Estação Leopoldina

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Leopoldina
Barão de Mauá
Ef leopoldina.JPG
O prédio da estação (detalhe da fachada)
Uso Atual Desativada
Código RJ-1291
Sigla BMA
Posição Superfície
Informações históricas
Inauguração 23 de outubro de 1886 (127 anos)
Fechamento 2004 (10 anos)
Localização
Leopoldina está localizado em: Baixada Fluminense e parte da cidade do Rio de Janeiro
Leopoldina
Localização da Estação Leopoldina
22° 54' 27.89" S 43° 12' 38.15" O
Próxima estação
Sentido Centro
Sv-vmauastationdis.svg Sv-vorangelinecontshort.svg Sv-vpurplelinecontshort.svg Sv-vbluelinecontshort.svg Sv-vgreenlinecontshort.svg Sv-vredlinecontshort.svg Leopoldina (desativado)
Sv-vorangeinterincldis.svg Sv-vorangeinterleftydis.svg Sv-vpurpleintermiddle.svg Sv-vblueintermiddle.svg Sv-vgreenintermiddle.svg Sv-vredinterright.svg São Cristóvão
Sv-vorangelinecontshort.svg Sv-vpurplelinecontshort.svg Sv-vbluelinecontshort.svg Sv-vgreenlinecontshort.svg Sv-vredlinecontshort.svg
Sentido Baixada/Zona Oeste

A Estação Leopoldina (antigamente chamada Barão de Mauá) era uma estação ferroviária que foi inaugurada em 1926 e fechada em 2004, quando pertencia à SuperVia.

Este terminal ferroviário, que leva o nome de Barão de Mauá, foi construído em 17 de maio de 1923 pela então Estrada de Ferro Leopoldina. A estação foi fechada para passageiros em janeiro de 2001, com o remanejamento destes para o terminal D. Pedro II (Central).

Atualmente, o terminal, que pertence ao governo do estado do Rio de Janeiro, é utilizado em parte como depósito de trens. Ela em si, fica a maior parte do tempo vazia e fechada.

Na sala 106 no andar térreo da estação está localizada a AFERJ - Associaçao de Ferreomodelismo do Rio de Janeiro por cessaõ da AEEFL, Associação doe Engenheiros da Estrada de Ferro Leopoldina .A AFERJ funciona todas as 3as. e 5as. feiras das 14 as 18 horas e aos sábados das 9 as 18 horas.No sábado os associados levam seus trens em miniatura e os operam na maquete da Associação que possui 5 linhas independentes com cerca de 300 metros de trilhos e totalmente decorada.O acesso é gratuito e existe estacionamento gratis para os visitantes.

Muitos ainda sonham com a reabertura da estação de Leopoldina para que volte a ser uma estação de trem com os ramais da SuperVia.

Histórico da linha[editar | editar código-fonte]

Uma das portas de entrada da estação, atualmente desativada

A linha que unia o Centro do Rio de Janeiro a Petrópolis e Três Rios, foi construída por empresas diferentes em tempos diferentes. Uma pequena parte dela é a mais antiga do Brasil, construída pelo Barão de Mauá em 1854 e que unia o porto de Mauá (Guia de Pacobaíba) à estação de Raiz da Serra (Vila Inhomirim). O trecho entre esta última e a estação de Piabetá foi incorporada pela E. F. Príncipe do Grão-Pará, que construiu o prolongamento até Petrópolis e Areal entre os anos de 1883 e 1886. Finalmente a estação de Areal foi unida à de Três Rios em 1900, já pela Leopoldina.

O trecho entre a estação de São Francisco Xavier, na Central do Brasil, e Piabetá foi entregue entre 1886 e 1888 pela chamada E. F. Norte, que neste último ano foi comprada pela R. J. Northern Railway. Finalmente, em 1890, a linha toda passou para o controle da Leopoldina. Em 1926, a linha foi estendida finalmente até a estação de Barão de Mauá, aberta naquele ano, eliminando-se a baldeação em São Francisco Xavier. O trecho entre Vila Inhomirim e Três Rios foi suprimido em 5 de novembro de 1964. Segue operando para trens metropolitanos todo o trecho entre o centro do Rio de Janeiro e Vila Inhomirim.

A estação[editar | editar código-fonte]

A estação de Barão de Mauá[1] , cujo nome homenageou o pioneiro da ferrovia no Brasil, foi inaugurada em 1926, dezessete anos depois do início das discussões e pedidos de autorização para a sua construção. Desenhada pelo arquiteto escocês Robert Prentice, que projetou também o Palácio das Cidades, sede da prefeitura, em Botafogo. O engenheiro Hélio Suevo, autor do livro “A formação das estradas de ferro no Rio de Janeiro”, diz que a estação é um exemplar da arquitetura eduardiana no Brasil, inspirada em construções palacianas inglesas. De estilo eclético, o prédio, no entanto, é assimétrico, já que não foram seguidos à risca os traços do escocês. Sua parte central só tem continuidade para o lado direito. Ficou faltando o lado esquerdo, previsto no projeto original.

A linha da Leopoldina começava na estação de São Francisco Xavier, da Central, o que forçava os passageiros à baldeação, devido à diferença de bitolas. A história das idas e vindas para a construção da estação é bastante complicada, mas acabou por gerar uma discussão acerca de se a estação deveria ter sido construída comportando espaço para a linha Auxiliar da Central do Brasil e da Rio D'Ouro, as duas também de bitola métrica. Em 1934, a discussão acabou com a vitória da Leopoldina: a estação só serviria mesmo a ela, visto que o Governo, dono da Central e da Rio d'Ouro, não havia cumprido a promessa de também pagar sua parte na sua construção.

Entre 1909 e 1926, a Leopoldina utilizou uma estação provisória para o embarque em suas linhas, que haviam sido prolongadas por volta de 1910 até a Praia Formosa. A estação deixou de ser utilizada definitivamente para embarque de passageiros desde o início do século XXI com todos os passageiros sendo transferidos para a estação Dom Pedro II, da antiga Central. Desde então está fechada e abandonada, existindo hoje projetos para a sua transformação em museu ou centro comercial.

Projetos[editar | editar código-fonte]

Está confirmada a construção das plataformas de embarque e desembarque do TAV trem bala, que ligará Campinas a São Paulo e ao Rio de Janeiro.

Linha Terminais Estações Principais destinos Duração das viagens (min) Intervalo entre trens (min) Previsão
TAV
TAV Brasil
Rio de JaneiroSão PauloCampinas 3 São Paulo, Rio de Janeiro 2025

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Barão de Mauá. Estações Ferroviária do Estado do Rio de Janeiro. Página visitada em 30/01/2012.


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