fossem cremados. Atualmente, mesmo sem a proibição, o hábito do enterro ainda continua muito forte em países católicos.


13. No Brasil, quem não possui um espaço privado no cemitério é enterrado nas “quadras gerais”. Após três anos, o corpo é exumado e os restos são direcionados a um ossário.

14. Os valores para a cerimônia de velório e o enterro variam muito de cidade para cidade. O jornal Estado de Minas fez um levantamento na capital e verificou que os preços podem divergir de R$ 3,77 mil a R$ 43,6 mil.


15. Já o site Crematório Vila Alpina aponta que as cremações custam de R$ 4,5 mil a R$ 9 mil no país.

16. Enterrar um corpo em terreno privado, e não no cemitério, é considerado crime de ocultação de cadáver.

17. Na China, o preço do metro quadrado dos sepulcros chega a mais de R$ 20 mil.


18. Algumas funerárias oferecem transmissão ao vivo do velório para parentes e amigos que não podem comparecer.

19. Pensando em diminuir o impacto ambiental, já que o caixão, as roupas e o líquido tóxico da decomposição do corpo podem atingir os lençóis freáticos, foram criados caixões de material biodegradável. Porém, são pouco solicitados por sua aparência.


20. No início, os velórios eram realizados nas casas das famílias e todos os parentes e pessoas próximas compareciam e entregavam flores. Com o surgimento de lugares próprios para isso, muitos não podiam se deslocar até o local do velório e passaram a enviar as flores e cartas, que muitas vezes, na emoção do momento, não eram lidas. Para mostrar a todos que, mesmo não comparecendo, aquela pessoa se importava com o morto, passou-se a enviar flores e faixas com um recado em letras garrafais. Assim, todos os presentes poderiam saber quem enviou e a mensagem. Essa é a origem mais provável para a coroa de flores.


21. A tanatopraxia é uma técnica para conservar cadáveres e consiste em duas etapas. Na primeira, há a substituição do sangue por um fluido à base de formol. Depois, utilizando uma bomba de aspiração, são retirados gases e fezes. O corpo ainda é limpo, e o profissional cuida dos cabelos, da barba, das unhas e até da maquiagem do falecido. O procedimento custa em média entre R$ 500 e R$ 1.000.

Motivos para o sepultamento[editar | editar código-fonte]

O sepultamento não é necessariamente uma questão de saúde pública. Ao contrário do que imagina o senso comum, a Organização Mundial da Saúde prescreve a inumação obrigatória apenas de cadáveres portadores de alguma doença infecciosa[1].

Visita aos mortos em Guanajuato, México
  • Respeito pelos restos mortais é necessário, pois se deixados ao relento, os corpos poderão ser consumidos por necrófagos, o que é considerado um ultraje em muitas (mas não todas) culturas.
  • O sepultamento pode ser visto como "fecho" para a família e amigos do falecido. Enterrar e ocultar o corpo é uma forma de aliviar a dor da perda física do ente querido.
  • Muitas culturas acreditam na vida após a morte. O sepultamento é visto comumente como passo necessário para que o morto alcance esta "nova etapa".
  • Muitas religiões prescrevem uma maneira "correta" de viver, o que inclui os costumes relacionados com o tratamento dos mortos.
  • Desde que passamos pela cultura agrícola, ele nos dá imagens comparativas fortes, pois assim como a semente o defunto é depositado numa cova para que possa nascer noutra forma.

Exumação[editar | editar código-fonte]

Em algumas circunstâncias, é necessário desenterrar o corpo para que uma perícia possa determinar a causa da morte. No meio jurídico, tal termo denomina-se exumação e é realizado através de ordem judicial, a pedido das partes ou dos próprios peritos, a fim de ser submetido à perícia médico-legal. O sepultamento evita em grande parte que os restos mortais se misturem aos elementos presentes no solo, o que dificultaria a realização de exames mais minuciosos, como o toxicológico, por exemplo.[2] No Brasil a exumação ocorre também, 3 ou 5 anos após o sepultamento em cova rasa, dependendo do caso e da legislação local do município. Após esse período os restos mortais são depositados, geralmente, no ossário do cemitério, para dar espaço a novos corpos, fato que ocorre nos casos em que a família não adquire sepultura ou jazigo perpétuo.

Religião[editar | editar código-fonte]

Algumas religiões acreditam que, depois da morte, as pessoas passam por um julgamento final, no qual Deus (ou entidade(s) equivalente(s) variando de religião para religião) decide, baseando-se nos valores morais ou legais, se elas vão para o céu ou para o inferno. Outros propõem que a morte é o fim de toda a existência e consciência.

Referências

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