Hipercaliemia

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Hipercaliemia ou hiperpotassemia é a existência de grande concentração de potássio no sangue (≥5,5 mmol/L[1] ou ≥5 mEq/L[2] ). Em pacientes graves, o aumento dos níveis de potássio resultam principalmente de disfunção renal.[1]

O potássio é o principal eletrólito intracelular, e a relação entre seus níveis intra e intercelulares é o principal determinante do potencial elétrico transmembrana. Portanto, qualquer alteração significativa na concentração extracelular de potássio pode ter sérios efeitos não só na função metabólica, mas também na condução nervosa, com repercussões na musculatura e, principalmente, no ritmo cardíaco, predispondo ao desenvolvimento de arritmias nos casos mais graves.[3]

Potenciais causas de hipercaliemia[editar | editar código-fonte]

Além da disfunção renal, são potenciais causas da hipercaliemia a acidemia, hipoaldosteronismo, rabdomiólise, lise tumoral, queimaduras, hemólise, ingestão excessiva de agentes farmacológicos, tais como diuréticos poupadores de potássio, inibidores da enzima conversora da angiotensina, succinilcolina, antiinflamatórios não-esteróides, trimetoprim-sulfametoxazol, entre outros.[1]

Manifestações clínicas[editar | editar código-fonte]

Manifestações eletrocardiográficas comuns em indivíduos hipercaliêmicos.

As manifestações clínicas da hipercaliemia estão relacionadas principalmente ao coração e aos músculos. Arritmias, bloqueio cardíaco, bradicardia, condução e contração reduzidas, fraqueza muscular, paralisia, parestesia, reflexos hipoativos e anormalidades ao eletrocardiograma (ECG), tais como ondas T apiculadas difusas, prolongamento do intervalo PR, ampliação do complexo QRS, ondas P reduzidas e ondas padrão em sino são manifestações comuns.[1]

Referências

  1. a b c d SOCIETY OF CRITICAL CARE MEDICINE. Suporte básico em cuidados intensivos. 2ª edição. São Paulo: Editora AWWE, 2008
  2. VIEIRA NETO, O. M.; MOYSÉS NETO, M. Distúrbios do Equilíbrio Hidroeletrolítico. Medicina, Ribeirão Preto, v. 36, p.325-37, 2003
  3. BARBOSA, A. P.; SZTAJNBOK, J. Distúrbios Hidroeletrolíticos. Jornal de Pediatria, v. 75, supl. 2, p. 223-33, 1999

Ver também[editar | editar código-fonte]

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