Ana de Castro Osório

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Ana de Castro Osório (Mangualde, 18 de Junho de 1872Setúbal, 23 de Março de 1935) foi uma escritora, especialmente no domínio da literatura infantil, jornalista, pedagoga, feminista e activista republicana portuguesa.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ana de Castro Osório foi pioneira em Portugal na luta pela igualdade de direitos entre homem e mulher. Escreveu, em 1905, Mulheres Portuguesas, o primeiro manifesto feminista português.

Foi uma das fundadoras do Grupo Português de Estudos Feministas, em 1907, da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, em 1909, da Associação de Propaganda Feminista, em 1912, da Comissão Feminina Pela Pátria, em 1916, a partir da qual se formou, no mesmo ano, a Cruzada das Mulheres Portuguesas.

Casada com Paulino de Oliveira, membro do Partido Republicano aproximou-se desse partido, tendo, depois da instauração da República, colaborado com o ministro da Justiça, Afonso Costa, na elaboração da Lei do Divórcio.

É considerada a criadora da literatura infantil em Portugal, com a série de contos infantis Para as crianças que publicou, entre 1897 e 1935, em Setúbal, em fascículos.[2] Também colaborou em diversas publicações periódicas como: A ave azul[3] (1899-1900), Branco e negro[4] (1896-1898), Brasil-Portugal[5] (1899-1914), A Leitura[6] (1894-1896) e Serões[7] (1901-1911). Foi membro da obediência maçónica Grande Oriente Lusitano.[1]

Algumas obras[editar | editar código-fonte]

  • Para as crianças:
    • Contos tradicionais portugueses, 10 volumes
    • Contos de Grimm (tradução do alemão)
    • Alma infantil
    • Animais, 1903
    • Boas crianças
    • Histórias escolhidas (tradução do alemão)
  • Infelizes: histórias vividas, 1892 (eBook)
  • Quatro Novelas, 1908 (eBook)
  • Ambições: romance. Lisboa, Guimarães Libânio, 1903.[8]
  • Bem prega Frei Tomás (comédia), 1905
  • A Bem da Pátria
    • As mães devem amamentar seus filhos
    • A educação da criança pela mulher
  • Teatro Infantil
    • A comédia da Lili, 1903
    • Um sermão do sr. Cura, 1907
  • A Grande Aliança: A Minha Propaganda no Brasil. Lisboa: Ed. Lusitania, 1890.[9]
  • A Garrett no seu primeiro centenário, 1899
  • A nossa homenagem a Bocage, 1905
  • A minha Pátria
  • A mulher no casamento e no divórcio, 1911.[10]
  • Às mulheres portuguesas. Lisboa: Viúva Tavares Cardoso, 1905.[11]

Referências

  1. a b Marques 1986, pp. 1065-1066
  2. Mateus 2003, pp. 169-170
  3. Rita Correia (26 de Março de 2011). Ficha histórica: Ave azul : revista de arte e critica (1899-1900) (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Página visitada em 23 de Junho de 2014.
  4. Branco e Negro : semanario illustrado (1896-1898) [cópia digital, Hemeroteca Digital]
  5. Rita Correia (29 de Abril de 2009). Ficha histórica: Brasil-Portugal : revista quinzenal illustrada (1899-1914). (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Página visitada em 26 de Junho de 2014.
  6. A Leitura: magazine litterario (1894-1896) [cópia digital, Hemeroteca Digital]
  7. Serões: revista semanal ilustrada (1901-1911) [cópia digital, Hemeroteca Digital]
  8. Disponível na Biblioteca Nacional de Portugal em versão digital.
  9. Conferências realisadas no Brasil, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pelotas, Porto Alegre, anta Maria, Curitiba e São Paulo. Disponível na Biblioteca Nacional de Portugal em versão digital.
  10. Disponível na Biblioteca Nacional de Portugal em versão digital.
  11. Disponível na Biblioteca Nacional de Portugal em versão digital.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]