Alberto João Jardim

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Alberto João Jardim
2.º Presidente do Governo Regional da Madeira Coat of arms of Madeira.png
Período Desde 17 de março de 1978
Antecessor(a) Jaime Ornelas Camacho
Vida
Nascimento 4 de fevereiro de 1943 (72 anos)[1]
Santa Luzia, Funchal
 Madeira
Nacionalidade Portugal português
Progenitores Mãe: Marceliana do Patrocínio de Jesus Cardoso
Pai: Alberto Gonçalves Jardim
Dados pessoais
Partido Logo PSD cor.PNG Partido Social Democrata
Religião Catolicismo romano
Profissão Político

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim GCIH (Funchal, Santa Luzia, 4 de fevereiro de 1943) é um advogado, jornalista e político português, sendo o actual Presidente do Governo Regional da Madeira.

Família[editar | editar código-fonte]

Alberto João Jardim é filho de Alberto Gonçalves Jardim, (Funchal, 1914 - Funchal, São Pedro, 26 de Novembro de 1954) e esposa Marceliana do Patrocínio de Jesus Cardoso (Funchal, São Pedro, 11 de Julho de 1909 - Funchal, São Pedro, 29 de Julho de 2006). É sobrinho materno por afinidade de Maria Prado de Almada Cardoso, a qual galardoou com a Medalha Autonómica de Bons Serviços.[2]

Educação[editar | editar código-fonte]

Estudou em Coimbra, onde viveu mais de uma década até completar o curso. É licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo sido professor nos ensinos técnico e secundário. Foi professor convidado da extinta Universidade Independente (Lisboa). É Doutor Honoris Causa em Ciências Políticas pela Universidade de S. Cirilo (Malta).

Carreira Profissional e Política[editar | editar código-fonte]

Foi director do Centro de Formação Profissional da Madeira, assim ingressando na função pública, a cujos quadros pertenceu, depois de concluído o estágio de advocacia. Como jornalista, foi director do diário matutino Jornal da Madeira e ainda colabora semanalmente com este matutino. Também é colaborador de vários meios de comunicação social nacionais, regionais e de países de emigração portuguesa. Foi dirigente cooperativo e, nessa qualidade, administrador de empresas, pertence aos corpos gerentes de várias instituições de solidariedade social, sendo ainda presidente da direcção da "Fundação Social Democrata da Madeira", embora sem funções executivas. Cumpriu o serviço militar como Oficial de Acção Psicológica em Lisboa e na Madeira.

Foi um dos fundadores do então Partido Popular Democrático (PPD) em Maio de 1974, um mês após a Revolução dos Cravos, juntamente com Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão, Joaquim Magalhães Mota, Carlos Alberto da Mota Pinto, João Bosco Mota Amaral, António Barbosa de Melo e António Marques Mendes. Co-fundador na Madeira do Partido Social Democrata, vem presidindo às suas Comissões Políticas Regionais, integrou as respectivas Comissões Políticas Nacionais, incluso como vice-presidente de uma, sendo actualmente vogal por inerência, tendo sido presidente da Mesa do Congresso Nacional do referido Partido. É presidente honorário da Juventude Social Democrata da Madeira.

Funções Oficiais[editar | editar código-fonte]

  • 2.º Presidente do Governo Regional da Madeira (1978-actualidade)
  • Conselho de Estado (Portugal) por inerência
  • Membro do Conselho de Defesa da República Portuguesa
  • Membro do Conselho Superior de Defesa Interna da República Portuguesa
  • Membro do Conselho Superior da Segurança Nacional da República Portuguesa

Tem uma das mais longas carreiras políticas, de dirigentes democraticamente eleitos de qualquer jurisdição em todo o mundo. Foi director do Jornal da Madeira, continuando a ser seu colaborador regular. Alberto João Jardim é ainda membro e ex-vice presidente (2000-2001) da Comité das Regiões da União Europeia . É presidente honorário da Cimeira Europeia das Regiões e Cidades. É fundador e membro da Assembleia Regional Europeia e foi vice-presidente do Partido Popular Europeu. Vem sendo sucessivamente eleito deputado à Assembleia da República e à Assembleia Legislativa da Madeira, onde esteve um ano e meio como líder da sua bancada, mas desde então optou sempre pelo cargo de Presidente do Governo Regional, que exerce desde Março de 1978. Foi o presidente da Conferências das Regiões Periféricas da União Europeia, entre 1978 e 1996, da qual é agora Presidente Honorário. É membro-fundador da Assembleia das Regiões da Europa, a cujo Conselho já pertenceu.

Em 19 de fevereiro de 2007, apresentou a demissão do cargo de Presidente do Governo Regional[3] em protesto contra a nova Lei de Finanças Regionais que o governo de José Sócrates apresentou. A sua renúncia levou o Presidente da República a dissolver a Assembleia Legislativa da Região, após parecer do Conselho de Estado e a convocar eleições antecipadas para 6 de Maio de 2007, que de novo veio a vencer, desta feita com maioria reforçada.[4]

Em Agosto de 2008, descontente com o PSD nacional, diz querer criar o Partido Social Federalista (PSF). Assume posturas alternadamente patrióticas, independentistas e federalistas, quer a nível nacional quer a nível europeu. No dia 8 de Janeiro de 2011 sofreu um enfarte do miocárdio e foi internado no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, com prognóstico reservado. Entretanto recuperado, retomou as suas funções, tendo-se recandidatado novamente ao seu atual cargo nas eleições de 9 de Outubro de 2011. O seu atual mandato terminará no início de 2015, tendo prometido apresentar a demissão a 12 de janeiro desse ano. Miguel Albuquerque sucedeu-lhe na Presidência do Partido Social Democrata da Madeira, tendo sido eleito a 29 de dezembro de 2014.[5] [6]

Na sequência destes acontecimentos, apresentou a demissão do cargo de Presidente do Governo Regional a 12 de janeiro de 2015, o que leva à queda do seu governo, à dissolução da Assembleia Legislativa da Madeira e à marcação de eleições antecipadas[7] , mantendo-se em funções até à tomada de posse do novo Governo Regional.

Dívida oculta[editar | editar código-fonte]

Em Setembro de 2011 foi divulgado que desde 2008 o Governo Regional da Madeira tinha ocultado do registo oficial parte da dívida pública da Madeira. Alberto João Jardim reconheceu que a dívida da Madeira era superior em 1 100 milhões de euros face ao valor oficial. Mais tarde, o montante global da dívida da Região foi fixado em 5 000 milhões de euros.[8] [9] Por fim Vítor Gaspar, ministro das Finanças, revelou em Outubro de 2011 que o apuramento final da dívida global da Madeira era de 6 300 milhões de euros. Em consequência a Região Autónoma da Madeira foi submetida a um processo de ajustamento financeiro estabelecido pelo Ministério das Finanças.

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Em 1968 casou com Maria Ângela Andrade Martins (n. 1940) e tiveram três filhos:

  • Cláudia Sofia Martins Gonçalves Jardim (n. 24 de agosto de 1970), casada com David Gomes e mãe de Maria Carlota Jardim Gomes (n. 1998)
  • Pedro Alberto Martins Gonçalves Jardim (n. 8 de janeiro de 1972), solteiro
  • Andreia Luísa Martins Gonçalves Jardim (n. 1975), casada com José Miguel Monteiro de Resende Tropa (n. 1975) e mãe de Pedro Afonso Gonçalves Jardim de Resende Tropa (n. 2005), Maria Pilar Gonçalves Jardim de Resende Tropa (n.2013) e João Francisco Gonçalves Jardim de Resende Tropa (n. 2013).

Condecorações[10] e Distinções[editar | editar código-fonte]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • "Tribuna Livre" (3 vols.)
  • "Pela Autonomia e o Desenvolvimento Integral" (2 vols.)
  • "A Experiência da Autonomia Regional da Madeira"
  • "Regionalização, Europa, Estado e Poder Local"

Outras filiações[editar | editar código-fonte]

Referências

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Alberto João Jardim


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
'
Presidente do PSD da Madeira
1978 — 2015
Sucedido por
Miguel Albuquerque
Precedido por
Jaime Ornelas Camacho
Presidente do Governo Regional da Madeira
1978 - presente
Sucedido por
Incumbente