O Boticário

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O Boticário
Empresa de capital fechado
Slogan "Onde tem amor, tem beleza"
Atividade Cosméticos e Perfumaria
Gênero Sociedade anônima
Fundação 1977 (44 anos)
Fundador(es) Miguel Krigsner[1]
Sede São José dos Pinhais, Paraná
Proprietário(s) Grupo Boticário
Website oficial www.boticario.com.br
www.boticario.com
www.oboticario.pt
www.oboticario.com.co

O Boticário é uma empresa de cosméticos e perfumes brasileira, unidade de negócios do Grupo Boticário, uma holding presidida por Artur Grynbaum,[2][3] com sede no Paraná. É a Maior Rede de franquias do Brasil,[4] segundo classificação do ABF em 2020, Associação Brasileira de Franchising,[5][6] com mais de 3.700 pontos de venda, em 1.750 cidades brasileiras, e mais de 900 franqueados. Foi fundada em 1977 por Miguel Krigsner como uma farmácia de manipulação no centro de Curitiba.[1]

Presente em 15 países, há mais de 40 anos desenvolve produtos com tecnologia, qualidade e sofisticação – seu portfólio tem mais de 850 itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais.

Comprometida com as pessoas e o planeta, o Boticário não realiza testes em animais e investe na melhoria contínua de produtos e processos, para torná-los cada vez mais sustentáveis. 

Nos anos de 2017, 2018 e 2019 foi considerada a Marca de Beleza mais Amada do Brasil.[7]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1977 foi fundada a Farmácia de Manipulação O Boticário, em São José dos Pinhais, no Paraná. Em 1980 a marca abre sua primeira franquia e dois anos depois inaugura sua primeira fábrica. No ano de 1985, a empresa abre sua primeira loja em Portugal e em 1987 inaugura sua milésima unidade.[8]

Vende seus produtos on-line desde dezembro de 2002, mas foi em 2011 que à empresa fez um grande investimento na qualidade e inovação de sua loja virtual. Em 2011, confirmou a sua primeira fábrica fora do Paraná, em Camaçari, estado da Bahia.[9] O Boticário lançou em 2011 a marca Eudora. A marca de cosméticos tem 14 lojas e também oferece produtos de porta a porta (venda direta).[10] No segmento de maquiagem, a empresa possui três marcas: Make B., Intense e Capricho.[1] Em 2012 o Boticário lançou mais três marcas, a The Beauty Box, a Nativa Spa, e a Skingen.[11] Em 2013, reassumiu a liderança do mercado brasileiro de perfumaria,[12] e hoje conta com mais de 3 mil lojas em mais de 1.700 municípios do país.[12] Em 9 de março de 2018, anuncia a compra da Vult Cosméticos.[13]

Exposição de produto O Boticário em azulejaria

Diversidade e Inclusão[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2015, a empresa lançou uma campanha intitulada "Toda Forma de Amor", feita para o Dia dos Namorados, no qual apresenta casais heterossexuais e homossexuais se abraçando e trocando presentes da marca.[14] O vídeo gerou grande repercussão, principalmente em redes sociais na internet. O comercial, postado pela marca no YouTube, foi visualizado por mais de três milhões de pessoas e tinha mais de 360 mil "curtidas", contra pouco mais de 180 mil curtidas negativas de outros internautas (até 6 de junho).[15]

Entre setores conservadores da sociedade, no entanto, a campanha repercutiu negativamente. Houve convocações pelo boicote à marca por pessoas como Silas Malafaia e declarações homofóbicas em redes sociais.[16][17][18] O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) também recebeu 30 reclamações em todo o país e, conforme sua função, deu início a um processo para verificar possíveis abusos contra o consumidor na campanha publicitária da empresa.[19] No dia 16 de julho, no entanto, o Conar decidiu arquivar o processo aberto contra o vídeo. O relator do processo destacou em seu voto: "Não contem com a publicidade para omitir a realidade".[20]

O Boticário respondeu que "a proposta da campanha 'Casais', que estreou em TV aberta no dia 24 de maio, é abordar, com respeito e sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor — independentemente de idade, raça, gênero ou orientação sexual — representadas pelo prazer em presentear a pessoa amada no Dia dos Namorados".[21] O jornalista James Cimino, em um artigo publicado no site UOL Economia, também apontou incoerências no movimento de boicote da marca, visto que grandes multinacionais — como Apple, Microsoft, Google, HP, Intel, Facebook, The Coca-Cola Company, Colgate-Palmolive, Disney, Twitter, Visa, Mastercard, Starbucks, Nike, Xerox, Levi's, Gillette, Absolut, Amazon, Ray-Ban, Gap, American Airlines, Tiffany & Co, Budweiser, entre outras — também apoiam o movimento LGBT e fizeram campanhas publicitárias desta temática, mas não foram evitadas pelos consumidores por conta disso.[22][23] Um tumblr chamado "Aproveita e Boicota Também" foi criado para reunir todas as marcas que apoiam o movimento gay e que deveriam ser evitadas por homofóbicos.[24]

Referências

  1. a b c Fundador de O Boticário entrará em lista de bilionários da Forbes
  2. O Boticário cria holding e vai buscar aquisições
  3. Presidente do bilionário Grupo Boticário conta por que diz não aos fundos de investimento
  4. «Ranking com as 50 maiores franquias do Brasil em 2020 | Sebrae». m.sebrae.com.br. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  5. https://www.abf.com.br/50-maiores-franquias-do-brasil-2020/
  6. Economia UOL - As 100 varejistas brasileiras que mais faturaram
  7. Júnior, Nailson. «O Boticário conquista selo de marca de beleza mais amada e preferida dos brasileiros». PBNews. Consultado em 4 de setembro de 2020 
  8. O Boticário (ed.). «Nossa História». Consultado em 5 de junho de 2015 
  9. O Boticário anuncia fábrica na Bahia
  10. «O Boticario e a empresa certa no pais certo» (em portugues). Exame. Consultado em 25 de março de 2014 
  11. «Quem disse que seria facil» (em portugues). Isto é Dinheiro. Consultado em 25 de março de 2014. Arquivado do original em 26 de março de 2014 
  12. a b Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome bemparana
  13. «Boticário compra Vult Cosmética». G1 
  14. «Boticário mostra casais gays em comercial de Dia dos Namorados». G1. 25 de maio de 2015. Consultado em 3 de junho de 2015 
  15. Folha de S.Paulo, ed. (3 de junho de 2015). «Anúncios com amor gay geram guerra de curtidas e descurtidas». Consultado em 5 de junho de 2015 
  16. «Propaganda de O Boticário com gays gera polêmica e chega ao Conar». G1. 2 de junho de 2015. Consultado em 3 de junho de 2015 
  17. Fernando Scheller e Marília Neustein (3 de junho de 2015). «Comercial de O Boticário cria guerra de opiniões». Exame. Consultado em 3 de junho de 2015 
  18. «Malafaia pede boicote a "O Boticário" após anúncio com gays». Terra Networks. 2 de junho de 2015. Consultado em 2 de junho de 2015 
  19. Carolina Prado (3 de junho de 2015). «Conar abre processo sobre comercial de O Boticário com casais gays após 30 reclamações». Folha de S.Paulo. Consultado em 3 de junho de 2015 
  20. G1, ed. (16 de julho de 2015). «Conar 'absolve' Boticário por propaganda com casais gays». Consultado em 17 de julho de 2015 
  21. Fernanda Grabauska (3 de junho de 2015). Zero Hora, ed. «Campanha de O Boticário explora igualdade no amor e suscita debate religioso». Consultado em 5 de junho de 2015 
  22. James Cimino (1 de junho de 2015). UOL Economia, ed. «Opinião: Quer boicotar empresas que apoiam LGBTs? Feche a conta no Facebook». Consultado em 5 de junho de 2015 
  23. BBC Brasil, ed. (12 de junho de 2015). «Empresas apostam em comerciais com gays para 'modernizar imagem'». Consultado em 14 de junho de 2015 
  24. Tumblr (ed.). «Aproveita e Boicota Também». Consultado em 14 de junho de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros