Andrei Yeremenko

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Andrei Yeremenko
Flag of the Soviet Union.svg
Nascimento 14 de Outubro de 1892
Markovka, Ucrânia
Morte 19 de novembro de 1970 (78 anos)
Moscou, URSS hoje Rússia
Nacionalidade soviético
Cargo Segunda Guerra Mundial:
Comandante da Frente Ocidental (1941)
Comandante da Frente de Stalingrado (1942-43)
Comandante da Frente Ucraniana
(1945)
Serviço militar
Patente Marechal da União Soviética

Andrei Ivanovich Yeremenko (russo: Андрей Иванович Ерёменко) (Markokva, 14 de outubro de 1892 - Moscou, 19 de novembro de 1970) foi um Marechal da União Soviética, atuante na Segunda Guerra Mundial.

Filho de um pequeno agricultor, Yeremenko nasceu na província de Kiev, na Ucrânia e entrou para o exército imperial russo em 1913, em busca de uma vida melhor e serviu na frente romena durante a I Guerra Mundial. Em 1918, com a Revolução, entrou para o Exército Vermelho. Após a guerra, serviu na cavalaria em Leningrado (hoje São Petersburgo) e formou-se pela Academia Militar de Frunze.

Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Em 1940, ele recebeu o comando do 6º Corpo de Cavalaria, responsável pela invasão e ocupação do leste da Polônia, de acordo com o Pacto de Não-Agressão entre a URSS de Stalin e a Alemanha de Hitler. Depois disso teve diversos comandos e estava a frente de um distrito militar na Rússia quando a invasão da URSS pelo Terceiro Reich começou, em junho de 1941.

Oito dias após a invasão, ele recebeu o comando da frente ocidental, substituindo o general-de-exército Dmitri Pavlov, executado por incompetência. Yeremenko foi colocado numa posição difícil e precária, porque a incompetência de Pavlov e a falta de preparo das forças armadas haviam destruído a frente, mas ele conseguiu dar alguma organização aos exércitos que comandava e parou a ofensiva alemã perto de Smolensk. Durante a batalha, ele foi ferido e por cusa disto foi transferido para a frente de Bryansk.

Em outubro, os alemães lançaram a Operação Tufão, destinada a capturar Moscou. As forças de Yeremenko foram forçadas a recuar, porém contra-ataques conseguiram paralisar a ofensiva nazista. Em 13 de outubro ele foi novamente ferido, desta vez com mais gravidade e foi evacuado para um hospital em Moscou, onde ficou em tratamento por várias semanas. De volta, em janeiro de 1942 recebeu o comando do 4º Exército de Choque, na frente noroeste das linhas de defesa. Durante a contra-ofensiva de inverno soviética, ele foi ferido pela terceira vez, em 20 de janeiro, por uma bomba lançada durante um bombardeio aéreo inimigo sobre seu quartel-general, mas recusou-se a ser transferido para um hospital até que a batalha cessasse.

Stalin deu a Yeremenko o comando da frente sudeste da defesa soviética, em 1 de agosto de 1942, onde ele foi encarregado de deter a ofensiva de verão inimiga sobre o Cáucaso, pela Ucrânia. Ele e o comissário político Nikita Kruschev planejaram a defesa de Stalingrado e Yeremenko entregou o comando do 62º Exército, encarregado de defender a cidade, ao general Vassili Chuikov. Em 28 de setembro, a frente sudeste foi renomeada Frente de Stalingrado.

Durante a Operação Uranus, a contra-ofensiva soviética para cercar as tropas alemães em Stalingrado, as forças comandadas por ele ajudaram na ofensiva que viria a destruir o 6º Exército alemão, encurralado no cerco. Quando as tropas do general alemão Erich von Manstein tentaram romper o bloqueio em direção à cidade para salvar os sitiados, Yeremenko conseguiu impedi-los com contra-ataques localizados, obrigando-os a recuar e deixar os sitiados de Stalingrado entregues à própria sorte.

Depois da vitória em Stalingrado, Yeremenko recebeu diversos comandos nas frentes de guerra, combatendo vitoriosamente contra os alemães e expulsando-os da Criméia, da Letônia, da Hungria e libertando diversas vilas e cidades da Tchecoslováquia, onde hoje, na República Tcheca, há várias ruas com seu nome.

Pós-guerra[editar | editar código-fonte]

Após a Segunda Guerra Mundial, Yeremenko recebeu diversos comandos: comandante militar dos Cárpatos de 1945 a 1946, comandante-em-chefe da região militar oeste da Sibéria entre 1946 e 1952 e comandante-em-chefe da região militar do norte do Cáucaso entre 1953 e 1958.

Em 11 de março de 1955, numa cerimônia com mais onze notáveis comandantes militares soviéticos, Andrei Yeremenko recebeu de Nikita Kruschev o título de Marechal da União Soviética, a mais alta e exclusiva patente militar do país. Em 1958 foi nomeado inspetor-geral do Ministério da Defesa da URSS, um cargo cerimonial, que o permitiu retirar-se da ativa no mesmo ano.

Morreu em novembro de 1970 em Moscou, aos 78 anos de idade.


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