José Trajano

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José Trajano
Trajano em 2013
Nascimento 21 de outubro de 1946 (70 anos)
Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro
Nacionalidade  brasileiro
Ocupação Jornalista

José Trajano Reis Quinhões (Rio de Janeiro, 21 de outubro de 1946) é jornalista brasileiro. Foi diretor e criador na emissora ESPN Brasil e ainda é micro empresário, em comunicação.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância e Juventude[editar | editar código-fonte]

Filho de Trajano e Nilza, o pai um professor de história e geografia, a mãe uma dona de casa que ainda encontrava tempo para ministrar aulas de artes aplicadas, viveu uma infância bem no estilo campestre, em uma fazenda da família em Rio das Flores, no interior do Rio de Janeiro. Estudou no tradicional Colégio de São Bento. Seu primeiro emprego foi ainda na adolescência, em 1963, no então Jornal do Brasil, chegando a ter seu primeiro cargo de comando em 1972 no Jornal dos Sports. Viveu boa parte de sua vida no bairro da Tijuca, na praça Afonso Pena, próximo a sede social de seu clube de coração, o America. O antigo campo do time em Vila Isabel também era frequentado por Trajano.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Começou sua carreira no Jornal do Brasil, em 1963, e desde então passou por diversos veículos do país. Foi comentarista do telejornal esportivo Cartão Verde, na TV Cultura. [2]

É comentarista de futebol sendo um dos criadores da ESPN Brasil. Foi diretor desta, de 1995 até 2012, quando sucedido por João Palomino.[3] Até seu desligamento da emissora participava dos programas Linha de Passe e Bate-Bola, sendo nome de destaque no primeiro, do qual foi o criador em 1998. Participou do extinto Pontapé Inicial da emissora, além de ter sido comentarista da Rádio Capital ESPN, desde a parceria firmada com a emissora de televisão.

É consultor para o projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, participante desde sua concepção, em 2011, fruto de muitas parcerias[4] e disseminação inclusive pelo projeto de discussão Cultura do Corpo do Instituto Goethe. Foi um dos criadores do programa oficial Caravana do Esporte.[5]

Em outubro de 2016, mantinha-se escalado como mediador em evento esportivo de debates ao vivo do Serviço Social do Comércio, cujo nome é Esporte em Jogo e prevê uma série de 8 encontros com especialistas nas diferentes áreas e modalidades desportivas. Duas destas datas já ocorridas desde agosto.[6] Em novembro de 2017,Trajano foi contratado pelo Canal Brasil,onde vai apresentar o talk show "José Carioca".[7]

Filiações[editar | editar código-fonte]

É torcedor assumido do America, do Rio de Janeiro[8] e do Arsenal da Inglaterra.

No vácuo deixado com a saída da emissora que ajudou a criar e no calor do momento político, aderiu à campanha pelo 2o. turno do candidato à prefeitura da Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, para o qual presta apoio voluntário, sem ser filiado ao PSOL, porém, com o ativismo e presença que lhe é peculiar.[9].

Em meados de 2016, em entrevista ao sitio Brasil 247, afirmou ser darcysista e brizolista, embora afirmou na entrevista ter apoiado o PT algumas vezes, votado no partido, mas diz nunca ter sido petista.[10]

Cultivava amizade íntima com o falecido craque Sócrates, com quem chegou a dividir casa e barris de chope.[11]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

No dia 30 de setembro de 2016, seu contrato foi rescindido pela ESPN Brasil, depois de 21 anos de relação com a emissora.[12] Dentre outros possíveis motivos do desgaste entre o profissional e a cúpula da ESPN estariam o episódio em que Trajano expõe indignação com a presença de Danilo Gentili em uma das atrações da emissora e que mais recentemente implicou na formalização de uma representação judicial contra Trajano.[13][14]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

É autor de dois livros, Procurando Mônica (2014) e Tijucamérica (2015).[15][16]

Referências

  1. Sílvio Lancelotti. «Trajano, o guerrilheiro da ESPN». Revista Brasileiros. Consultado em 2 de novembro de 2016. 
  2. «JOSÉ TRAJANO». Companhia das letras. Consultado em 31 de outubro de 2015. 
  3. Pedro Valadares. «O lado difícil das situações difíceis e a era José Trajano na ESPN». Consultado em 17 de outubro de 2016. 
  4. Beatriz Mendes (28 de junho de 2012). «Projeto recupera trajetórias de atletas brasileiros». Carta Capital. Consultado em 17 de outubro de 2016. 
  5. Tiago Brant de Carvalho Falcão. «A PRODUÇÃO JORNALÍSTICA EM FAVOR DA COMUNIDADE: ASPECTOS DO PROGRAMA CARAVANA DO ESPORTE» (PDF). Consultado em 17 de outubro de 2016. 
  6. «Bate-Papo ao Vivo: Ética, Respeito e Solidariedade no Esporte». Sesc SP. 31 de agosto de 2016. Consultado em 17 de outubro de 2016. 
  7. «Ex-ESPN José Trajano assina com o Canal Brasil e terá talk-show em 2017». Na Telinha. 9 de novembro de 2016. Consultado em 10 de novembro de 2016. 
  8. Sidney Rezende (19 de setembro de 2009). «No Rio, José Trajano se emociona ao falar do aniversário do América». SidneyRezende.com. Consultado em 2 de outubro de 2016. 
  9. Souza, Nivaldo. . "Trajano: “O que mais enoja é a mídia fazendo jogo sujo contra o Freixo”". CartaCapital.
  10. Alex Solnik. «José Trajano ao 247: Jucá tem que ser preso». brasil247.com. Consultado em 05 de julho de 2016. 
  11. «Falo, logo existo». Uol. Consultado em 13 de outubro de 2016. 
  12. «Após 21 anos, José Trajano é demitido da ESPN Brasil». 2016-09-30. Consultado em 30 de setembro de 2016. 
  13. «DANILO GENTILI ACIONA JOSÉ TRAJANO NA JUSTIÇA; ENTENDA». torcedores.com. Consultado em 13 de outubro de 2016. 
  14. Matheus Martins Fontes. «TRAJANO INSINUA QUE SAÍDA DA ESPN FOI POR POLÍTICA: “MANDARAM EMBORA A CARA DO CANAL”». torcedores.com. Consultado em 13 de outubro de 2016. 
  15. http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/03/1425874-jornalista-jose-trajano-relembra-sua-paixao-impossivel-em-livro.shtml. Página acessada em 31 de outubro de 2015.
  16. http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,tijucamerica--de-jose-trajano--recupera-os-tempos-de-gloria-do-america-rj,1730100. Página visitada em 31 de outubro de 2015.
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