Miguel Pereira

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Disambig grey.svg Nota: Para o médico sanitarista, veja Miguel da Silva Pereira.
Município de Miguel Pereira
O lago Javary, o maior cartão-postal da cidade

O lago Javary, o maior cartão-postal da cidade
Bandeira de Miguel Pereira
Brasão de Miguel Pereira
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 25 de outubro de 1955 (61 anos)
Gentílico miguelense
Prefeito(a) André Português (PR)
(2017–2020)
Localização
Localização de Miguel Pereira
Localização de Miguel Pereira no/em  Rio de Janeiro
Miguel Pereira está localizado em: Brasil
Miguel Pereira
Localização de Miguel Pereira no Brasil
22° 27' 14" S 43° 28' 08" O22° 27' 14" S 43° 28' 08" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008[1]
Microrregião Vassouras IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Duque de Caxias, Engenheiro Paulo de Frontin, Japeri, Nova Iguaçu, Paracambi, Paty do Alferes, Petrópolis e Vassouras
Distância até a capital 120 km
Características geográficas
Área 287,356 km² [2]
População 24 647 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 85,77 hab./km²
Altitude 618 m
Clima Tropical de Altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,745 (RJ 11º) – alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 253 533,585 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 9 863,58 IBGE/2008[5]
Página oficial

Miguel Pereira é um município da microrregião Centro-Sul Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. É uma estância climática localizada a 618 metros acima do nível do mar. Possui 287,356 quilômetros quadrados de área.

História[editar | editar código-fonte]

Até os anos 1700, a região era habitada pelos índios coroados (puris). Nesse século, os índios passaram a ser aldeados em missões religiosas.[6]

A evolução histórica de Miguel Pereira acha-se ligada à de Vassouras e de Paty do Alferes, e à expansão da cultura cafeeira no vale fluminense do rio Paraíba do Sul.

A ocupação de origem europeia da área de Miguel Pereira teve origem nas primeiras explorações de descendentes de europeus que visavam a transpor a Serra do Mar. Tais explorações prosseguiram com a abertura feita por Garcia Rodrigues Paes do Caminho Novo do Tinguá, entre o Rio de Janeiro e as Minas Gerais.

Os tropeiros que subiam o rio das Mortes em direção a Sacra Família do Tinguá (atualmente, distrito do município de Engenheiro Paulo de Frontin), fixaram ponto de passagem em pequena várzea. Inicialmente, o local ficou conhecido como Barreiros ou Tejuco, pois, aí, se atolavam as tropas de burros que percorriam o Caminho Novo. Depois, passou a se chamar Estiva, nome de uma trama de bambu que os tropeiros usavam para colocar no caminhos dos burros para, assim, vencer a lama em sua jornada.

Algumas pequenas lavouras surgiram na região durante o século XVIII. Estas produziam açúcar ou, mais frequentemente, gêneros alimentícios para consumo no Rio de Janeiro. Em 1770, foi fundada a fazenda da Piedade de Vera Cruz, que se tornaria importante como produtora de café na região. As terras do atual município de Miguel Pereira eram, então, subordinadas administrativa e religiosamente à freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Alferes, atual Paty do Alferes.

Antiga Estação de Trem, hoje reativada. Atração turística do Centro de Miguel Pereira.

As lavouras de café expandiram-se no início do século XIX, movidas por mão de obra escrava, constituindo-se em fator de progresso e acentuada dinamização da economia local. Esse surto de desenvolvimento motivou que a freguesia fosse elevada ao posto de vila de Nossa Senhora da Conceição do Alferes, em 1820. Entretanto, logo depois, em 1837, a sede da vila foi transferida para a localidade de vila de Vassouras, voltando Paty do Alferes à condição de freguesia. Em 1857, a vila de Vassouras foi transformada em cidade e sede do município que administrava as terras atuais de Miguel Pereira.

O desenvolvimento da região foi apenas nas fazendas de café, com praticamente nenhum desenvolvimento urbano. Somente a partir da construção da capela do Santo Antônio em 1898 é que os colonos de Estiva passam a erguer suas casas humildes e a formar um comércio incipiente em um núcleo urbano, incentivando, dessa maneira, a chegada de novos moradores para o lugar.

Apesar de sofrer declínio econômico devido à abolição da escravatura em 1888 e ao esgotamento das terras devido à exploração inadequada das plantações de café, o desenvolvimento urbano é impulsionado no início do século XX, quando foi aberto ramal auxiliar da estrada de ferro Melhoramentos (incorporada à Estrada de Ferro Central do Brasil em 1903), que, partindo de Japeri, na baixada Fluminense, atingia o rio Paraíba do Sul na cidade de Paraíba do Sul. O eixo ferroviário estimulou o nascimento de povoações que, em sua maioria, abrigavam os próprios trabalhadores da ferrovia. Este é o caso de Governador Portela, onde parte das áreas urbanas era de propriedade da Rede Ferroviária Federal - RFFSA, que construiu toda uma vila residencial destinada aos ferroviários. Esta característica é responsável pelo desenvolvimento da sede distrital que ocorreria antes de Estiva, atual Miguel Pereira.

A urbanização das áreas adjacentes à estação de Estiva teria lugar a partir da década de 1930, quando as qualidades do clima da região foram propagadas pelo médico e professor Miguel Pereira, que, mais tarde, daria seu nome à cidade.

Desde então, a ocupação urbana teria, como vetor principal, o turismo de veraneio, que atraía e ainda atrai a população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O acesso original pela ferrovia seria substituído na década de 1950 por uma rodovia, cuja pavimentação posterior representou grande estímulo ao desenvolvimento urbano e turístico da área.

Segundo a divisão administrativa de 1943, o município de Vassouras era formado por onze distritos, dentre os quais os de Miguel Pereira, Governador Portela e Conrado. Em 1955, os dois primeiros distritos foram desmembrados de Vassouras, a fim de formar o município de Miguel Pereira, que, assim, conquistou a emancipação, por força da Lei nº 2 626, de 25 de outubro daquele ano, e foi instalado em 26 de julho de 1956. Em 1988, Conrado também foi anexado a Miguel Pereira.

A linha do trem foi reativada em 2015 ligando a Estação Principal, Estação de Javary e Estação de Governador Portela com o trem movido a diesel S10 (Litorina).

Datas comemorativas[editar | editar código-fonte]

Dia 13 de junho é o Dia do Padroeiro da Cidade - Dia de Santo Antônio.

Dia 25 de outubro é o aniversário da cidade.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a 22º27'14" de latitude sul e 43º28'08" de longitude oeste, a uma altitude de 618 metros. A população aferida pela contagem de 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 25 866 habitantes.[7]

Possui o curioso formato de um peixe, que está praticamente sobre a Reserva Biológica do Tinguá, que, recentemente, concorreu a um dos postos das 7 Maravilhas do Rio promovido pelo jornal "O Globo". Suas colinas suaves e suas montanhas azuladas abrigam cachoeiras admiráveis e rios de curso sereno e água cristalina. Está em área de Mata Atlântica, tendo uma vasta fauna e flora.

É conhecida pela qualidade da sua produção de leite e derivados, louro, flores, doces, artesanato, embutidos e cachaça.

Clima[editar | editar código-fonte]

Miguel pereira tem clima Tropical de Altitude Cwa, com média das máximas no verão de 24,6 graus Celsius, e média das mínimas no verão de 17,6 graus. No inverno, a média das máximas é de 18,7 e a média das mínimas é de 10,3. Com temperatura máxima registrada de 35,7 e temperatura mínima registrada de -2.

Miguel Pereira é uma cidade serrana por excelência, é considerado um dos melhores climas do mundo por ter sua temperatura média anual constante e chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Recentemente, conquistou o título de Estância Climática. É um tradicional ponto de veraneio e possui colônias de férias de muitas categorias profissionais.

Gráfico climático para Miguel Pereira, Rio de Janeiro
J F M A M J J A S O N D
 
 
277
 
31
21
 
 
253
 
30
21
 
 
243
 
30
20
 
 
130
 
28
19
 
 
84
 
27
16
 
 
56
 
25
14
 
 
44
 
25
14
 
 
57
 
26
15
 
 
56
 
26
16
 
 
146
 
27
17
 
 
199
 
28
19
 
 
278
 
29
20
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Somar Meteorologia

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Entre o primeiro e segundo distritos, se encontra o lago Javary, formado pelo represamento do Córrego do Saco na localidade de Barão de Javary, ocupa extensa área e possui uma rústica ponte ligando suas margens. É um dos cartões-postais da cidade e seu acesso é facilitado por estar no caminho do Centro e com uma de suas margens sendo beirada pela RJ-125, principal avenida da cidade.

Na zona da Reserva Biológica do Tinguá, se localizada a nascente do Rio Santana, que faz parte de um sistema hídrico do rio Guandu que alimenta a Baixada Fluminense e boa parte do Rio de Janeiro com água potável. A reserva possui, ainda, uma estação de tratamento de água do tempo do Império, de onde partia a maioria de toda a água potável da cidade.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O município de Miguel Pereira ocupa uma área de 287,356 quilômetros quadrados e se divide em três distritos e estes se dividem em bairros, a saber: Miguel Pereira (sede), Governador Portela (2º distrito) e Conrado (3º distrito).

Lago de Javary

Bairros[editar | editar código-fonte]

  1. REDIRECIONAMENTO Predefinição:-fim

Transporte[editar | editar código-fonte]

O transporte público urbano do município se dá por linhas de ônibus municipais e linhas intermunicipais que cruzam a cidade. O transporte público rodoviário se dá por ligações do município com as cidades de Vassouras, Três Rios, Japeri, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Petrópolis.

As principais rodovias são a RJ-125 (Rodovia Ary Schiavo), que, além de ser a principal avenida do Centro do município, o conecta a Japeri, Paty do Alferes e à região metropolitana do Rio de Janeiro. Outra rodovia da cidade é a RJ-121, que inicia no distrito de Governador Portela e conecta a cidade a Vassouras e Valença.

Estrutura de Governo Municipal[editar | editar código-fonte]

  • Prefeito Municipal - André Pinto de Afonseca ;
  • Vice-Prefeito - Pedro Paulo Sad Coelho
  • Vereador
  • Secretários:
  • Administração e Recursos Humanos (SMARH) - José Luiz Torres de Andrade
  • Fazenda e Finanças (SMFF) - Pedro Paulo Sad Coelho;
  • Obras, Serviços Públicos, Planejamento e Industria (SMOSPI)- Adalberto Curvelo de Oliveira;
  • Educação, Esporte e Recreação (SMEER) - Nicolou Henrique Salerno
  • Saúde (SMS) - Abner Peclat Barboza;
  • Agropecuária e Pesca (SMAP) - ;
  • Turismo, Cultura, Comércio e Serviços (SECTUR) -
  • Desenvolvimento Social, Trabalho,Lazer e Cidadania (SMDSTLC) - ;
  • Transportes Urbanos e Segurança Pública (SMTUS) - ;
  • Meio Ambiente e Defesa Civil (SMMADC)
  • Secretário de Governo (GAP) -
  • Procurador Geral (PGM) - Marcus Aurélius Garbois Zacaron;

Pontos de interesse[editar | editar código-fonte]

Em seu território, no interior da Reserva Biológica do Tinguá, se encontram completamente abandonadas as ruínas de pedra da igreja de Santana das Palmeiras, construída por Francisco Peixoto de Lacerda Werneck, segundo barão do Paty do Alferes. Esse núcleo urbano, antes florescente, foi abandonado no início do século XX.

Commons
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Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 29 de Julho de 2013.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em http://www.cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?codmun=330620. Acesso em 19 de janeiro de 2017.
  7. «Estimativas da população para 1º de julho de 2009» (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 out. 2010. Consultado em 16 de agosto de 2009 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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