Jaguari

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Município de Jaguari
"Cidade das belezas naturais"
Ponte sobre o Rio Jaguari

Ponte sobre o Rio Jaguari
Bandeira indisponível
Brasão de Jaguari
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Fundação 16 de agosto de 1920 (97 anos)
Gentílico jaguariense
Prefeito(a) Roberto Carlos Boff Turchiello (PMDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Jaguari
Localização de Jaguari no Rio Grande do Sul
Jaguari está localizado em: Brasil
Jaguari
Localização de Jaguari no Brasil
29° 29' 49" S 54° 41' 24" O29° 29' 49" S 54° 41' 24" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Centro Ocidental Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Santa Maria IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes São Vicente do Sul, Mata, São Francisco de Assis, Nova Esperança do Sul, Santiago e Jari
Distância até a capital 402 km
Características geográficas
Área 673,459 km² [2]
População 11 551 hab. est. IBGE/2016[3]
Densidade 17,15 hab./km²
Altitude 112 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,795 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 124 919,571 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 10 551,53 IBGE/2008[5]
Página oficial

Jaguari, conhecido como a "cidade das belezas naturais", é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

Jaguari (Jaguar-y) é uma palavra de origem guarani e significa "rio do jaguar".[6]

História[editar | editar código-fonte]

O local onde atualmente localiza-se o município de Jaguari teve como primeiros habitantes os índios guaranis. Porém, ao contrário do que muitas vezes se afirma, a Redução Jesuítica de São Tomé não fez parte da fundação da cidade de Jaguari. Esta redução foi fundada em 1632 pelo Padres Manuel Bertot, Luís Ernot, Romero mais Cristóvão de Mendoza e Paulo Benavides nas proximidades da margem direita do rio Jaguari Mirim, onde hoje é a localidade de São Tomé, no primeiro distrito de São Francisco de Assis. Essa, que foi a mais próspera das Reduções da região, não teve um período de duração muito longo, tendo sido abandonada em 1638.[7]

Muitos indígenas remanescentes voltaram a região, habitando, dentre outras, o Sítio em São Francisco de Assis e as margens do rio Jaguari dentro dos atuais limites do município de Jaguari.[7]

Em 29 de abril de 1871 foi criada uma colônia agrícola para nacionais e estrangeiros na costa da Serra Geral, que margeia o rio Jaguari Grande, no distrito de São Vicente, então município de São Gabriel. No ano de 1877, começou o povoamento das colônias de Silveira Martins, enquanto São Tomé que ficou aguardando para ser povoada.

Não havendo mais terras devolutas naquela região, alguns imigrantes desviaram de Silveira Martins para a região de matas entre São Vicente, Santiago do Boqueirão e Júlio de Castilhos, chamada de Jaguari devido ao rio que a percorre. Nesse local, a Comissão de Medição já havia demarcado 78 lotes de 25 hectares cada um, para o futuro núcleo de Jaguari, e iniciado a construção do barracão que deveria abrigar não só o pessoal da comissão como também os imigrantes recém chegados.

O núcleo colônia instalou-se em 1889, à margem direita do rio Jaguari. A urbanização foi planejada e demarcada pelo engenheiro José Manuel de Siqueira Couto, acompanhado dos primeiros imigrantes italianos que obtiveram seus lotes. A estes se seguiram os húngaros, poloneses, russos, alemães, entre outros.

Os primeiros colonizadores foram organizando suas habitações e lavouras em meio à mata virgem, onde a flora e a fauna eram exuberantes e variadas. Nas muitas comunidades que iam se formando, erguia-se, no centro, a capela dedicada ao santo de sua devoção. Ao lado, surgia o salão que, após as devoções, era ponto de reunião para conversa entre amigos e realizações de festas e jogos. A religião entre os imigrantes foi sempre fator de integração.

O distrito de Jaguari foi criado pelo ato municipal de 15 de fevereiro de 1893, no então município de São Vicente do Sul. Neste mesmo ano teve início a construção da igreja matriz, projetada por Pelegrini e decorada pelo pintor Angelo Lazzarini, sendo colocado em uma das torres um grande relógio, ainda hoje em perfeito funcionamento. A igreja tem como padroeira Nossa Senhora da Conceição, e teve sua obra concluída em 1907.

Por volta de 1894, a população de Jaguari aproximava-se dos oito mil habitantes, cerca de 270 famílias. Neste período teve início a instrução publica com dois professores: Gregório Cony e Guilhermina de Lemos Javorski. Ainda neste ano, foi instalada a iluminação a querosene por particulares, o que deu grande impulso ao núcleo que se orgulhava do seu desenvolvimento.

Na sede do distrito havia 88 contribuintes do imposto de indústrias e profissões, e o comércio mantinha-se ativo com a capital e as demais cidades.

Em 1899, quando houve a encampação do serviço de iluminação publica, ocorreu, de forma festiva, a inauguração da ponte Júlio de Castilhos sobre o rio Jaguari. Assim como o sistema rodoviário, também o ferroviário foi uma constante preocupação do administrador da colônia, no que resultou na ampliação do ramal ferroviário de Dilermando de Aguiar até Jaguari.

O município de Jaguari foi capela curada em 12 de dezembro de 1889, passando a ser paróquia em 8 de dezembro de 1915. Em 16 de agosto de 1920, Jaguari foi elevada à categoria de município, possuindo quatro distritos: 1° - sede, 2° - Santo Izidro, 3° - Ijucapirama e 4° - Taquarichin. Seu primeiro intendente provisório foi o bacharel Miguel Chimiclewisk.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Jaguari localiza-se a uma latitude 29º29'51" sul e a uma longitude 54º41'24" oeste, estando a uma altitude de 112 metros. Sua população estimada em 2004 era de 12 354 habitantes e, em 2007, de 11.626 habitantes, segundo o IBGE. Com uma área de 861,4 km quadrados. O município é banhado pelo rio Jaguari, afluente do rio Ibicuí.

Localiza-se na Região Centro-oeste do Estado, possui como limites ao sul, São Vicente do Sul e Mata; ao leste, Jari; ao oeste, São Francisco de Assis e Nova Esperança do Sul.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia jaguariense é baseada no setor primário, com destaques para a produção de fumo, soja, arroz, uva e cana-de-açúcar. O município também produz vinho e cachaça de excelente qualidade.

Eventos[editar | editar código-fonte]

  • Grito do Nativismo Gaúcho de Jaguari - festival de música nativa, normalmente agendada para o verão, serve de palco para os compositores e cantores desta modalidade.
  • Feicoagro - Feira localizada no Clube de Caça e Pesca de Jaguari, mostrando todos comércio da região.
  • Carnaval - O carnaval de Jaguari é conhecido como "O maior e melhor carnaval da região" atraindo milhares de turistas todos os anos, e cada vez mais.

Atrações turísticas[editar | editar código-fonte]

Parque Florestal Azzolin Olson
  • Balneário Fernando Schiling
  • CAPEJAR - Clube de Caça e Pesca de Jaguari que oferece diversas atividades durante todo o verão: acampamento e atividades esportivas.
  • Gruta de Fontana Freda
  • Parque Florestal Azzolin Olson - localizado próximo ao campo do Guarany, foi uma doação particular para o município e para o povo jaguariense.
  • Obelisco - Esse local oferece uma bela vista da cidade. Possui um marco que em 1922 foi erguido no topo de um cerro para homenagear o Centenário da Independência do Brasil.
  • Rota Nostra Colônia - Rota turística colonial formada por doze pequenos empreendedores rurais da colônia jaguariense de origem italiana. A rota tem um percurso total de 30 km no interior do município, passando pela localidade do Chapadão e Fontana Freda. O visitante passeia pelos parreirais, degusta vinhos, adquire produtos caseiros. Passa por propriedades que oferecem café colonial, pesca e conhece o processo da lapidação em pedras gress.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativas populacionais para os municípios e para as Unidades da Federação brasileiros em 01.07.2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 24 de junho de 2017 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. «Dicionário Informal». Portal R7. 23 de outubro de 2011. Consultado em 10 de abril de 2016. jaguari em tupi-guarani significa literalmente:¨o rio da onça¨ (jaguara + i) 
  7. a b "São Francisco de Assis - Pioneiros", capitulo "São Thomé", Francisco Evaldo Vieira Haigert
  • Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, vol.XXXIII, org. por Jurandir Pires Ferreira, Rio de Janeiro, 1959.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]