Jonas Abib

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Jonas Abib
Monsenhor, Capelão de Sua Santidade
Fundador e Superior Geral da Comunidade Canção Nova, Presidente da Fundação João Paulo II e Membro do Conselho da Renovação Carismática Católica do Brasil
Hierarquia
Papa Francisco
Atividade Eclesiástica
Congregação Congregação salesiana
Diocese Diocese de Lorena
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 8 de dezembro de 1964
Dados pessoais
Nascimento Elias Fausto,  São Paulo
21 de dezembro de 1936 (81 anos)
Nacionalidade brasileiro
Categoria:Igreja Católica
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Jonas Abib SDB (Elias Fausto, 21 de dezembro de 1936) é um sacerdote católico brasileiro.

Vocação[editar | editar código-fonte]

Nascido no interior de São Paulo, seus pais eram Sérgio Abib, de ascendência libanesa, e Josefa Pacheco.

Aos sete anos de idade, iniciou o curso de primeiro grau no Colégio Padre Moye, dirigido pelas Irmãs da providência de Gap. Aos doze anos passou a estudar no Liceu Coração de Jesus e trabalhar nas oficina de artes gráficas - setor de encadernação. Aos treze anos foi transferido para o Ginásio São Manuel, de Lavrinhas (SP), com o objetivo de integrar-se no seminário salesiano, de onde, mais tarde, partiu para Pindamonhangaba (SP), para fazer o segundo grau, no Instituto do Coração Eucarístico, e em seguida para Lorena (SP), para estudar Filosofia, no Instituto Salesiano de Filosofia e Pedagogia.

Terminada esta etapa, cursou teologia em São Paulo no Instituto Teológico Salesiano Pio XI do Alto da Lapa, e foi ordenado sacerdote pela ordem Salesiana em 1964, tendo escolhido o seguinte lema: "Feito tudo para todos". Recém ordenado padre começou, em São Paulo, a trabalhar com os jovens dando aulas na Faculdade de Ciências e Letras de Lorena/SP e promovendo encontros e retiros, principalmente na região do Vale da Paraíba, São Paulo. Em 1971, Jonas Abib teve uma experiência de oração num retiro promovido pela Renovação Carismática, marcando sua vida e ministério, tendo se tornado, desde o inicio, uma das principais lideranças desse movimento eclesial. Sua vida também é marcada pela música. É compositor de várias músicas e também é cantor católico, sendo um dos pioneiros da música católica popular do Brasil[carece de fontes?].

Comunidade Canção Nova[editar | editar código-fonte]

Em 1978, Jonas Abib, junto com um pequeno grupo de jovens, fundou a Comunidade Canção Nova, que tem a missão de formar homens novos para um mundo novo, levar a todos a experiência pessoal com a pessoa de Jesus Cristo, através de eventos e pelos meios de comunicação social.

Em 1980, a Canção Nova passou a atuar nos meios de comunicação com a Rádio Canção Nova, no município de Cachoeira Paulista, atuando na antiga frequência da Rádio Bandeirantes, hoje com potência que abrange todo o Brasil.

A partir de 1989, a Comunidade Canção Nova começou a atuar com uma retransmissora de TV, a Canção Nova pela TVE do Rio de Janeiro.

No ano de 2002, Jonas Abib celebrou os 25 anos da Canção Nova. Também em 2002, Jonas encontrou-se com o Papa João Paulo II.

Em 2004, juntamente a Comunidade Canção Nova, inaugurou o Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes, um local para mais de 80 mil pessoas [carece de fontes?].

Jonas Abib é presidente da Fundação João Paulo II e membro do Conselho da Renovação Carismática Católica do Brasil, além de outras funções.

A Comunidade Canção Nova, assim como diversas Novas Comunidades surgidas nos últimos 30 anos no Brasil (ex.: Comunidade Católica Shalom,Comunidade Doce Mãe de Deus Comunidade Catolica Recado, Comunidade MEL de Deus, Comunidade Católica Gospa Mira, Novas Comunidades no Brasil), é uma Associação Privada de Fiéis, de origem geralmente mista, i.e., homens, mulheres e/ou relgiosos.

No ano de 2008, a Comunidade Canção Nova recebeu o Reconhecimento Pontifício da Igreja, que atesta que ela é, a partir de então, uma Associação Internacional de Fiéis[1].

Título de Monsenhor[editar | editar código-fonte]

No ano de 2007, Jonas Abib recebeu o título de monsenhor. O Papa Bento XVI concedeu ao sacerdote o título que é dado a padres que se destacam por relevantes serviços prestados à Igreja e aos fiéis em suas dioceses. O pedido oficial foi feito pelo Bispo da Diocese de Lorena, Dom Benedito Beni dos Santos.

"Caso Jonas Abib", liberdade de expressão e proselitismo religioso[editar | editar código-fonte]

Jonas Abib é autor do livro Sim, Sim, Não, Não! - Reflexos de Cura e Libertação, obra esta que atingiu sua 85a edição no ano de 2007[2]. No ano de 2008, iniciou-se uma controvérsia quanto ao teor supostamente preconceituoso com que Jonas Abib se referia a outras religiões, como o espiritismo, além daquelas religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé. Em 2008, a justiça do Estado da Bahia chegou a ordenar o recolhimento da publicação no Estado. O Ministério Público Bahiano, por sua vez, acusou Abib de incitação à discriminação religiosa (art. 20, Lei n. 7.716/1989).

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal, que decidiu a respeito em 2016, em sede de Recurso Ordinário em Habeas Corpus. O relator do caso, Ministro Luiz Edson Fachin, primeiramente explicou que "o discurso discriminatório criminoso somente se materializa após ultrapassadas três etapas indispensáveis. Uma de caráter cognitivo, em que atestada a desigualdade entre grupos e/ou indivíduos; outra de viés valorativo, em que se assenta suposta relação de superioridade entre eles e, por fim; uma terceira, em que o agente, a partir das fases anteriores, supõe legítima a dominação, exploração, escravização, eliminação, supressão ou redução de direitos fundamentais do diferente que compreende inferior".

No caso concreto, o Ministro Fachin entendeu que Abib " por meio de publicação em livro, incita a comunidade católica a empreender resgate religioso direcionado à salvação de adeptos do espiritismo, em atitude que, a despeito de considerar inferiores os praticantes de fé distinta, o faz sem sinalização de violência, dominação, exploração, escravização, eliminação, supressão ou redução de direitos fundamentais". Deste modo, a Corte entendeu não se configurar o crime de incitação à discriminação religiosa, uma vez que a conduta, "embora intolerante, pedante e prepotente" como qualificou o Ministro relator do caso, insere-se no âmbito do proselitismo religioso da religião católica, qualidade "essencial ao exercício, em sua inteireza, da liberdade de expressão religiosa" [3].

Salvo o Ministro Luiz Fux[4] , os demais ministros da Primeira Turma votaram com o relator, extinguindo a ação penal.

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Discografia[editar | editar código-fonte]

Participações em discos da COMEP
Carreira Solo
Coletâneas

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]