Futsal FIFUSA

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a modalidade esportiva da FIFUSA/AMF. Para a versão da FIFA, veja Futebol de salão. Para a modalidade para deficientes visuais, veja Futebol de cinco.
Futsal FIFUSA

Tokyo rooftop football.jpg
Uma partida no alto de um edifício em Tóquio. A demanda por menores espaços do que o futebol de campo popularizou o futsal.

Outros nomes Futebol de Salão
Autoridade máxima AMF
Ano de criação 1930(origem como recreação)[1]
1949(oficialização das regras)[1]
Origem Uruguai[1]
 Brasil[2]
Participantes 5 por equipe[3]
Local de disputa Quadra
Duração 2 tempos de 20 min (cronometrado)[3]
Equipamento bola
Olímpico Não

Futebol de salão FIFUSA ou Futsal FIFUSA é uma variação do futebol de salão, surgida a partir de um cisma entre a antiga FIFUSA e a FIFA, entre 1989 e 1990. Possui este nome por ter sido inicialmente regido pela atualmente extinta Federação Internacional de Futebol de Salão, sendo atualmente regido pela Associação Mundial de Futsal. O Futsal FIFUSA conserva as regras do esporte conforme eram praticadas em seus primórdios, sob a tutela da FIFUSA, diferenciando-se assim do futsal FIFA, versão atualmente mais praticada e divulgada do mesmo esporte. Cabe observar que o termo futsal costuma ser usado genericamente como sinônimo de futebol de salão.

História[editar | editar código-fonte]

Até 1989, as histórias das duas modalidades de futsal se confundem, sendo que as regras utilizadas até então eram as regras do atual Futsal FIFUSA, e apenas esta federação organizava os torneios. Em finais dos anos 80, a FIFA passou a organizar torneios de "futebol de cinco", uma variação do futebol de salão de então, sendo que a o Campeonato Mundial de Futebol Cinco, realizado em 1989, hoje é considerado como uma legítima Copa do Mundo de Futsal. A FIFA no entanto buscava ter o controle do futebol de salão a nível mundial.O termo futsal foi originalmente cunhado pela FIFUSA em reação à proibição da FIFA de se usar o nome futebol por entidades que não ela própria. No entanto, o nome acabou sendo adotado pela própria FIFA mais tarde. Em 1990, a FIFA passou a congregar as principais federações nacionais, a FIFUSA congregou pequenas federações e criou novas, como por exemplo a Confederação Nacional de Futebol de Salão, já que a Confederação Brasileira de Futebol de Salão se filiou à FIFA. A FIFA criou as novas regras para o esporte, organizando os campeonatos mundiais da modalidade. Assim, a FIFUSA paralisou suas atividades, porém outras federações insatisfeitas, tais como a Confederação Pan-Americana de Futsal, continuaram organizando campeonatos de futsal em paralelo, como por exemplo os mundiais de 1991, 1994 e 1997,[4] sempre seguindo as regras previstas pela extinta FIFUSA. Em 2000, foi fundada a nova AMF, sucessora da FIFUSA, que organizou os mundiais de 2000, 2003, 2007, 2011 e 2015.

Regras[3][editar | editar código-fonte]

Embora mantenham em comum sua essência, a criação de algumas regras diferenciadas criou peculiaridades em cada uma das modalidades: o futsal, com uma bola mais leve e com a valorização do uso dos pés adquiriu maior semelhança com o futebol de campo e ganhou maior dinâmica com novas regras que o tornaram mais ágil, como por exemplo, permitir que o goleiro atue como um jogador de linha quando ele está fora da sua área; o futebol de salão, buscando sempre preservar as regras originais, manteve mais as características de um esporte indoor, com um jogo mais no chão, reduzindo o jogo aéreo, devido ao peso da bola, com laterais e escanteios cobrados com as mãos para maior controle e limitações à movimentação tanto do goleiro, restritos à sua área, como dos demais jogadores. Dessa forma, a dinâmica do jogo em uma e outra modalidade tornou-se sensivelmente diferenciada. Basicamente são apenas oito regras, além de todo um arsenal de regulamentações; contudo essas regras são o suficiente para diferenciar em muito essa modalidade do popular futsal, que tem variações em suas regras, dependendo das categorias.[5]

A bola[editar | editar código-fonte]

A bola do futsal deverá ter entre 40cm e 51cm de circunferência, 200g a 280g de peso, uma calibração de 9 libras, não podendo saltar mais de 35cm de altura em seu primeiro rebote quando solta a 2 metros do chão. No segundo rebote não poderá ultrapassar os 6cm de altura.

Para categorias menores ou feminina, as medidas de peso e circunferência são ligeiramente reduzidas.

A quadra[editar | editar código-fonte]

A quadra deve medir entre 28x16m (mínimo) e 40x20m (máximo). Em caso de jogos internacionais, deve medir entre 36x18m (mínimo) e 40x20m (máximo).[3]

Zona de Substituições e Área Técnica[editar | editar código-fonte]

A área técnica deverá ser marcada junto à zona de substituições, a uma distância de 75cm (setenta e cinco centímetros) da linha lateral, no mesmo alinhamento do início da zona de substituições e terminando 1m (um metro) após o término da zona de substituições, fechando até o alinhamento dos bancos de reservas, onde o técnico ou treinador poderá permanecer em pé e passar as instruções para sua equipe.

Substituições[editar | editar código-fonte]

No decorrer da partida cada equipe poderá efetuar substituições ilimitadas.As substituições só ocorrem com a saída da bola e a paralisação da partida, sendo feita esta substituição em frente ao cronometrista anotador.

Tiro de Canto e Lateral[editar | editar código-fonte]

Todas as cobranças de lateral e escanteio são realizadas com os pés.

O Pênalti[editar | editar código-fonte]

A área de meta é demarcada por um semicírculo com raio de base a 6 metros do centro da linha do gol . O tiro de castigo (ou pênalti) é cobrado de um ponto a uma distância de nove metros do gol. Deve-se manter um pé imóvel, movimentando apenas um para a conclusão.A Primeira Penalidade será revertida em lateral.=== Goleiro ===O goleiro atua somente em sua área de meta, não podendo ultrapassar a mesma. Este jogador pode ser substituído (como qualquer outro) e também pode trocar de posição com outro jogador (este caso não é considerado como uma substituição), devendo a partida estar paralisada e o árbitro notificado. Uma exceção ocorre na cobrança de penalidade máxima, quando não é permitida esta troca de posições, salvo constatado (pelo árbitro e por um médico) que o goleiro tem uma lesão grave. O goleiro também não pode executar tiro livre fora de sua área e nem executar penalidade máxima.

Gol[editar | editar código-fonte]

Quando o goleiro não está na área, é valido o gol dentro da área (salvo algumas interpretações contidas no Livro de Regras[3]).

Cartões[editar | editar código-fonte]

  • Amarelo: Advertência
  • Azul: Desclassificação (substituição automática), ou seja, não poderá mais voltar a jogar na mesma partida.
  • Vermelho: Expulsão (substituição automática), ou seja, não poderá mais voltar a jogar na mesma partida.

Referências

  1. a b c «Histórico». CNFS. Consultado em 11 de Outubro de 2012 
  2. «História do Futsal Paulista». Federação Paulista de Futsal. 2012. Consultado em 11 de Outubro de 2012. Arquivado do original em 3 de março de 2013 
  3. a b c d e «Regras e Regimentos». CNFS. 2012. Consultado em 11 de Outubro de 2012 
  4. «Historial de Competiciones» (em espanhol). AMF. 2011. Consultado em 11 de Outubro de 2012. Arquivado do original em 21 de junho de 2012 
  5. «Futsal: Reglas del Juego» (em espanhol). AMF. 2011. Consultado em 11 de Outubro de 2012. Arquivado do original em 22 de agosto de 2009 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]