Ahmed Yassin

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Ahmed Yassin
Nome completo Ahmed Ismail Hassan Yassin
Nascimento 1937[1]
Al-Jura, Distrito de Gaza
Morte 22 de março de 2004
Gaza, Faixa de Gaza

O xeque Ahmed Ismail Hassan Yassin (em árabe: الشيخ أحمد إسماعيل ياسين; Al-Jura, 1937Gaza, 22 de março de 2004[1] ) foi um líder político e religioso palestino, um dos fundadores do Hamas, organização política e paramilitar palestina da qual também era um dos líderes espirituais. O Hamas conquistou popularidade na sociedade palestina através da construção e implementação de hospitais, sistemas de educação, bibliotecas e outros serviços,[2] porém também assumiu a responsabilidade por diversos ataques suicidas que tinham como alvo civis israelenses, o que fizeram com que fosse caracterizado por diversos países como uma organização terrorista.[3] [4]

Yassin, tetraplégico e praticamente cego, estava confinado a uma cadeira de rodas desde que foi vítima de um acidente esportivo com 12 anos de idade.[5] Foi vítima de um assassinato seletivo perpetrado por um helicóptero militar da Força Aérea Israelense, em 2004.[6] Sua morte, num ataque que também vitimou pelo menos nove pessoas, desencadeou muitas críticas ao governo israelita, e diversos observadores sugeriram que o acto teria impactos negativos no processo de paz entre israelitas e palestinos.[6] Estima-se que 200.000 palestinos estiveram em seu cortejo fúnebre.[7]

Biografia[editar | editar código-fonte]

No Cairo, onde estudou Islão, encantou-se com a Irmandade Muçulmana. De volta a Gaza, tornou-se um educador por mais de duas décadas. Em 1987, com a eclosão da Primeira Intifada, Yassin ajudou a fundar o Hamas. O xeque, um clérigo que, com sua voz branda, proferia inflamados sermões, desempenhava um papel fundamental para convencer os seguidores do grupo a promoverem ataques terroristas suicidas contra civís israelenses.

Entre os atentados terroristas suicidas que yassin pessoalmente e diretamente autorizou e aprovou[8] :

  • O atentado suicida de 1 de junho de 2001 de uma discoteca ao lado do dolfinário de Tel Aviv. 21 adolencentes e jovens morreram e 120 foram feridos, quando um terrorista do hamas detonou o explosivo atado ao seu corpo na fileira de entrada para a discoteca.
  • O atentado suicida de 27 de Março de 2002 no salão de jantar do Park hotel na cidade costeira de Netanya em Israel. 30 pessoas morreram e 140 ficaram feridos. As vitimas estavam participando de um jantar do feriado judaico de pesach.
  • O atentado suicida de 18 de junho de 2002 em um onibus publico em Jerusalem. 19 pessoas morreram instantaneamente e 74 ficaram feridas. O onibus, totalmente destruido, levava muitos alunos para a escola.

Neste mesmo ano (2002), o governo de Israel iniciou a construção do Muro da Cisjordânia, que reduziu quase a zero os atos de terrorismo deste tipo, tanto de parte do hamas, como também dos outros grupos, o Fatah e a Jihad Islâmica palestina. Nesta ocasião, o hamas passou a desenvolver e usar misséis Qasam, para atingir os civís em Israel.

Anos antes destes atentados, suas atividades levaram-no à prisão perpétua, tendo sido libertado em 1997, resultado de uma troca por dois agentes da Mossad (serviço secreto de Israel), capturados em solo jordaniano quando tentavam matar outro integrante do Hamas, Khalid Meshal.

Foi morto em 22 de março de 2004, aos 67 anos, em um assassinato seletivo realizado por helicópteros da Força Aérea Israelita.

Ligacões externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Sheikh Ahmad Yassin Jewish Virtual Library (2004). Página visitada em 6-4-2008. "O passaporte de Ahmed Yassin listava sua data de nascimento como 1 de janeiro de 1929, porém fontes palestinas a apresentavam como 1937 (enquanto a mídia ocidental a apresentava como 1938)."
  2. "Palestinian election raises varying opinions within U". The Minnesota Daily. 31 de janeiro de 2006.
  3. Sheikh Yassin: Spiritual figurehead BBC Online (22 de março de 2004). Página visitada em 7-8-2007.
  4. islam.about.com. Página visitada em 18-6-2007.
  5. a b The life and death of Shaikh Yasin Al Jazeera (27 de março de 2004). Página visitada em 7-8-2007.
  6. Prusher, Ilene R. Killing of Yassin a Turning Point. The Christian Science Monitor. 23 de março de 2004.
  7. http://www.camera.org/index.asp?x_context=7&x_issue=20&x_article=649
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