Espinha bífida

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Espinha bífida
Casos de espinha externa geralmente podem ser corrigidos cirurgicamente.
Classificação e recursos externos
CID-10 Q05, Q76.0
CID-9 741, 756.17
OMIM 182940
DiseasesDB 12306
eMedicine orthoped/557
MeSH C10.500.680.800
Star of life caution.svg Aviso médico

Espinha bífida (do latim spina bifida, espinha bifurcada) é uma malformação congênita relativamente comum caracterizada por um fechamento incompleto do tubo neural (tecido embrionário que dá origem a coluna vertebral).

Classificação[editar | editar código-fonte]

Em cerca de 15% dos casos é interna (espinha bífida oculta), causando poucos problemas e podendo demorar para ser diagnosticada. Quando exposta é denominada também como meningocele. Na versão, mais grave, mielomeningocele costuma ver associada com diversas outras má-formações do tubo neural e causa diversas incapacidades permanentes mesmo com cirurgia. [1]

Comorbidades[editar | editar código-fonte]

A espinha bífida geralmente vem acompanhada de outros problemas como:

  • Risco elevado de hidrocefalia;
  • Paralisia flácida;
  • Diminuição da força muscular;
  • Diminuição ou nenhum reflexos em alguns tendões;
  • Incontinência dos esfíncteres de reto e bexiga;
  • Malformações de origem paralítica e congênita.
  • Diminuição ou nenhuma sensibilidade a estímulos externos e próprios abaixo do nível da lesão medular;

A hidrocefalia frequentemente pode ser prevenida com uma cirurgia para garantir a drenagem adequada de líquido cefalorraquidiano.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

A prevalência é de um nascimento para cada 800 no Brasil em 2007 [2] . Em um terço dos casos, a causa pode estar associada a fatores genéticos; em metade dos casos, desconhece-se a causa. O primeiro procedimento do tratamento da espinha bífida é o fechamento da medula, feito geralmente em até 48 horas após o parto do paciente. Uma equipe multidisciplinar geralmente deve acompanhar o tratamento de outros problemas que acompanham a espinha bífida.[3]

Prevenção[editar | editar código-fonte]

Uma dieta rica em ácido fólico antes da gravidez e nos primeiros três meses podem prevenir espina bífida, segundo um estudo com gestações posteriores de mães que tiveram um filho com espina bífida.[1]

Referências