Glicério (São Paulo)

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Glicério
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Glicério
Bandeira
Brasão de armas de Glicério
Brasão de armas
Hino
Gentílico glicerense[1]
Localização
Localização de Glicério em São Paulo
Localização de Glicério em São Paulo
Mapa de Glicério
Coordenadas 21° 23' 02" S 50° 12' 39" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária[2] Araçatuba
Região imediata[2] Birigui-Penápolis
Municípios limítrofes Brejo Alegre, Braúna, Coroados, Penápolis
Distância até a capital 443 km
História
Fundação 30 de dezembro de 1925 (96 anos)
Administração
Distritos
Prefeito(a) Ildo Gaúcho (PSDB, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 272,80 km²
População total (estatísticas IBGE/2018[6]) 4 801 hab.
Densidade 17,6 hab./km²
Clima tropical (Cwa)
Altitude 400 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 16270-000 a 16289-999[5]
Indicadores
IDH (PNUD/2010[7]) 0,735 alto
PIB (IBGE/2015[8]) R$ 76 800,80 mil
PIB per capita (IBGE/2015[8]) R$ 16 090,68
Outras informações
Padroeiro(a) Santa Terezinha
Sítio www.glicerio.sp.gov.br (Prefeitura)
www.glicerio.sp.leg.br (Câmara)

Glicério é um município brasileiro do estado de São Paulo, Região Sudeste do país. Sua população estimada em 2018 era de 4 801 habitantes.[6] O município é formado pela sede e pelo distrito de Juritis.[9][10]

A cidade ficou conhecida por ser o local de nascimento do 38º Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro e o do ex-presidente do Corinthians Alberto Dualib.

História[editar | editar código-fonte]

Sua história começa em 1906, quando a família Castilho se muda para a região devido à fertilidade das terras, porém foram expulsos pelos índios Coroados que lá viviam. Aproximadamente 30 anos depois, o general Francisco Glicério se aproxima da região por conta da construção dos trilhos da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, e dá melhores condições para o estabelecimento do povoado. O Povoado de Castilho foi fundado oficialmente em 1913, quando os primeiros ranchos começaram a ser construídos.[11]

Em pleno progresso o povoado transformou-se em Distrito de Paz pela Lei nº 1.747 de 19/11/1920, pertencendo ao município de Penápolis e com o nome de Glicério, em homenagem ao general desbravador.

Pela Lei nº 2.144 de 30 de dezembro de 1925, o distrito foi elevado à município, desmembrando-se de Penápolis. O município foi instalado em 28/03/1926.

Foram criados em seu território os seguintes distritos:[12]

  • Braúna, no ano de 1928, e que emancipou-se em 1953;
  • Herculândia, no ano de 1930, transferido para o município de Pompéia em 1938;
  • Tupã, no ano de 1934, e que emancipou-se em 1938;
  • Quintana, no ano de 1936, transferido para o município de Marília em 1937;
  • Parnaso, no ano de 1937, transferido para o município de Tupã em 1938;
  • Luiziânia, no ano de 1944, transferido para o município de Braúna em 1953;
  • Juritis, também no ano de 1944.

À exceção de Juritis, que permanece como distrito de Glicério, e de Parnaso, que permanece como distrito de Tupã, todos os outros distritos emanciparam-se e tornaram-se municípios autônomos.

A primeira câmara do Município foi composta por Manoel Tavares de Oliveira, Estácio Nunes da Silva, Enoch José de Castilho, Antenor de Paula Pereira, Francisco Thomaz Garcia e Urias Vicente de Araújo. O primeiro prefeito foi Manoel Tavares de Oliveira.

Um marco importante na cidade é a Fazenda Icatu, propriedade do governo onde existe um Posto Indígena.

Em 1928 a cidade era primariamente rual, mas logo em 1929 foram criadas fábricas de telhas e ladrilhos, que eram exportados para os municípios vizinhos.[13]

Ficou Nacionalmente conhecida por ter nascido em Glicério, o atual Presidente Jair Bolsonaro.

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[14] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Araçatuba e Imediata de Birigui-Penápolis.[2] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Birigui, que por sua vez estava incluída na mesorregião de Araçatuba.[15]

Localiza-se a uma latitude 21º22'34" sul e a uma longitude 50º12'21" oeste, estando a uma altitude de 400 metros.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

Telecomunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade foi atendida pela antiga Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973, quando esta foi incorporada pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que construiu em 1981 a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica, sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo para suas operações de telefonia fixa.[17][18]

Administração[editar | editar código-fonte]

Glicerenses ilustres[editar | editar código-fonte]

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Glicério». Consultado em 27 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2018 
  2. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  3. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). «Glicério - Histórico» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 27 de setembro de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 27 de setembro de 2018 
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (9 de setembro de 2013). «Glicério - Unidades territoriais do nível Distrito». Consultado em 27 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2018 
  5. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  6. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2018). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2018» (PDF). Consultado em 27 de setembro de 2018 
  7. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 27 de setembro de 2018. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
  8. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2015». Consultado em 27 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2018 
  9. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  10. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  11. «História de Glicério». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 21 de agosto de 2021 
  12. «HISTÓRICO DA FORMAÇÃO DO MUNICÍPIO DE GLICÉRIO». Fundação Seade 
  13. Chimara, Marília Bezulle; Silva, Edinho; Pain, Chennyfer; Storopoli, José Eduardo (1 de dezembro de 2013). «Gestão do Sistema de Saúde do Município de São Paulo com Base nos Parâmetros de Avaliação do PMAQ-AB: Estudo de Casos na Microrregião de Cidade Tiradentes». Revista de Gestão em Sistemas de Saúde (02): 174–197. ISSN 2316-3712. doi:10.5585/rgss.v2i2.85. Consultado em 22 de agosto de 2021 
  14. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 27 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 27 de setembro de 2018 
  15. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 27 de setembro de 2018 
  16. «Glicério -- Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 7 de janeiro de 2021 
  17. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  18. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Glicério