Júlio de Vilhena

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Júlio de Vilhena, c. 1881.

Júlio Marques de Vilhena GCCGCNSC (Ferreira do Alentejo, Ferreira do Alentejo, 28 de Julho de 1845Lisboa, 27 de Dezembro de 1928), mais conhecido por Júlio de Vilhena, foi um jurista, intelectual, magistrado e político português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Único filho de Francisco Marques de Barbuda e de sua mulher Maria José de Vilhena, neto paterno de António Pedro Marques de Barbuda e de sua mulher Teresa Aurélia de Carvalho e neto materno de João Rodrigues Nobre de Vilhena (Ferreira do Alentejo, Ferreira do Alentejo, 6 de Março de 1778 - ?) e de sua segunda mulher Luísa Teresa Figueira e primo em segundo grau do 1.º Visconde de Ferreira do Alentejo.[1]

Formou-se e doutorou-se[2] em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra no ano de 1871, apresentando como tese a obra intitulda A prova por documentos particulares segundo o Código Civil Português, publicada no ano seguinte. A 14 de Julho de 1872 doutorou-se com a dissertação intitulada Teses selectas de Direito.

Tendo-se dedicado a estudos literários e históricos, escritor,[2] publica em 1873 uma obra intitulada As Raças Históricas da Península Ibérica e sua influência no Direito Português, a qual lhe granjeou amplo reconhecimento no meio intelectual português.

Entre outras funções, foi deputado, Ministro da Marinha e Ultramar e Ministro da Justiça e dos Negócios Eclesiásticos e 3.º governador do Banco de Portugal (1895-1907). Era membro do Partido Regenerador, de que foi líder e chefe. Foi ainda Conselheiro de Estado e Par do Reino por Carta Régia de D. Carlos I de Portugal de 27 de Fevereiro de 1890, Ministro de Estado Honorário, sócio e presidente da Academia Real das Ciências de Lisboa, diretor do Jornal Económico, d' O Universal e do Diário Popular, juiz conselheiro vogal e presidente do Supremo Tribunal Administrativo e presidente da Liga Naval. Foi, ainda, Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa de Portugal, da Ordem de Carlos III e da Ordem do Mérito Naval de Espanha, da Ordem de Leopoldo I da Bélgica, da Ordem da Estrela Polar da Suécia, da Ordem de Santo Alexandre da Bulgária, da Ordem de Santa Catarina da Rússia, etc.[2][3]

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Casou em 1872 com Maria da Piedade Leite Pereira Jardim (8 de Novembro de 1848 - ?), filha de Manuel dos Santos Pereira Jardim, 1.º Visconde de Monte São, então lente de Filosofia na Universidade de Coimbra, e irmã do 1.º Conde de Valenças,[4] tendo deste casamento resultado quatro filhos e duas filhas:

Referências

  1. Manuel de Mello Correia, António Luís Cansado de Carvalho de Matos e Silva e António da Costa de Albuquerque de Sousa Lara, 2.º Conde de Guedes (1985). Anuário da Nobreza de Portugal. [S.l.]: Instituto Português de Heráldica. pp. Tomo II. 1081 e 1082 
  2. a b c Manuel de Mello Correia, António Luís Cansado de Carvalho de Matos e Silva e António da Costa de Albuquerque de Sousa Lara, 2.º Conde de Guedes (1985). Anuário da Nobreza de Portugal. [S.l.]: Instituto Português de Heráldica. pp. Tomo II. 1082 
  3. Banco de Portugal. «Antigos Governadores do Banco de Portugal». Consultado em 24 de Novembro de 2014. 
  4. Manuel de Mello Correia, António Luís Cansado de Carvalho de Matos e Silva e António da Costa de Albuquerque de Sousa Lara, 2.º Conde de Guedes (1985). Anuário da Nobreza de Portugal. [S.l.]: Instituto Português de Heráldica. pp. Tomo II. 1082, 1083 e 1084 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Pedro Augusto de Carvalho
Governadores do Banco de Portugal
18951907
Sucedido por
José Adolfo de Melo e Sousa
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