Rio Tinto (Paraíba)

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Município de Rio Tinto
"Manchester paraibana"
Bandeira de Rio Tinto
Brasão de Rio Tinto
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 6 de dezembro de 1956 (61 anos)
Gentílico riotintense
Prefeito(a) José Fernandes Gorgonho Neto (PSB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Rio Tinto
Localização de Rio Tinto na Paraíba
Rio Tinto está localizado em: Brasil
Rio Tinto
Localização de Rio Tinto no Brasil
06° 48' 10" S 35° 04' 51" O06° 48' 10" S 35° 04' 51" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Mata Paraibana IBGE/2008 [1]
Microrregião Litoral Norte IBGE/2008 [1]
Região metropolitana João Pessoa
Municípios limítrofes Norte: Mataraca, Baía da Traição e Marcação;
Sul: Lucena, Santa Rita e Capim;
Leste: Oceano Atlântico;
Oeste: Mamanguape
Distância até a capital 52 km
Características geográficas
Área 466,397 km² [2]
População 23 431 hab. (PB: 25º) –  estimativa populacional - IBGE/2012[3]
Densidade 50,24 hab./km²
Altitude 10 m
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,603 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 121 719,366 mil (PB: 22º) – IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 142,56 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.riotinto.pb.gov.br

Rio Tinto é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de João Pessoa, estado da Paraíba. Sua população em 2012 foi estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 23.431 habitantes,[3] distribuídos em 466 km² de área.

Fundada pelos herdeiros e filhos do sueco naturalizado brasileiro Herman Theodor Lundgren (Norrköping, c. 1835 - Recife, 1907) casado em 1877 com a então prusso-holsteniana, hoje seria alemã, naturalizada brasileira Anna Elisabeth (* 14 de janeiro de 1847, Barmstedt, Holstein - † 12 de maio de 1934 Recife, PE[6]), entre os quais sobressai Frederico João Lundgren (* 20.VI.1879 Recife - † 25.II.1946 Paulista), o qual associado aos outros herdeiros gizou e fez executar o implemento do projeto fabril da Companhia de Tecidos Rio Tinto e a urbanização imprescindível para o assentamento populacional envolvente. Rio Tinto foi povoada inicialmente tanto pelas famílias dos trabalhadores alemães como pelas famílias dos trabalhadores originários do próprio estado empregados na Companhia de Tecidos Rio Tinto. As famílias alemãs chegaram a constituir a única colônia germânica de fato acima do Centro-Sul do Brasil no Século XX. Com a desativação da parte fabril do conglomerado de produção têxtil dos Lundgren na Paraíba, a maior parte das famílias dos trabalhadores alemães dispersou-se migrando para João Pessoa ou deixando o estado.

Até hoje encontramos marcas da passagem deles pelo município. Há casarões e chalés espalhados pela zona urbana. O Palacete (residência dos Lundgren em Rio Tinto), que foi alvo de vandalismo ao fim da Segunda Guerra Mundial está localizado na Vila Regina, hoje uma das aldeias indígenas existentes na cidade.

A Igreja Matriz Santa Rita de Cássia tem uma arquitetura incrível e é belíssima tanto por fora como por dentro. Várias lendas foram formadas, tanto na Igreja como na estátua que é virada para ela.

Hoje Rio Tinto é uma cidade calma e boa para morar. Muitos não sabem, mas tem pontos turísticos para visitar, como os locais antigos deixados pelos Lundgren; Seu litoral se estende da barra do Mamanguape à barra do Miriri.Próximo à Praia de Campina existe o Projeto Peixe-boi-marinho, que está localizado na Barra de Mamanguape, onde se situa a Área de Proteção Ambiental da Barra do Rio Mamanguape e o Projeto Peixe-boi-marinho.

O município é servido pela empresa de transporte Viação Rio Tinto, que faz a conexão intermunicipal.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1917, Frederico João Lundgren, segundo filho mais velho de Herman Lundgren junto com os irmãos mais novos, visando estabelecer uma nova unidade de produção têxtil, comprou do fazendeiro Alberto de Albuquerque, por dois mil contos de réis, 601 quilômetros quadrados de terras do então Engenho da Preguiça,as quais estavam sobretudo cobertas de Mata Atlântica, e habitadas por tribos potiguaras, por pequenos fazendeiros e posseiros, onde se situa o atual município de Rio Tinto. Apesar de muito isolado, o preço baixo das terras do engenho de fogo morto, então desativado, a disponibilidade de matéria-prima em profusão — o algodão produzido no Nordeste — e de matas para alimentar as caldeiras, além da proximidade de rios navegáveis com saída para o mar serviriam de escoadouros da produção. Contudo, o fator decisivo foi a isenção de impostos estaduais por 25 anos, concedida pelo governo paraibano em troca de serviços essenciais, como saúde, educação, eletrificação e segurança. A história do município se dá com a história da Companhia de Tecidos e com a influência política da elite industrial, tendo atraído para o município uma agência da previdência social, uma unidade militar (Tiro de Guerra 07/001) e uma unidade do sistema S.

Terras indígenas[editar | editar código-fonte]

Rio Tinto possui parte de seu território sobre três terras indígenas identificadas ou demarcadas pela FUNAI, com uma população de 2000 índios, cerca de 10% da população do município:

Cidadãos ilustres[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. a b «Estimativa Populacional 2012» (PDF). Estimativa Populacional 2012. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 01 de julho de 2012. Consultado em 09 de setembro de 2012  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. Nota de falecimento publicada no Jornal do Recife, edição de 13 de maio de 1934, pág. 4

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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