Casa das Máquinas

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Casa das Máquinas
Informação geral
Origem São Paulo (São Paulo)
País  Brasil
Gênero(s) Rock and roll, rock progressivo, hard rock
Período em atividade 1973 - 1978
2007 - Atualmente
Gravadora(s) Som Livre
Afiliação(ões) Os Incríveis, Pholhas, Joelho de Porco, Dr. Sin
Página oficial http://www.bandacasadasmaquinas.com.br/
Integrantes Mário Franco Thomaz (Marinho)
Mário Testoni (Marinho)
João Luiz
Fábio Cesar
Ex-integrantes Andria Busic, Aroldo, Carlos Geraldo Carge, Faiska, João Alberto, Marcelo Schevano, Pique, Pisca, Netinho, Sandro Haick, Leonardo Testoni e Simbas.

Casa das Máquinas é uma banda brasileira de Rock and Roll. Fundada em 1973, gravou três álbuns pela gravadora Som Livre até terminar em 1978. Em 2007 retornou aos palcos no festival Psicodália e está em atividade desde então. Suas principais músicas são Vou Morar no Ar e Casa de Rock.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

A banda começou quando José Aroldo Binda (Aroldo) e Luiz Franco Thomaz (Netinho), dois ex-integrantes da banda Os Incríveis, juntaram-se a Carlos Roberto Piazzoli conhecido como Pisca , Carlos Geraldo Carge, ex-integrante da banda Som Beat, que tocava baixo e guitarra, e Pique, ex-integrante da banda de Roberto Carlos que tocava órgão, piano, saxofone e flauta. No começo ficaram conhecidos como "os novos Íncríveis", fazendo shows por todo o Brasil. Seu repertório incluia músicas de Elvis Presley, Paul Anka, Chubby Checker, Neil Sedaka, entre outros. Nas apresentações vestiam figurinos, se maquiavam e davam grandes performaces teatrais no palco.

Sucesso[editar | editar código-fonte]

Em 1974 entraram em estúdio e gravaram seu primeiro LP, intitulado Casa das Máquinas. Neste primeiro disco a banda seguiu um padrão mais hard rock, que lembrava muito o estilo dos Incríveis.

Com a saída de Pique, logo depois da gravação desse disco, a vaga se abriu para um virtuoso tecladista da época, Mario Testoni Jr., que trouxe Marinho Thomaz (bateria), irmão de Netinho. Ambos deram um grande vigor para a banda na época (foram uma das primeiras bandas de rock a usar dois bateristas[carece de fontes?]). Entraram em estúdio e gravaram Lar de Maravilhas em 1975, onde foi adotado um estilo mais progressivo.

Nessa época Netinho conheceu um grande compositor, ainda menor de idade, chamado Catalau, que havia sido descoberto em 1976 por Pisca e Netinho. A primeira letra que fez foi "Rock que se cria". Compõs com a banda dois discos, Lar de Maravilhas (1975) e Casa de Rock (1976).

No disco seguinte ocorreram algumas modificações na formação: Carlos Geraldo e Aroldo saíram e o grupo passou a procurar por um vocalista e um baixista. Foi a vez de Simbas assumir os vocais principais; ex-vocalista do Mountry, banda de bailes e shows da época, Simbas trouxe para o grupo sua voz e seu estilo andrógino no palco. Netinho ofereceu o convite para Simbas logo que chegou de uma viagem a Londres, indicado por Caramês (jornalista da revista POP). Simbas ainda teria tido outra oferta de ser vocalista da banda Tutti Frutti, de Rita Lee, porém optou pela proposta de Netinho e ingressou no Casa das Máquinas. Entraram em estúdio e gravaram Casa de Rock, sem baixista. Pisca fez as linhas de baixo e só depois foi convidado João Alberto para assumir o posto de baixista.

Nessa mesma época o Casa conseguiu uma apresentação na TV Tupi, que não foi ao ar por causa da censura: Simbas teria vestido roupas chamativas e feito movimentos exóticos, e este teria sido o principal motivo. Mais tarde o vídeo estaria disponibilizado na internet. Agora seria a vez de Marinho Testoni deixar a banda: seu contrato acabou na época e ele recebeu uma boa proposta para integrar o grupo Pholhas. Seguindo o caminho a banda continuou sem tecladista fixo: Pisca, que era o gênio instrumental, tocava teclado em algumas musicas que não precisavam de guitarra, como "Vale verde" e "Mania de ser".

Entraram em estúdio e gravaram o videoclipe da música "Casa de Rock" que continha um cenário com máquinas e andaimes, lembrando mesmo o nome da banda, e publicado mais tarde no Fantástico, da TV Globo. Quase no fim da carreira fizeram um show em Santos em 1978 que foi gravado em uma fita cassete e depois pirateado para CD, uma das últimas apresentações do grupo, que depois ficaria parado até dezembro de 2003.

O fim[editar | editar código-fonte]

Netinho viajou à Europa para conseguir apresentações do grupo por lá,[1] enquanto os outros integrantes do grupo ficavam no Brasil para promoverem a banda por aqui. Em setembro de 1977,[2] durante uma visita à TV Record, em São Paulo, ocorreu um incidente no qual Simbas se envolveu em uma briga com um operador de câmera daquela emissora, que viria a morrer alguns dias depois.[2] O assunto foi crescendo e acabou resultando em um processo contra a banda[1] que acabou levando ao seu final sete meses depois[2] quando Netinho - em um show no Luna Park, em Buenos Aires na Argentina - comunicou ao resto dos integrantes a dissolução do grupo.[3]

A Volta[editar | editar código-fonte]

A possibilidade do retorno da banda havia sido estudada há tempos, em dezembro de 2003. Netinho remontou a banda para uma apresentação única em Matão, interior de São Paulo, e a resposta do publico foi melhor que a banda esperava. Nessa formação contaram com Netinho, Marinho Testoni e Marinho Thomaz, e foram chamados Nando Fernandes vocais, Andria Busic (Dr. Sin)no baixo e Sandro Haick na guitarra.

O retorno concretizou-se no final de 2007. A banda prepara um novo álbum para 2008, trinta anos após seu antecessor. Além de canções inéditas dando sequência à carreira, contará com algumas regravações em novos arranjos.

Em janeiro de 2008 foram convidados para tocarem no Festival Psicodália de Carnaval, na Serra do Tabuleiro, em Santa Catarina, com um público de 3000 pessoas e um repertório totalmente inédito. A formação que se apresentou no festival em 3 de fevereiro de 2008 e contou com Netinho, seu irmão Marinho Thomaz, Marinho Testoni, Andria Busic e Faiska.

Membros[editar | editar código-fonte]

Formação atual[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Estúdio[editar | editar código-fonte]

Bootleg[editar | editar código-fonte]

Coletânea[editar | editar código-fonte]

Demo[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b CHACUR, Fabian. Entrevista Netinho - Lenda viva do rock brasileiro lança biografia. Publicado em ConexãoVivo em 13 de abril de 2009. Página visitada em 09 de setembro de 2012.
  2. a b c MACIEL, Luiz Carlos. Malditos por opção. Publicado em Superinteressante, novembro de 1987. Página visitada em 09 de setembro de 2012.
  3. WERNECK, Rodrigo. Oswaldo Malagutti (Pholhas, Womp!, Estúdio Mosh). Publicado em Whiplash.net em 02 de abril de 2008. Página visitada em 09 de setembro de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]