Steve Bannon

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Steve Bannon em 2017

Stephen Kevin "Steve" Bannon (Norfolk, 27 de novembro de 1953) é um assessor político estadunidense que serviu como assistente do presidente e estrategista-chefe da Casa Branca no governo Trump. Como tal, participou regularmente do Comitê de Diretores do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, entre 28 de janeiro[1] e 5 de abril de 2017, quando foi demitido.[2][3] Antes de assumir tal posição da Casa Branca, Bannon foi diretor executivo da campanha presidencial de Donald Trump, em 2016.[4][5]

Carreira

Anteriormente à campanha, Bannon atuou como banqueiro, produtor de filmes e executivo de mídia, tendo estado à frente do Breitbart News, um site de notícias, opinião e comentários de extrema-direita,[6][7] o qual ele descreveu, em 2016, como "a plataforma da alt-right (direita alternativa)".[8] Desde março de 2012, após a morte do fundador do site, Andrew Breitbart, Bannon tornara-se diretor executivo da Breitbart News LLC, empresa proprietária do site homônimo.[9][10][11] Sob sua liderança, o site adotou uma abordagem mais nacionalista e mais inclinada à direita alternativa.[12] Em 2016, Bannon declarou que o website era "a plataforma da alt-right ".[8] Sobre o seu papel no Breitbart, declarou: "Nós nos vemos como virulentamente anti-establishment, particularmente 'anti-' uma classe política permanente."[13]Segundo Bannon, a ideologia do Breitbart era uma mistura que incorporava libertarianos, sionistas, membros conservadores da comunidade gay, opositores do casamento entre pessoas do mesmo sexo, partidários do nacionalismo econômico, populistas e partidários da alt-right, sendo que estes últimos que representavam apenas uma pequena parcela do total. Embora admitisse que o ideário da alt-right apresentava "conotações raciais e antissemitas", Bannon afirmava ter tolerância zero a tais ideias.[14]

Mas, na visão de Philip Elliott e Zeke J. Miller, da revista Time, o Breitbart News "instilava material racista, sexista, xenofóbico e antissemita na veia da direita alternativa".[15]

Bannon licenciou-se do Breitbart para trabalhar na campanha presidencial de Trump, sendo que, em 18 de agosto de 2017, a Breitbart anunciou que Bannon voltaria à diretoria executiva depois que deixasse suas funções de estrategista da Casa Branca.[16] Todavia, após a eleição de Trump, Bannon anunciou que deixaria definitivamente o Breitbart,[17]o que afinal ocorreu em 9 de janeiro de 2018.[18]

Tradicionalismo esotérico

Em um discurso de 2014 em uma conferência no Vaticano, Bannon fez uma referência a Julius Evola, um esotérico italiano ligado ao fascismo de Benito Mussolini.[19] O interesse de Bannon pelas ideias daquilo que se convencionou chamar de “Escola Tradicionalista” foi impulsionado pelo livro de Evola, “Revolta Contra o Mundo Moderno”, e os livros de René Guénon. Em março de 2016, Bannon declarou que aprecia “qualquer coisa que mencione Evola.”[20] Ao se referir aos pontos de vista associados de Vladimir Putin, influenciado pelo seguidor de Evola, Aleksandr Dugin.[21]

Política europeia

Em meados de 2018, Bannon anunciou que planeja passar a metade do seu tempo na Europa, a fim de organizar uma nova operação política, capaz de unir os partidos populistas do continente europeu antes das Eleições Parlamentares Europeias de 2019.[22] Ele criou O Movimento, uma organização para reunir partidos nacionalistas,[23] contando, a princípio, com o apoio de políticos italianos (Matteo Salvini), belgas, húngaros (Viktor Orbán) e britânicos (UKIP), além da perspectiva de adesão de neerlandeses (Partido pela Liberdade e Fórum para a Democracia).

Eleições Brasileiras

Em agosto de 2018 ocorreu um encontro entre Bannon e Eduardo Bolsonaro, filho do então-candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, atuando com um conselheiro informal da campanha presidencial de Jair Bolsonaro para as eleições de outubro de 2018.[24] Na ocasião, Eduardo Bolsonaro afirmou que Bannon se colocou à disposição para ajudar nas atividades de inteligência da campanha, ações na internet e análise de dados, sem incluir qualquer auxílio financeiro.[25]

Ver também

Referências

  1. Caldwell, Christopher (25 de fevereiro de 2017). «What Does Steve Bannon Want?». New York Times. Consultado em 26 de fevereiro de 2017 
  2. Diamond, Jeremy (5 de abril de 2017). «Bannon bumped from National Security Council». CNN. Consultado em 5 de abril de 2017 
  3. «Steve Bannon removed from National Security Council in reorganization». CNBC. 5 de abril de 2017 
  4. «Trump picks Priebus as White House chief of staff, Bannon as top adviser». CNN 
  5. «Steve Bannon and the alt-right: a primer». CBS News 
  6. Usborne, David (16 de novembro de 2016). «Plans by far-right news website to launch in France thrills nationalist party of Le Pen». The Independent 
  7. Jamieson, Amber (23 de novembro de 2016). «Trump disavows the white nationalist 'alt-right' but defends Steve Bannon hire». The Guardian 
  8. a b Posner, Sarah (22 de agosto de 2016). «How Donald Trump's New Campaign Chief Created an Online Haven for White Nationalists». Mother Jones. Consultado em 20 de novembro de 2016. 'We're [i.e., Breitbart News is] the platform for the alt-right,' Bannon told me proudly when I interviewed him at the Republican National Convention (RNC) in July. 
  9. Costa, Robert; DelReal, Jose A.; Johnson, Jenna (17 de agosto de 2016). «Trump shakes up campaign, demotes top adviser». Washington Post 
  10. Hagey, Keach (19 de março de 2012). «Breitbart to announce new management». Politico 
  11. Bobic, Igor (18 de agosto de 2016). «Trump Campaign CEO Steve Bannon Failed to Properly Pay Taxes For Several Years». The Huffington Post 
  12. Colvin, Jill & Hennessey, Kathleen (13 de novembro de 2016). «Trump puts flame-throwing outsider on the inside». The Associated Press 
  13. Farhi, Paul (27 de janeiro de 2016). «How Breitbart has become a dominant voice in conservative media». The Washington Post 
  14. «Steve Bannon: 'Zero Tolerance' for Anti-Semitic, Racist Elements of the Alt-Right». Breitbart. 19 de novembro de 2016 
  15. Elliott, Philip; Miller, Zeke (18 de novembro de 2016). «Inside Donald Trump's Chaotic Transition». Time 
  16. Horsley, Scott; Parks, Miles (18 de agosto de 2017). «Steve Bannon, Out As Chief White House Strategist, Heads Back To Breitbart». NPR 
  17. Bauder, David (14 de novembro de 2016). «Editor: Breitbart plans to be 'best place for news on Trump'». Associated Press. Consultado em 20 de novembro de 2016 
  18. «Stephen K. Bannon Steps Down from Breitbart News Network». Breitbart (em inglês). 9 de janeiro de 2018 
  19. Green, Joshua (2017). Devil's Bargain. Penguin. p. 206
  20. Here's How Breitbart And Milo Smuggled White Nationalism Into The Mainstream
  21. Steve Bannon Cited Italian Thinker Who Inspired Fascists
  22. Hines, Nico (20 de julho de 2018). «Inside Bannon's Plan to Hijack Europe for the Far-Right». Daily Beast 
  23. «Italy's Matteo Salvini links with Bannon's far-right 'Movement' ahead of EU vote». Deutsche Welle. 9 de setembro de 2018 
  24. Caetano. «Depois de Trump, Bannon ajuda na campanha de Bolsonaro». Diario de Noticias 
  25. Bresciani. «Filho de Bolsonaro diz que marqueteiro de Trump vai ajudar seu pai». Época 

Bibliografia

Ligações externas

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