The Fast and the Furious: Tokyo Drift

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The Fast and the Furious: Tokyo Drift
Velocidade Furiosa: Ligação Tóquio (PT)
Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (BR)
TFF-TokyoDrift-pôster.jpg
Pôster promocional do filme
 Estados Unidos
 Japão DJCTQ - 14.svg

2006 •  cor •  104 min 
Direção Justin Lin
Produção Neal H. Moritz
Coprodução Amanda Cohen
Produção executiva Clayton Townsend
Ryan Kavanrugh
Lynwood Spinks
Roteiro Chris Morgan
Baseado em Personagens de Gary Scott Thompson
Elenco Lucas Black
Bow Wow
Nathalie Kelley
Brian Tee
Sung Kang
Leonardo Nam
Brian Goodman
JJ Sonny Chiba
Gênero Ação
Música Bryan Tyler
Direção de arte Ida Random
Figurino Sanja Milkovic Hays
Cinematografia Stephen F. Windon
Edição Fred Raskin
Kelly Matsumoto
Companhia(s) produtora(s) Relativity Media
Original Film
Munich Pape Filmproductions
Distribuição Universal Pictures
Lançamento Estados Unidos 4 de Junho de 2006 (Universal City, Califórnia)
Estados Unidos 16 de Junho de 2006
Portugal 22 de Junho de 2006
Brasil 11 de Agosto de 2006
Idioma Inglês
Japonês
Orçamento US$ 85 milhões [1]
Receita US$ 158.468.292,00 [2]
Cronologia
Último
Ordem de lançamento: 2 Fast 2 Furious (2003)

Ordem cronológica: Fast & Furious 6 (2013)

Ordem de lançamento: Fast & Furious (2009)

Ordem cronológica: Furious 7 (2015)

Próximo
Página no IMDb (em inglês)

The Fast and the Furious: Tokyo Drift (Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (título no Brasil) ou Velocidade Furiosa: Ligação Tóquio (título em Portugal)) foi o terceiro filme da franquia The Fast and the Furious, sucedendo The Fast and the Furious (2001) e 2 Fast 2 Furious (2003), focando-se num novo grupo de personagens. Sua estreia se deu a 16 de Junho de 2006.

É estrelado por Lucas Black, como um jovem piloto de 17 anos, Sean Boswell, que é interessado em corridas de rua ilegais. A trama se passa em Tokyo, Japão, e envolve o submundo das corridas de drift japonês.[3] The Fast and the Furious: Tokyo Drift teve distribuição da Universal Pictures.

A ordem Cronológica do filme, se passa entre Velozes e Furiosos 6 (2013) e Velozes e Furiosos 7 (2015).

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Sean Boswell (Lucas Black) é um jovem problemático que sempre está arrumando encrenca devido a suas atitudes impensadas. Isso acaba levando-o a se mudar constantemente de cidade junto com sua mãe divorciada. Ao tentar uma nova vida no Arizona, Sean não demora e já arruma problemas quando é pego falando com a namorada de Clay, um garoto rico do colégio (cujo carro é um Dogde Viper SRT-10), o rapaz fica furioso e atira uma bola de baseball pelo vidro traseiro do carro de Sean (um Chevrolet Monte Carlo 1971). Sean fica nervoso e o desafia para uma corrida, em que a namorada de Clay rapidamente se oferece como prêmio. A corrida acontece num campo de obras de um subúrbio da cidade. Após várias colisões e atalhos improvisados, na última curva, Clay com a namorada dentro do carro, tenta dar um golpe lateral no carro de Sean, mas acaba errando, vindo a colidir com um tubo de concreto. Sean cruza a linha de chegada, mas perde o controle do carro e capota. Os três acabam na Delegacia de Polícia com escoriações. A mãe de Sean ao chegar fica furiosa. O oficial de polícia informa que, em decorrer da ficha de infrações graves de trânsito, Sean pode ser mandado para o reformatório.

Sean então, é enviado a Tóquio para morar com seu pai, um oficial veterano da Marinha Americana. Ele é advertido por seu pai para ficar longe de confusão, e é proibido de dirigir qualquer carro. Na escola conhece Twinkie (Bow Wow), um imigrante americano que vende produtos de segunda mão e dirige um VW Touran. Twinkie logo o apresenta ao mundo das corridas de rua de Tóquio, onde Sean descobre que seu estilo de corrida (Drag) não se encaixa do outro lado do mundo, e que se quiser correr, terá de aprender as técnicas do mundo do Drifting. Nas corridas de drift, Sean também conhece Han (Sung Kang), que empresta seu carro para que ele possa correr, após ser desafiado para uma corrida por D.K. (considerado o melhor corredor de drift). Mas Sean, por ser inexperiente, acaba destruindo todo o carro, na tentativa de fazer as manobras. Han então, o recruta para fazer algumas tarefas como forma de pagamento pelo carro destruído, e assim eles acabam se tornando amigos. Em meio a tudo isto, Sean também se envolve com Neela (Nathalie Kelley), a namorada de D.K., gerando uma grande rivalidade entre eles.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Personagem Dublagem Estados Unidos Dublagem Brasil
Sean Lucas Black Marcelo Garcia
Twinkie Bow Wow Luiz Sérgio Vieira
Han Sung Kang Júlio Monjardim
Dom Vin Diesel Jorge Lucas
Neela Nathalie Kelley Erika Menezes

Produção[editar | editar código-fonte]

Técnica[editar | editar código-fonte]

O Nissan S15 Silvia que Sean destrói em sua primeira corrida no Japão, foi projetado para comportar um RB26DET modificado, que depois foi doado ao Mustang. Apesar disto, o carro usado está atualmente com um motor SR2ODE da Nissan.[4] O Mazda ''Veilside Fortune'' RX-7 pertencente a Han, foi originalmente construído pela Veilside para o Auto Salon 2005, mas depois foi comprado pela Universal Estúdios e repintado (o original era vermelho-escuro e não laranja e preto como o do filme).[5] A Sport Compact Car testou os carros do filme, e notou que eles eram mais rápidos na aceleração inicial do que os de 2 Fast 2 Furious.[6] * Notáveis drifters como Keiichi Tsuchiya, Rhys Millen e Samuel Hubinette foram consultados e empregados pelo filme para prover e executar o drifting e as manobras. Tanner Foust, Rich Rutherford, Calvin Wan e Alex Pfeiffer também foram trazidos para dublar, já que foi revelado que nenhum dos pilotos da Universal poderiam derrapar.[7]

Toshi Hayama também foi contratado para manter os elementos do filme coesos com a história. Foi empregado após ser contactado por Roger Fan, um velho amigo de ensino médio (que estrelou Better Luck Tomorrow, outro filme de Justin Lin), e que também é um dos organizadores do D1 Grand Prix japonês e seu chefe na A'PEXi. Entre eles havia certas referências que precisavam ser revistas, como o uso do óxido nitroso (sequências em vez de turnos) e a menor visibilidade possível aos patrocinadores.[8] Hayama também reclamou que um carro pessoal também foi "roubado" de um dos protagonistas e emprestado a uma sessão de drifting improvisada, e nunca foi devolvido ao dono. [7]

O motor RB26DET usado no Mustang, foi alvo de muita crítica pelos fãs de carros americanos e de JDM. A crítica cresceu quando foi revelado que o carro não fez nenhuma cena, os V8 foram usados na maioria das cenas de drifting.[9]

Receita[editar | editar código-fonte]

Em 13 de agosto de 2006, a Universal Estúdios havia arrecadado 62.021.525 dólares nos Estados Unidos e 70.305.776 dólares no resto do mundo, totalizando uma receita de 132.327.301 dólares.

Reação ao filme[editar | editar código-fonte]

Fãs[editar | editar código-fonte]

Ao contrário das críticas negativas, Tokyo Drift arrecadou cerca de 24 milhões de dólares na semana de abertura. Seu impacto na cultura pop não foi tão grande quanto o do primeiro filme da série, mas o sucesso foi creditado aos fãs que esperavam o ressurgimento da franquia. Tokyo Drift foi também agraciado com repercussão positiva da comunidade asiática quando comparado com o primeiro filme, já que os personagens asiáticos foram protagonizados mais realisticamente e retratados com mais simpatia. Muitos fãs consideram isto um contraste muito grande com o primeiro filme.

Crítica[editar | editar código-fonte]

No jornal Chicago Sun-Times, o crítico Roger Ebert elogiou The Fast and the Furious: Tokyo Drift, dando-lhe três de quatro estrelas, dizendo que o diretor Justin Lin "pega uma franquia estabelecida e torna-a surpreendentemente fresca e intrigante", acrescentando que o filme é "mais observador do que esperávamos.. A história sobre algo mais rápido que os carros".[10] Jonathan Rosenbaum do Chicago Reader também elogiou o diretor Lin, afirmando que ele "capta a energia e o brilho de Tóquio muito melhor do que Sofia Coppola." [11] O crítico da revista Empire, James Dyer, avaliou o filme com três de cinco estrelas, relatando que é "dramaticamente terrível, mas sobrecarregado com algumas das melhores cenas de ação de corrida vistas até o momento." [12] Todd McCarthy da Variety disse que o longa "permanece em alta velocidade a maior parte do caminho, com várias sequências de corridas emocionantes, e beneficiou-se com o evocativo cenário japonês." [13]

James Berardinelli da Reel Views concedeu uma pontuação baixa ao filme, comentando que "Há algo bizarro em Tokyo Drift. Ele fetichiza os carros de um jeito doentio. Quando os veículos aparecem na mesma cena que um bando de asiáticas de calcinha, a câmera é puxada dos carburetos para o espaço entre os seios." [14] Mick LaSalle do San Francisco Chronicle criticou o personagem principal, dizendo que ele "não tem um plano e nem direção, apenas um desejo cego para esmagar carros e roubar a namorada de um mafioso [...]" [15] Peter Travers da Rolling Stone disse que Tokyo Drift "sofre de visão turva, arrasto de motor e um enredo que está sendo executado em fumaças." Travers indicou que uma "participação especial" é a única surpresa do filme.[16]

No Brasil, Marcelo Forlani do site Omelete notou que "Os novos personagens e a própria imersão da história por Tóquio geram um certo frescor à franquia, deixando para trás a mesmice da segunda parte", e também mencionou que "Todas as cenas em alta velocidade são empolgantes e servem para fazer esquecer os dramas baratos dos personagens e suas buscas por superação." [17]

O site Rotten Tomatoes reporta que 36% dos críticos deram uma resenha positiva, baseado em uma amostra de 111 análises. Segundo o agregador, o consenso é: "Seqüências de corrida de arregalar os olhos, juntamente com uma história mole e performances lisas, fazem esse Drift um seguimento adequado às parcelas anteriores de Fast and Furious. Absolutamente para o povo de corrida e os fãs dos dois primeiros filmes. " [18] Tokyo Drift recebeu uma pontuação média de 46/100 no Metacritic, com base em 31 comentários.[19]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Outras mídias e sequências[editar | editar código-fonte]

Um jogo eletrônico de corrida, intitulado The Fast and the Furious (ファスト・アンド・フュリアス?), foi lançado, tendo por base os eventos do filme, para PlayStation 2 e PlayStation Portable. Foi desenvolvido pela Eutechnyx e publicado pela Namco Bandai Games. O site IGN avaliou o jogo com uma nota de 6,6/10 (razoável), dizendo que ele fez "uma série de coisas na sua maior parte direito, mas apenas algumas coisas muito bem." [20]

Embora Tokyo Drift tenha arrecadado menos do que seus filmes antecessores, a Universal o considerou, no entanto, bem sucedido o suficiente para justificar a continuação da série com um quarto filme. A aparição de Vin Diesel no final do longa foi concebida para sinalizar que ele voltaria como protagonista em um quarto filme.[21] The Fast and the Furious 4, que foi lançado em 3 de abril de 2009, tem o enredo situado antes dos eventos de Tokyo Drift e foi seguido por duas continuações: The Fast and the Furious 5, lançado em 29 de abril de 2011, e The Fast and the Furious 6, lançado em 24 de maio de 2013. O próximo filme da série, The Fast and the Furious 7, lançado em 3 de abril de 2015, seguiu a cronologia após os eventos de Tokyo Drift, com o retorno de Lucas Black.[22]

Referências

  1. «The Fast and the Furious: Tokyo Drift» (em inglês). The Numbers. 
  2. «The Fast and the Furious: Tokyo Drift» (em inglês). Box Office Mojo. 
  3. Rebeca Murray. «Justin Lin Will Direct "The Fast and the Furious 3"» (em inglês). About.com. 
  4. Justin Kaehler (16 de junho de 2006). «The Fast and the Furious: Tokyo Drift Car of the Day: Han's S15» (em inglês). IGN. 
  5. Justin Kaehler (13 de junho de 2006). «The Fast and the Furious: Tokyo Drift Car of the Day: VeilSide RX-7» (em inglês). IGN. 
  6. John Pearley Huffman. (Junho de 2006). "Sport Compact Car "Fast, Furious, & Drifting"" (em inglês) p. 56-92.
  7. a b Jonathan Wong. (Setembro de 2006). ""Interrogation Room: What up, Toshi? "Super Street" (em inglês) p. 116.
  8. Jonathan Wong. (Setembro de 2006). ""Interrogation Room: What up, Toshi? "Super Street" (em inglês) p. 144-118.
  9. «Tokyo Drift: Skyline-Powered 1967 Ford Mustang» (em inglês). Modded Mustangs. 
  10. Roger Ebert (15 de junho de 2006). «The Fast and the Furious: Tokyo Drift» (em inglês). Roger Ebert. 
  11. Jonathan Rosenbaum. «The Fast and the Furious: Tokyo Drift» (em inglês). Chicago Reader. 
  12. James Dyer. «The Fast and the Furious: Tokyo Drift» (em inglês). Empire. 
  13. Todd McCarthy (13 de junho de 2006). «Review: ‘The Fast and the Furious: Tokyo Drift’». Variety. 
  14. «Fast and the Furious, The: Tokyo Drift» (em inglês). Reelviews Movie Reviews. 
  15. Mick LaSalle (16 de junho de 2006). «All the excitement of parking-lot motoring» (em inglês). SFGate. 
  16. Peter Travers (19 de junho de 2006). «Fast and the Furious: Tokyo Drift» (em inglês). Rolling Stone. 
  17. Marcelo Forlani (10 de agosto de 2006). «Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio». Omelete.  Texto " Crítica" ignorado (Ajuda)
  18. «The Fast and the Furious: Tokyo Drift (2006)» (em inglês). Rotten Tomatoes. 
  19. «The Fast and the Furious: Tokyo Drift» (em inglês). Metacritic. 
  20. Chris Roper (4 de outubro de 2006). «The Fast and the Furious Review» (em inglês). IGN. 
  21. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome Diesel
  22. Jordan DeSaulnier (17 de setembro de 2013). «Lucas Black Returning to Tokyo Drift in 'Fast & Furious 7, 8, and 9'» (em inglês). iamROGUE.com. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]