Raimundo Eduardo da Silva

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Raimundo Eduardo da Silva
Nascimento 23 de março de 1948
Formiga (Minas Gerais)
Morte 5 de janeiro de 1971 (22 anos)
São Paulo, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Ocupação militante, operário

Raimundo Eduardo da Silva (Formiga, 23 de março de 1948São Paulo, 5 de janeiro de 1971) foi um operário e militante da Ação Popular (AP) e lutou contra o regime militar brasileiro.

É um dos casos investigados pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Pedro Eduardo e Maria Francisca de Jesus, Raimundo estudou no Colégio Estadual Visconde de Mauá e trabalhava como operário na cidade de Mauá, localizada na Grande São Paulo, tendo sido empregado das empresas Fertilizantes Capuava, Laminação Nacional de Metais e IBRAPE.

Antes de se ligar à Ação Popular, foi militante pelo Partido Comunista Brasileiro, além de ter sido presidente da Sociedade Amigos do Bairro, um grupo de jovens de igreja no Jardim Zaíra. Por conta de denúncias, foi obrigado a se refugiar em Santo André, onde, em 23 de novembro de 1970, foi vítima de facadas em uma briga local.

Após passar por duas operações, e ainda internado em uma casa de saúde da Samcil, foi descoberto pela repressão e levado ao DOI-CODIde SP contra a vontade dos médicos e de sua família pelo exército em 22 de dezembro.

Menos de duas semanas depois, foi declarado seu óbito no Hospital Geral do Exército “em virtude de agressão a faca por parte de outro preso”, segundo os relatórios dos Ministérios da Marinha e Aeronáutica.

A necrópsia, realizada em 22 de janeiro de 1971 pelo Dr. João Grigorian e Dr. Orlando José Bastos Brandão no IML de SP não relataram torturas sofridas por Raimundo, e apontaram como causa da morte, peritonite.

O corpo de Raimundo foi exumado apenas em 1983, quando pôde ser enterrado pela família no Cemitério do Lajeado, no bairro de Guaianases, São Paulo.

Em sua homenagem foi nomeada uma avenida no bairro de Jardim Zaíra, na cidade de Mauá.

Comissão da Verdade[editar | editar código-fonte]

O caso de Raimundo Eduardo da Silva foi abordado pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva” em audiência pública no dia 15 de julho de 2013. A sessão ouviu o irmão da vítima, Hélio Jerônimo da Silva que contou que, no dia 4 de janeiro de 1971, quando sua mãe levava mantimentos para serem entregues a Raimundo, foi informada por um oficial que ele “já estava fedendo há muito tempo”.

A família então teria feito uma busca pelo corpo de Raimundo, tendo sido informada no IML que ele havia sido enterrado como indigente no Cemitério de Perus.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

1. https://web.archive.org/web/20140703220145/http://comissaodaverdade.org.br/caso_integra.php?id=32

2. http://www.dhnet.org.br/dados/dossiers/dh/br/dossie64/br/dossmdp.pdf

3. http://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=336672

4. http://www.al.sp.gov.br/alesp/agenda-comissao-da-verdade/