Joaquim de Sousa Quevedo Pizarro
| Joaquim de Sousa de Quevedo Pizarro | |||||
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| Visconde de Bóbeda | |||||
![]() Retrato do Visconde | |||||
| Visconde de Bóbeda | |||||
| Reinado | 28 de setembro de 1835 — 27 de abril de 1838 | ||||
| Antecessor(a) | Título concedido | ||||
| Sucessor(a) | Sem herdeiros | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 19 de novembro de 1777 | ||||
| Morte | 27 de abril de 1838 (60 anos) | ||||
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| Ocupação | Militar | ||||
| Brasão | |||||
Joaquim de Sousa de Quevedo Pizarro, 1.º Visconde de Bóbeda (Chaves, São Pedro de Agostém, Bóbeda, 19 de Novembro de 1777 — Chaves, São Pedro de Agostém, Bóbeda, 27 de Abril de 1838), foi um oficial general e político português.[1][2] Foi Ministro da Guerra (de 1 de julho a 10 de agosto de 1837) e Ministro da Guerra e da Marinha (de 10 de agosto a 9 de novembro de 1837).[2][3][4][5][6]
Biografia
[editar | editar código]Pizarro nasceu em 1777, filho de José Sousa Cardoso Pizarro e de sua mulher, D. Henriqueta Juliana Gabriela de Quevedo e Eça.[2][4][5][6]
Foi fidalgo-cavaleiro da Casa Real por sucessão (alvará de 10 de dezembro de 1792).[6] Alistou-se como cadete no Regimento de Cavalaria de Chaves, em 27 de fevereiro de 1791, passando depois a servir no corpo da Armada, onde concluiu os estudos matemáticos na Real Academia da Marinha. Foi promovido a guarda-marinha em 27 de julho de 1794, a segundo-tenente em 7 de setembro de 1796, a primeiro-tenente em 27 de julho de 1799, a capitão-tenente em 27 de julho de 1813 e a capitão-de-fragata graduado por distinção em 17 de outubro de 1817.[2][4]
Tomou parte na campanha do Mediterrâneo e na expedição a Trípoli.[2][4][6]
Participou da Guerra Peninsular, depois em 1816, no Brasil, acompanhou a Divisão de Voluntários Reais do Rio de Janeiro para Santa Catarina que se deslocavam para a Guerra contra Artigas.[7] Seguiu para Montevidéu, onde foi encarregado do Comando da Marinha, da Capitania do Porto e da Inspeção do Arsenal Real, até abril de 1818.[7][2] Em agosto do mesmo ano foi transferido para o exército com o posto de tenente-coronel e logo depois foi graduado em coronel adido ao Estado Maior do Exército do Brasil.[7] Por parecer do Conselho de Estado,[2] foi nomeado governador das armas da província do Espírito Santo, em junho de 1822, e depois ajudante de ordens do capitão general do Maranhão, general Bernardo da Silveira.[7][2][4][6]
Reformado em 1827 com o posto de Brigadeiro, estava de volta a Portugal em 1828, como governador da praça de Chaves, quando se iniciou a revolta do Porto.[7][2][4][6]
Assumiu o comando da Leal Divisão do Porto, que o nomeou segundo comandante da “Divisão Volante”. Conduziu-a à Galiza,[6] depois de derrotar em Braga as tropas realistas que tentavam opor-se à sua passagem, sob o comando do coronel Raimundo José Pinheiro. Da Galiza passou a Inglaterra e, em 1829, integrou a expedição aos Açores sob o comando do general Saldanha. Conseguiu desembarcar nos Açores em 1831, sendo aí nomeado, em 2 de julho, ministro da Guerra, Marinha e Negócios Estrangeiros da Regência, cargo que exerceu até ao desembarque de D. Pedro IV naquela ilha, sendo exonerado em 3 de março de 1832.[2][4][6]
Acompanhou as tropas que desembarcaram no Mindelo[6] em 5 de agosto de 1832 e voltou ao serviço ativo, com a nomeação de governador de armas de Trás-os-Montes, função que exerceu até 27 de maio de 1834. Foi novamente nomeado ministro da Guerra e interino da Marinha e do Ultramar em 5 de setembro de 1837. Durante o exercício das suas funções ministeriais, ascendeu a marechal-de-campo na mesma data e teve de enfrentar a Revolta dos Marechais. Foi exonerado em 30 de outubro de 1837 e nomeado comandante da 5.ª Divisão Militar, funções que desempenhou até à sua morte.[2][4][6]
Era do Conselho de Sua Majestade, cavaleiro das Ordens de Avis e da Torre e Espada, e foi deputado nas legislaturas de 1834, 1836 e nas Constituintes de 1837.[2][4][6]
Morreu solteiro, mas legitimou uma filha, D. Constança de Sousa,[6] nascida a 24 de março de 1835, que casou a 8 de janeiro de 1854 com o seu primo Miguel de Sousa Sampaio, nascido a 18 de dezembro de 1833.[2][4][5][6]
O título de Visconde foi-lhe concedido em vida por Decreto de 28 de setembro de 1835 e Carta de 9 de fevereiro de 1837, pela Rainha D. Maria II.[2][4][5][6]
Referências
[editar | editar código]- ↑ José Timóteo Montalvão Machado, Dos Pizarros de Espanha aos de Portugal e Brasil. Lisboa, 1970.
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n Zuquete, Afonso Eduardo Martins (1960). Nobreza de Portugal. 2. Lisboa: Editorial Enciclopédia, Limitada. p. 422-423
- ↑ «Pizarro, Joaquim de Sousa Quevedo (1777-1838)».
- ↑ a b c d e f g h i j k GESAutarquia. «História - Junta de Freguesia de São Pedro de Agostém». Freguesia de São Pedro de Agostém - Webiste. Consultado em 9 de novembro de 2025
- ↑ a b c d «CASA DE BÓBEDA». Noticias do Douro. Consultado em 9 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n Pinto, Albano da Silveira (1890). Resenha das familias titulares e grandes de Portugal. 1. Lisboa: Empreza Editora de Francisco Arthur da Silva. p. 279-285
- ↑ a b c d e Visconde de Bóbeda no Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses
